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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

:: Fotos no blog


Julinha, a fotógrafa, me deu um toque importante e pediu pra divulgar.

Ela descobriu fotos dela linkadas em algumas comunidades do orkut. Pelo que entendi, são comunidades que saem pela net roubando fotos alheias para serem usadas em perfis fake e sabe-se lá mais onde. Por causa disso, decidiu colocar marcas d'água sobre as fotos.

É uma merda a gente perder a espontaneidade do blog e ficar noiado com esse tipo de coisa, mas acontece, infelizmente. Muito desagradável pensar que pode ter fotos dos filhos da gente circulando por aí. A marca d'água não resolve completamente, mas ajuda e evitar que a foto se espalhe descontroladamente. Então acho que é uma boa idéia pra quem gosta de publicar fotos.

A dúvida é: comofaz??? Procuro um programa simples e gratuito para Mac, alguém conhece?

(Valeu Julinha pelo aviso!)
  

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

:: Mu-mu-mu-mulher, em mim tu fizeste um estrago...


ATUALIZADO


Um belo dia Alice acordou gaga.

Muito gaga, se atrapalhando horrores nas vogais, dizendo A-a-a-a-a-alice, aquela coisa toda. E eu não sei de onde veio isso, porque até então ela estava falando direitinho, daquele jeito atrapalhado e adorável das crianças de 2 anos, mas sem gaguejar. Nunca jamais. Foi de um dia pro outro, mesmo.

Pensamos em imitação, pensamos em ansiedade, pensamos em uma etapa normal do desenvolvimento da fala, naquela fase em que a mente é mais rápida que a boca e a criança não dá conta de articular o que já está pensado e repensado.

Aí perguntamos para a professora, e na escola ninguém gagueja.
Aí repassamos os dias, pensamos se houve algum evento que pode ter deixado a Alice nervosa, ansiosa, insegura, e nada de muito grave. Eu e ela dormimos na casa da avó porque o Carlos viajou por dois dias (mãe banana é meu segundo nome), mas ela ficou ótima, brincou, curtiu, enfim, não deu sinal nenhum de ansiedade.
Aí me resta pensar que é normal, apesar de eu nunca ter ouvido falar disso. Então jogo a pergunta:

Você, mãe, amiga e mulher, já viu isso acontecer? Conhece episódios de gagueiras transitórias, e sabe como lidar com isso?

Pela ajuda, obrigada.


Parece que essa gagueira infantil é normal, ufa! Vária mães comentaram que viram seus filhotes passar por uma fase gaga, e geralmente a coisa vai-se sozinha. A dica é não chamar atenção pro assunto. Não  corrigir, completar ou antecipar a frase, e nem demonstrar ansiedade, pois a criança percebe e fica ansiosa também. A Priscila indicou esse texto sobre o assunto.

Valeu, moças!


quarta-feira, 2 de setembro de 2009

:: Hora da lancheira, que hora tão feliz?


Mammas estilosas desse meu Brasil, socorram-me!

Existe no planeta Terra uma lancheira que não seja cor de rosa e estampada com a cara da Minnie, ou da Hello Kitty, ou da Ariel, ou da Hanna Montana, ou das Bratz, etc. etc. etc.?

Em outras palavras: tem como sair do óbvio "figurinhas do mundo infantil", ou estamos fadadas a divulgar personagens sempre que nosso pimpolho for fazer um lanchinho na escola?

Será possível que ninguém, nunca, never-ever, tenha tido a idéia de fazer uma lancheira bonita e CRIATIVA???

Quem souber POR FAVOR compartilhe essa informação preciosa com a gente, tá? 


quinta-feira, 16 de abril de 2009

:: Disse Rebeca II



Rebeca disse...


Mari e meninas,


Me ajudem!!! O João insiste em falar palavrão!


- Filho, pede desculpa.


- Puta.


- Vc quer leite ou suco?


- Cu.


HELP!!!!



Hahahaha! Oh-my-god!


Rebeca querida, nem sei o que dizer. Alice ainda não usa palavreado chulo, mas tem um hábito horroroso que me parece o genérico desse comportamento do João: ela futuca o nariz com fins recreativos. Percebeu que causa sempre que faz isso, e pronto, virou brincadeira. Agora eu tento ignorar, tento dar bronca, tento mudar de assunto, e nada adianta. Ela olha bem pra gente, ri, e afunda o indicador na narina até a falangeta. Uma verdadeira princesa.



