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terça-feira, 1 de outubro de 2013

:: Da série: Criei um monstrinho nerd


Lili fez 6 anos e ganhou um jogo Imagem e Ação Jr. - aquele de desenhar uma palavra de um cartão para o time adivinhar, lembram?

(Pausa para um suspirinho de alívio ao perceber que os jogos da nossa infância ainda existem - alguns até conseguiram escapar das franquias infantis dominadoras do mundo!)

 (E um minuto...

 ...de silêncio...

 ...pelos companheiros...

...que não tiveram... 

...a mesma sorte.)

:'(


Mas eu dizia que ela fez 6 anos, ganhou o jogo e ficou toda feliz. Puxou um cartão, escolheu a palavra e começou a desenhar. 

Um retângulo.

- Chocolate!

Outro retângulo em cima do primeiro.

- Estojo! Prédio!

Quadradinhos alinhados dentro do retângulo de baixo.

- Calculadora! Computador!

 -Isso, computador. Mas não é, continua.

(Cabe lembrar que pela regra do I&A eu já teria sido eliminada depois do terceiro chute, mas quem liga para regras? Quem lê regras? Quem ensina regras para os filhos?)

Bom, no fim o desenho ficou mais ou menos assim:



...e as setas deixaram claro que se tratava de algo dentro da tela de um computador.

- Foto? Texto? Vídeo? Letras?

- Não. É "POST", mãe. 

- Oi?

- Post. Tipo quando você trabalha, você faz um post. Né?

É. Mas que estranho aparecer "post" num jogo tão vintage como I&A. Que estranho.

- Certeza que é post, filha? 

Ela tinha tanta certeza que me deu o cartão para ler.

A palavra era POSTE.

(E #asblogueiraPIRA! \o/ \o/ \o/)




segunda-feira, 22 de abril de 2013

:: A Noviça Rebelde


(...Ainda falando de música, para meu deleite!)





A última virose que visitou a nossa casa foi gentil e trouxe um DVD da Noviça Rebelde de presente.

Gen-te!

NOVIÇA REBELDE

Não sei se essas palavras causam em vocês o mesmo que causam em mim. Palpitações, gagueira, borboletas no estômago. O nome disso é paixão, certo? Eu era absolutamente enlouquecida pela Noviça Rebelde quando era pequena. Decorei as músicas em idos de 1988 e nunca mais esqueci.

Visto 25 anos depois, o filme é bem canastrão. Adorável, fofo, esmagável, mas canastrão. Mas foi interessante revê-lo adulta e na perspectiva de mãe. Se antes eu pirava na criançada cantando, dessa vez a cena que me rendeu lagriminhas foi a do pai finalmente se aproximando dos filhos. Ele passa mais de uma hora sendo um grandessíssimo babaca, aí todos cantam que the hills are alive with the sound of music e ele vira um paizão firmeza, abençoado seja o poder da arte. Tá, né?

Também percebi pela primeira vez o fundo político da história (anexação da Áustria pela Alemanha nazistas - fujam para as montanhas, Von Trapps!). Quando criança, eu sempre parava na primeira metade do filme. Acompanhava até a cantoria faceira da crianças na festa (o teatrinho de fantoches, coisa linda!), dava rewind no VHS e começava de novo. A segunda parte, mais sombria, eu ignorava.

(E também percebi pela primeira vez que o capitão Von Trapp é o Christopher Plummer! Mas gente?)




A Lila não parou na cantoria, ela quis ir adiante. Eu mal me lembrava, mas a noviça ("NOVISTA", segundo Alice, hoho!) se casa com o capitão, sim senhores! Um casamento com muita pompa, ao que Alice teve a reação mais inacreditável que eu já vi: olhos arregalados, peito estufado, boca aberta num riso doido e...

- EU-NÃO-TÔ-CON-SE-GUIN-DO-RES-PI-RAR!!! - e abanava as mãozinhas no ar de emoção!

Pois é. A minha filha hiperventilou, chilicou, teve um faniquito de amor porque a mocinha se casou com aquele cara canastrão. Que é isso, gente? Quem ensina essas coisas? De onde isso veio, para onde vai? Mistérios da humanidade.


