segunda-feira, 2 de agosto de 2010
:: Sobre pré-parto, um marido piadista e quantos cabem num coração de mãe
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
:: Como escolher o pai da criança
Amiga, comadre, mulher que não ingressou no mundo da maternidade: talvez um dia você decida ter um filho. E aí vai ver que quase tão importante quanto essa decisão é escolher quem será o afortunado pai da criança.
Há quem queira considerar os dotes genéticos do rapaz. O bom pai é saudável, inteligente, forte, másculo e bom cozinheiro, no mínimo. Mas ai, sei não... há algo de nazista nessa coisa de "seleção de genes", acho a idéia pouco romântica e no fundo o que importa mesmo é achar um cara legalzão e que te faça dar boas risadas todos os dias. Se vier saudável e bonitão, tamos no lucro, né não? E depois, pense comigo: como é que eu, minha miopia, meu prolapso da válvula mitral, meus ovários policísticos, minhas pernas tortas e meu metro e cinquenta e oito vão exigir a perfeição genética do macho reprodutor? Meio injusto, né? Então o bom pai é o cara que eu amo, e se eu amo é porque ele tem as qualidades que eu considero importantes, e que meus filhos vão herdar gloriosamente, oxalá!
De qualquer maneira, o critério para a escolha do pai que quero tratar aqui nem se refere ao pai propriamente dito, mas sim a você, futura mamãe! Porque a questão crucial é: o quão à vontade você se sente com esse homem, amiga? Qual o grau de liberdade, intimidade, cumplicidade de vocês? E sobretudo: o quão à vontade você está para liberar gases na frente dele?
Isso sim é importante.
Porque essas mulheres grávidas, vou te contar, viu?
(E daí em diante é ladeira abaixo...)
terça-feira, 27 de outubro de 2009
:: Eletra
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
:: Da série "Casei-me com um piadista"
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
:: O Pai, esse injustiçado
Agora olha lá e faz uma pose bem bonita, filha!
Uma injustiça enorme que eu cometo nesse blog é ficar falando me, me, me (ou mãe, mãe, mãe) e pouco mencionar o pai da criança, que tem 50 % de mérito e culpa em tudo que é narrado aqui.
É que a gente fica auto-referente quando fica grávida. O mundo passa a girar, literalmente, em torno do nosso umbigo. Depois a gente fica auto-referente quando vira mãe, porque a ligação com o bebê nesse começo é quase carnal, e as mães meio que viram bicho e saem procurando outras mães pra se enturmar, e falar-falar-falar dos filhos e delas próprias como se não houvesse mais ninguém no mundo.
Acontece que a minha gravidez só foi tão incrível porque eu tinha um cara incrível do meu lado, me mimando mais do que eu sou capaz de conceber. Meu marido foi esse tipo que engravida junto, sabe? Lê todos os livros, vai em todas as consultas, fica abestalhado nos ultra-sons. Até uns enjôos esquisitos ele teve.
E como pai, jesus! Ele é mais incrível, mais amoroso e mais participativo do que eu sempre achei possível. Ele acorda de manhã pra cuidar da Alice enquanto eu durmo! Ele foi fundamental naqueles loucos primeiros dias, quando a gente se sente um bagaço e acha que vai morrer. Nas primeiras semanas, era só o sol se pôr e eu tinha vontade de chorar (o tal baby blues... familiar pra alguém?). Pois eu ia chorar deitada no peito dele, e era quase gostoso ficar ali, aos prantos, sentindo a respiração dele e ganhando cafuné. Nada me acalmava mais do que isso. Fico pensando nas heroínas que conseguem criar seus filhos sozinhas, sem o pai do lado. Por que, meu Deus, como é difícil! Não consigo imaginar a vida de mãe sem ele do lado. Na verdade não imagino a vida sem ele do lado, ponto. O cara é fodão, e eu tenho um bocado de sorte de ter encontrado com ele, justo ele, nesse mundão de deus.
De modo que devo a ele a alegria e a calma da gravidez e da maternidade, e portanto devo a ele uma filha tranqüila, adorável e feliz. E linda de morrer, claro - porque, convenhamos, esses inacreditáveis olhos azuis não são mérito meu.
Eu não vou partir para declarações mais rasgadas assim publicamente porque ele vai ficar tímido. Cabe então aproveitar esse espaço pra, singelamente, desejar a ele um feliz primeiro dia dos pais!
segunda-feira, 14 de julho de 2008
:: Alice comendo fruta amassadinha
- Fala mamão, filha. Ma-mão.
- Não, filha, fala pa-paia. Pa-paia.
- Ma-mão!
- Pa-paia! PA-PAAAIA!
- MA-MÃÃÃÃO!
- PA-PAAAIA!
- MA-MÃÃÃO!
(continua por muitos minutos)
Mamãe e papai se esforçam, mas ela não fala nem um nem outro. Aliás, ela não fala, ponto (diplomacia é tudo!). Fica ali, mastigando com seu par de dentes e alternando cara de alegria com cara de nojinho. De longe, a pessoa mais madura da casa.