(ficou tensa com a foto e errou a mira)


Eu gosto daquela teoria do ignora que passa. Acho que meu grande erro com Alice foi fazer cara de horror na primeira vez que ela limpou o salão. Porque aí já era: ela viu que o negócio dava ibope. Agora eu tento ignorar o quanto dá, mas não é facil, principalmente em público. Pra mim é difícil deixá-la fazer coisas nojentas num restaurante, como pra você deve ser um horror deixá-lo te xingar na frente de visitas, por exemplo. Aí a gente se constrange, faz de novo a tal cara de horror, e chama a atenção deles, e eles riem da bronca (céus!), e a coisa se retroalimenta infinitamente. Então eu só tenho uma sugestão: bora prometer esses dois em casamento? Iam fazer um par e tanto, haha!

Ou então, quando ele mandar um cu na frente de alguém, diz assim: que bonitinho, meu filho fala francês! (Cu aqui é pescoço, e com a mesmíssima pronúncia!) 


Bom, tô jogando na roda a questão da Rebeca. Alguém tem idéias pra cortar esses hábitos dos pequenos?


sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

:: Os Antigos


São sempre eles. Os Antigos. Sempre que a Vanda dava algum conselho engraçado e eu fazia cara de interrogação, ela mandava um “ah, isso é o que dizem os antigos”, acho que para fugir de qualquer responsabilidade.

Os Antigos. Uma entidade, uma seita misteriosa, que vêm fazendo as mulheres agirem de forma esdrúxula com seus bebês há um bocado de tempo. E muitas vezes eles acertam, esses danadinhos!

A Vanda trabalha na nossa casa lá em São Paulo, e me ajudou horrores desde que a Alice nasceu. Mas ficava chocada por eu não conhecer e nem seguir os mandamentos dos Antigos. Me deu altas broncas, a dona Vanda. Acho que ela muitas vezes temeu pela pobre Alice, com essa mãe ignorante e desconectada da sabedoria ancestral.

Os Antigos dizem que a mulher em dieta (abre parênteses, "Dieta" = "quarentena" = puerpério = aquelas primeiras semanas doidas depois do parto, muito obrigada, fecha parênteses) não pode andar descalça nem tomar chuva. Comer ovo nem pensar, porque apodrece a menstruação (que menstruação, Antigos??? Mulher que acabou de parir não mestrua, meus queridos!). Os Antigos têm algumas práticas muito peculiares, como passar caldo de feijão na boca do recém-nascido pra não dar sapinho, grudar um fio vermelho molhado na testa pra passar o soluço ou batucar o nenê – coisa que eu nunca entendi, mas acho que tem a ver com bater os pezinhos dele no chão por alguma razão misteriosa que os Antigos, é claro, conhecem muito bem. Eles também dizem que quando o bebê faz bolhinhas de baba a gente precisa coçar a moleira dele imediatamente, e que quando o cabelo da mãe cai é sinal de que o filho já a reconhece (nesse caso, Antigos, minha filha me reconhece desde que eu estava grávida de 6 meses).

Me divirto um bocado com eles e acho os conselhos pitorescos. Só tem um problema: os Antigos não gostam de médico.

- Já tá na hora de fazer um suquinho pra ela, né? (Vanda, quando alice tinha 1 mês.)

- Não, Vanda. Ela fica só com leite do peito até os 6 meses.

- SEEEEIS MESES???? (cara de espanto da Vanda.) Quem disse isso?

- A médico dela, uai.

- E VOCÊ VAI FAZER TUDO O QUE A MÉDICA MANDA??


Ou:


- Não vai passar o feijãozinho na boquinha dela?

- Não, Vanda. Ela é muito pequenininha ainda.

- Ah. Mas se você botar ela bem que vai gostar...

- ...mas se eu botar a médica dela me mata...

- e precisa contar tudo pra médica???