Mas enfim, o ponto alto do filme são mesmo as músicas. Alice e Lucas piraram do mesmo jeito que eu pirava: cantando, imitando as coreôs, caprichando no embromation e, claro, SENTINDO A MÚSICA!



Som na caixa!


 Von Trappinhos da mamãe!



terça-feira, 2 de abril de 2013

:: Notinhas musicais


Depois de um show da Bethânia a pessoa fica empolgada, gente. É inevitável.

Então a mãe tá lá, toda salamaleque, toda pombagira, toda trabalhada na melemolência de Santo Amaro da Purificação, rodando & batendo palmas & remexendo o pandeirão & cantando do fundo da alma: "QUEM NÃO REZOU A NOVENA DE DONA CANÔ?"

E o filho, todo nem-aí, folheando um livrinho:

- Eu não.

***

Horas depois, as duas crianças se encontram em um dos melhores lugares para se estar (principalmente quando se é criança): um estúdio de som cheio de instrumentos. E o melhor: com passe livre para brincar com eles!

Que se registre, com muito orgulho!, que meus filhos são enlouquecidos por música. Têm ritmo, têm ginga e têm bom gosto (disse a mãe, hehe). Então o Lucas despeja toda a sua energia na bateria enquanto Alice se atraca no microfone (ela tem um treco com microfone, câmera e que tais, diz que ser ser "cantora e atora" quando crescer). Depois trocam. Destrocam. Exploram. É botar as duas criaturinhas dentro de um estúdio que elas ficam feito pinto no lixo! Quem precisa de Disney quando se tem um estúdio de som?

Fica uma palhinha da Alice, toda drama-queen, interpretando uma música linda (e muitíssimo complexa, reparem) do seu vasto repertório.


Lila, cantando e encantando ;)

quarta-feira, 18 de maio de 2011

:: O sumiço e o gato


Comigo é assim: se a mãe trabalha o blog entra em férias. Em um mês acaba o meu freela e isso aqui volta à vida, prometo.

Enquanto isso, fiquem com uma dica cultural preciosa - e nem é porque eu conheço os envolvidos, é por admiração total e irrestrita, ju-ro.




No site do Sesc:

Da obra de Jorge Amado, a história do amor impossível entre um gato malhado mal humorado e uma linda e amigável andorinha resgata a tradição dos contadores de histórias. Como únicos elementos cênicos, os atores assumem personagens e narração, num jogo teatral lúdico e recheado de canções, que mescla humor e lirismo para contar uma surpreendente história de amor e (in)tolerância às diferenças. Com a Turma 59 da EAD. Teatro Anchieta. 1h.


Lindo lindo lindo. Chorei 5 litros. Almas sensíveis, levem lencinhos!

"O gato malhado e a andorinha sinhá" está em cartaz no Sesc Consolação, às 11h, até o dia 28 - são só mais dois sábados, corram!

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

:: Enrolados



Posso confessar aqui que eu AMEI o desenho da Rapunzel?

Ai gente, pois é. Amei. Vi duas vezes fingindo que era pra acompanhar Alice, mas era mentira, eu queria ver de novo e de novo. Porque o filme é fofo, as músicas são bonitinhas e a malvadona da história é a cara da Cher.


Porque essa Cher é adoravelmente bitch e tem as melhores falas do filme. Porque a dublagem dela é sensacional. Porque eu quase torci pra ela durante o filme, de tanto que ela me divertiu.

Porque a cena do bar de valentões me fez rir alto. Porque Alice agora imita aquele gordão que faz mímica, ó:


Porque a cena das lanternas é linda linda linda e deve ficar um deslumbre em 3-D (não vi, mas imagino... tenho certa preguiça de 3-D, mas nesse caso deve valer a pena, fica aí a dica).

Enfim, amei. Apesar dos pesares - que são alguns.

Apesar do Luciano Huck, que foi uma escolha completamente infeliz pra dublar o mocinho. Veja bem: o dublador tem que ser o mocinho, certo? A gente precisa acreditar nisso. E o problema de se colocar o Luciano Huck dublando é que o mocinho deixa de ser o mocinho pra ser o Luciano Huck fingindo ser o mocinho. Não cola. Luciano Huck não é algo que se abstraia, a gente meio que fica esperando ele dizer "LOUCURA LOUCURA LOUCURA!" o filme inteiro. Boring.

Amei apesar de saber que por causa do filme minha filha faz planos de nunca mais na vida cortar os cabelos, o que vai me trazer uma chateação terrível num futuro próximo.

Amei apesar de o filme trazer uma mensagem subliminar gravissíma (senta que lá vem spoiler!): o loira dos cabelões perde seu poder quando fica morena e de cabelos curtos. PERDE SEU PODER - percebem a gravidade? Agora me diz se isso é mensagem que se passe num filme para menininhas, gente? Por mais que eu tenha feito mil elogios exagerados ao novo cabelo dela, Alice ficou meio decepcionada: eu gostava mais da Raponzel loira (Alice chama Rapunzel de Raponzel, mas isso não é nada se considerarmos que antes ela chamava de Rafael: Rafael, jogue suas tranças!). Enfim, o apelo mágico das loiras, esse velho clichê capilar... vamos trabalhar essa questão, amiga Disney?

Mas enfim, o filme é uma graça. Certeza que vou me jogar quando sair o DVD - e fingir que é pra Alice, porque né?


(Ah, e falando em dublagem: mais alguém achou que o dublador de "Meu malvado favorito" está imitando o Maluf? Gênio, gênio!)






Então.

Mas por que mesmo eu comecei a falar disso?

Não faço a menor idéia.

Fim desse post incrivelmente irrelevante. Tenham uma boa tarde e voltem sempre!

terça-feira, 20 de julho de 2010

:: S.O.S. Férias - Exposição no Sesc Pompéia


Tem lugar mais querido nessa vida que o Sesc Pompéia? Passei minha infância ali, nas exposições, brinquedoteca, gibiteca, brincando de pescaria naqueles canaizinho de água que correm dentro do galpão principal. Vários anos depois, me divertia horrores nos shows do Funk Como Le Gusta na Chopperia, ou em mil outro shows incríveis naquele teatro doido com platéia dos dois lados do palco. Enfim, Sesc Pompéia é uma mega referência na minha vida, é só entrar ali que já me dá um quentinho no coração (sí, soy cafona!). Fora que lá existe a maior concentração de velhinhas simpáticas por metro quadrado, e elas puxam papo, sorriem para as crianças e dizem coisas fofas como "e o nosso bebê, pra quando é?" apontando para o barrigão das grávidas. Amo amo amo, é completamente adorável passar uma tarde lá!

Para crianças em férias e suas desesperadas mamães, a dica é a mostra "As Palavras e o Mundo", de graça, até 17 de outubro. Alice adorou! São várias instalações interativas, coloridonas e lúdicas (pra não deixar de usar uma palavra que os educadores amam, ha!). Tem pescaria de palavras, pufes e camas que "falam", caixinhas-surpresas que ilustram a origem de alguns termos, jogos, correio, etc etc etc - tudo com aquele "padrão Sesc de qualidade" que eu amo e confio horrores (aliás, preciso dizer que sou sou MUITO fã dos Sescs todos e um dia ainda hei de trabalhar em um deles. Alô seu Danilo Miranda, tem vaga?).

A indicação é livre - mas para crianças em fase de alfabetização deve ser mais incrível ainda. Super recomendamos!


Sesc Pompéia
R. Clélia, 93
Terça a sábado, das 10h às 20h; domingo e feriado, das 10h às 19h.
Até 17/10

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

:: Cocoricando no teatro


Quando a luz do palco acende - só um pouco - e a fumaça aparece, já dá um certo frisson.

Aí aparecem uns ovos esquisitos saracoteando, e a música de abertura, aquela que a gente sabe d-e c-o-r, começa.

E quem vem lá? E quem vem lááá...? (Quem conhece a gaita já sabe, aposto!)