Eu sempre achei graça, mas nunca segui muito os Antigos não. Sou super a favor da sabedoria popular, desde que ela pareça de fato sábia, o que nem sempre era o caso. E fizemos, eu e Carlos, uma escolha lá no comecinho da gravidez: vamos escolher um pediatra legal e confiar nele, ponto. Porque senão fica aquela loucura de "o médico disse isso, o homeopata aquilo, minha tia aquilo outro" e com a gente não ia funcionar. Tem quem consiga fazer assim, e ir filtrando aqui e ali pra decidir o que é melhor. Pra gente, indecisos o suficiente, basta uma pessoa como guia. Uma pessoa de confiança e que combine com o nosso estilo alternativo-pero-no-mucho de ser. Porque a gente topa chazinho e topa remédio, sem crise - afinal, o meio termo foi o caminho escolhido pra quase todas as decisões que se referem à nossa filha.


Então, entre Antigos e médico, ficamos com médico. Mas confesso: em Paris os conselhos deles estão fazendo uma baita falta (até porque aqui o que diz o médico eu não entendo, hoho!). Na verdade nem é deles, e sim da "Voz da Experiência", sabe? A Vanda tem 4 filhos e um bocado de netos, alguma coisa com certeza ela sabe. Filtrando um pouco o que parece ser crendice, tem um monte de conselhos ali que são ótimos. E aí tem as ajudinhas de minha mãe, minha sogra, tias, cunhadas, amigas-de-amigas. Todo mundo que já criou filho pode contribuir com alguma dica, truquezinho, palavra amiga (haha), e esse tipo de convívio faz falta pra quem mora longe. Tenho a querida Marcela, mas estamos no mesma barco: mães de primeira viagem morando fora. E aí?


E aí que eu tenho VOCÊS, MINHAS AMIGA (ai, a Palmirinha! Não resisti!). Tenho visto aumentar a rede de blogs-de-mães, leitoras de blogs-de-mães, comentaristas de blogs-de-mães (etc, etc) sempre entrando em contato e tentanto se ajudar, e isso me deixa bem mais tranquila e feliz. Saem os Antigos, entram as Mudernas, hein, hein? Internet a serviço dessa arte tão milenar que é criar filho, quem diria?

Então eu quero agradecer muito as visitas, os comentários e a rede que tá se formando. Temos ali do lado esquerdo uma lista de mammas amigas linkadas (às vezes esqueço de atualizar, então me mandem emails se quiserem que eu adicione, ok?), e a Lu deu a dica de um diretório de blogs de mães (no qual eu vou entrar assim que descobrir como) linkando os blogs por assuntos. Join!



Bom, dito isso, vamos ao que interessa: a Alice (que tá com 1 ano e 5 meses) tá chata e fazendo uma birra federal sempre (SEM-PRE!) que é contrariada. Até expulsos de restaurante já fomos por causa do showzinho da moça. Ah, e ela não quer comer comida salgada nunca mais nessa vida.

Ajuda, alguém?



terça-feira, 7 de outubro de 2008

:: Dos choros, dos cheiros 2


Sobre ontem à noite: a babá era uma fofa, Alice comportou-se como um anjinho barroco e eu tive sim uma noite gloriosa. Mas não foi por isso que eu quis retomar o post de ontem. Foi pra fazer um mea-culpa com a história do pum, dos cheiros, dos franceses e etc. Quero me retratar, porque ficar fazendo piada sobre hábitos de higiene deles é muito mal educado e bobo da minha parte. Pum é pum em qualquer lugar, e o dos franceses não é pior nem mais freqüente que o dos brasileiros. É verdade que aqui rola um cecê brabo, bem mais que no Brasil – e isso não é tentativa de piada nem nada, é fato indiscutível – mas é tudo uma questão de hábito, cultura e clima. Se o Brasil fosse frio, e se tivéssemos passado por guerras, sofrido racionamento e tal, seríamos mais econômicos nos banhos, aposto.

E depois, os 29 anos caíram sobre meus ombros feito aquelas bigornas da ACME, e resolvi que viverei o último dos meus vinte anos com mais dignidade e sem ficar falando de pum e outras escatologias feito um moleque de 5 anos, que ofende o coleguinha dizendo seu  cocozildo, cara de pum!, e depois morre de rir.

Pronto, era isso.


Opa, mas esse é um blog de mãe, preciso fazer esse post ficar pelo menos um pouco maternal!

Pois bem. Quem é a santa que vai me dar a dica pra resolver o cheiro do lixo de fraldas da Alice? Porque o lixo está uma coisa pavorosa, o cheiro gruda e não adianta lavar nem trocar os sacos várias vezes que ele não desgruda. O banheiro inteiro começou a feder por causa do maldito lixo, alguém conhece uma solução pra isso?


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