Aí Julio vem subindo do chão, gente! DO CHÃO! E não dá, é muita emoção, molecada ou tem ataques ou congela de choque de ver o Julio ali, ao vivo - se é que se pode falar isso de um ser de espuma. E a mamãe aqui fica engasgada e os olhinhos até enchem um pouco (os meus e os de Paulecca, ha! Obrigada Paulecca por dividir com a gente essa reação tão bonita que é se emocionar com o Julio aparecendo do chão! Eu vinha me achando uma louca emotiva solitária até receber sua confissão, haha!), as crianças desmaiam, o cambalacho é geral.

Os Cocoricós são os Beatles dos pimpolhos, gente! Pelo menos é que parece quando você sai da peça.

Programinha divertido, viu gentes? Acho que eles estão no fim da temporada, então corram! A peça tá no teatro do shopping Frei Caneca, sábados e domingos às 4 da tarde, penso eu. (Confiram no jornal, please.)


E Astolfinho, meu amor, obrigada por existir!

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

:: FICI


Então hoje começou o Festival Internacional de Cinema Infantil aqui em São Paulo. Dei uma espiada rápida na programação e de cara já vi que vai passar "As aventuras de Azur e Asmar", desenho incrível do Michel Ocelot. Ele é o cara que fez os desenhos do Kiriku, e o Kiriku é dos meus personagens favorito da vida - e inclusive houve um treino intensivo aqui em casa pra Alice aprender a rebolar feito ele, empinando aquela bundinha micra. Quem melhor rebola à moda do Kiriku é o meu irmão, mas Alice há de chegar lá e arrasar no remelexo. Enfim, citei esse filme porque tenho uma relação afetuosa com ele, mas vai ter um bocado de outros filmes, um monte de crianças juntas e um monte de mães blogueiras se (re)conhecendo, o que vai ser legal à beça. 

(Arrisco até terminar esse post com "até amanhã", porque acho que vai ter um monte de carinhas conhecidas na abertura...)

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

::Cinema + Slings


Então rolou o cineminha ontem. 

Gente, que coisa legal! Nunca tinha imaginado uma sessão de cinema assim, com dezenas de pimpolhos e mães e pais e simpatizantes, todo mundo numa ótima. Eu tinha um certo receio por causa da Alice, que tá naquela fase de tagarelice sem fim, mas foi sensacional. Porque os bebês falam sim, e daí? Uns resmungos aqui, uns chorinho ali, gritinhos acolá, e ninguém, N-I-N-G-U-É-M olha feio - o que é muito libertador para as mamães, né não? Se o barulho estiver alto é só sair, dar uma voltinha e voltar quando o pequeno acalmar. Ou descer para o café e esperar pela deliciosa sessão pós-sessão, onde todo mundo se encontra pra bater papo, trocar dicas e apertar bochechas - dos bebês, não das mães. Vi bebês de todas as idades, dos muito petiticos aos espoletinhas de ano e pouco. Clima ótimo.  


O filme? Confesso que não vi. Alice preferiu brincar debaixo da tela e se arrastar de barriga pelo corredor. Mas foi ótimo porque acabei descendo pro café com a Karina (amiga de blog que conheci ao vivo!) antes do fim do filme, e pudemos conversar um pouco mais. 

 

A linda Maria também está na foto, mas embutida nesse pacotão amarrado no ombro da Karina. E aí chegamos no segundo assunto desse post: os slings.

 

Eu me senti uma jacu levando carrinho! Quase todas as mães usam sling (esse tecido amarrado no corpo que carrega o bebê feito um canguruzinho), que é confortável e facilita a movimentação. Os pequenos dormem deliciosamente colados no corpo da mãe, os maiores fica sentadinhos. 


(outra foto roubada da Karina, pra ilustrar. Olha a Maria aí, gente!) 


Me arrependi muito de não ter comprado um quando a Alice era bem pequena, porque não sei se agora ela vai acostumar... vou tentar e depois conto aqui.

 

Alguns links úteis:

 

Slings:

www.sampasling.com.br

www.babyslings.com.br

 

Cinematerna:

www.cinematerna.com.br


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