sexta-feira, 18 de junho de 2010

:: Pausa para os parabéns


Lulu é minha amiga. Amigona. Desde sempre.

Lulu trabalha num jornal fazendo a coisa mais legal do mundo, que é falar de comida (entre outras coisas, porque ela é dessas pessoas insuportavelmente multitalentosas).

Lulu me botou no trampo mais legal da minha vida, que era comer-comer-comer, escrever um pouco e e ganhar dinheiro no fim do mês.

Lulu faz aniversário hoje.

José Saramago morreu hoje. Lamento muito, mesmo. Adoro o Saramago.

Mas vejam: se morre alguém do quilate do Saramago, o povo do jornal PÁRA TUDO e corre pra redação pra fazer plantão. E assim lá vai Lulu, no seu próprio aniversário, desmarcar compromissos-delicinha pra se enfurnar na redação antes da hora devida.

E ultimamente tem muita gente de alto quilate morrendo, e sempre em datas especiais para a vida íntima dessa menina. De modo que Lulu está sempre em plantão quando deveria estar fazendo outra coisa mais importante - importante não para o grande público, mas para a sua própria pessoinha.

Então repito a pergunta de ontem: existe justiça nesse mundo, gente?

(Tenho feito muito essa pergunta ultimamente, acho que vou mandar fazer um cartaz pra levantar toda hora que a questão se colocar...)

Enfim, não sei se vou ter a chance de encontrar Lulu hoje. Então quero registrar minha homenagem, meus parabéns e dizer que mesmo tendo morrido o Saramago e tals, hoje ainda é o dia dela.

Feliz aniversário, amore!

quinta-feira, 17 de junho de 2010

:: A insônia é uma merda.


Insônia por nerdice blogueira, então, é de uma bestice sem tamanho.

Tenho passado horas a fio em claro, blogando mentalmente. Elaboro pensamentos longuíssimos, complexos e profundos. Uma noite boa (boa pra quem mesmo???) rende uns 3 posts - e notem que em condições normais eu levo uns 10 dias pra escrever 3 posts. Pois sou ultraprodutiva na insônia. Fico péssima, deprimida, mal humorada e numa tristeza sem fim a cada hora perdida, mas pelo menos me sinto loucamente inspirada. Nem sei se a sensação procede, mas me sinto uma gênia com meus pensamentos profundos, filosofando às 4 da manhã, naquele luscofusco de sono que faz tudo parecer mais inteligente do que é de fato. Perco o sono, mas hei de ganhar um Nobel, eu penso, no auge da empolgação intelectual semisonâmbula.

Mas aí dou aquela dormidinha relâmpago. Aos 45 do segundo tempo, sabe?, só pra estragar a literalidade e carga dramática da frase "não dormi nada essa noite". E quando acordo não consigo lembrar de UMA-MÍSERA-FRASE das minhas blogadas de gênia.

E eu pergunto: há justiça nesse mundo?

***

Essa madrugada foi mais triste ainda: eu passei metade da noite insône, e a outra metade sonhando que estava insône. Tipo viver o inferno e depois dar um replay pra lembrar como foi.

***

Constatação aterradora: o embutido é insône também! Passou a noite me cutucando, cheio de solidariedade, pra me lembrar que eu não estava só na minha longa jornada noite adentro. Seria bonitinho se fosse só hoje, mas a verdade é que já faz alguns meses que ele se sacode loucamente em TODAS as minhas acordadas para fazer xixi ou virar o barrigão pro outro lado (todo um processo, né barrigudas?). Sua vidinha é uma eterna rave, com a diferença que ele não vai dormir quando o dia já está claro. Nem escuro. Nem nunca. Ele não dorme, que coisa assustadora! Olha, se tem uma coisa que eu não tenho a menor condição de encarar nessa vida é um filho que não dorme. Me-nor-con-di-ção. Sinto o medo me dominando, e agora?

***

Pensando bem, não é medo, é sono mesmo. Hoje tá difícil, viu? Pergunta se eu vou desligar o computador e ir dormir um pouquinho antes da Alice voltar da escola. Vou? Nããão! Eu vou lá depilar partes do corpo que não vejo há um bocado de tempo, mas que ainda devem estar por ali, onde foram deixadas. Lembro-me vagamento do local, espero que a depiladora também lembre e encontre sem grandes dificuldades. Vou pedir pra ela fazer um mapa, pra gente não ter problemas na próxima vez...

Tchau e beijo, gents!

quinta-feira, 10 de junho de 2010

:: Corrigir, quem há de?


terça-feira, 8 de junho de 2010

:: Moda grávida - dicas de economia


Mãe de uma criança e meia, acho que posso dizer que aprendi algumas coisinhas da vida de gestante. Em especial no que diz respeito a poupar dinheiro, já que este vai fazer falta lá na frente, quando seu filho usar 8 fraldas por dia, ou perder roupinhas semanalmente, ou trouxer pra casa a lista do material escolar.

Então a gente engravida. E chega o dia em que a nossa silhueta outrora curvilínea e acinturada ganha novas curvas, mas no sentido oposto: onde havia uma ampulheta agora existe um barril bem redondinho. As roupas não entram e a gente se pergunta como diabos vai sobreviver aos próximos meses com dignidade e sem precisar se enrolar em lençóis de casal.

Na gravidez número 1, aquela cheia de deslumbres e consumismo desmedido, você pode ficar tentada a deixar um salário inteiro e mais um rim numa loja de moda gestante (ou ter a sorte que eu tive: a de arranjar alguém - vulgo a própria mãe - que, entorpecida pela alegria de virar avó, decide te dar um guarda roupa gravídico de presente). Não precisa ser muita coisa, já que a redondeza corporal aguda não dura mais que uns 3 ou 4 meses, mas dá pra gastar uma grana, viu? Roupa de grávida pode sim ser bonita e classuda, mas cobra um preço proporcional ao tamanho do seu bucho: estratosférico. E é uma roupa que se escangalha rápido, porque é usada sem descanso por meses a fio. Na gravidez passada eu comprei 1 vestido, 2 calças e 2 blusas (que intercalava com camisetões ou vestidos largos de minha própria lavra), e ninguém sobreviveu muito bem pra contar como foi. Está tudo gasto, desbotado e mal ajambrado, então uso como roupa de ficar em casa, e olhe lá.


Então vejo-me grávida de novo, e com o seguinte dilema:

Gasto os tubos pra fazer um novo guarda roupa gestante-chic?

ou

Esta noite se improvisa?


Ah, que pergunta. Improvisemos, lógico! Nem é tão difícil assim, olha só...


A lição número 1 de economia modal envolve: uma grávida que não tenha engordado muito, e alfinetões*. Daqueles graúdos e grossos, não entortam por qualquer coisa (afinal, um barrigão de 7 meses está longe de ser "qualquer coisa"). Pois bem: se a sua calça entra mas não fecha, essa dica é pra você! Dá pra ganhar vários centímetros na cintura daquele seu jeans favorito usando um bom e velho alfinetão no lugar do botão. Continue usando toda pimpona aquela saia sexy, ou o shortinho-com-meia-calça que andou tão na moda, ou a bermuda de alfaiataria que dá todo aquele ar de dignidade na pessoa. Basta combinar a parte de baixo, devidamente alfinetada, com um top compridinho e largo, e pronto!, você não precisa comprar calças novas com aqueles elásticos horrorosos e que custam pra mais de 200 contos. Basicamente você mantém na ativa tudo o que envolve zíper e botão, o que dá uma bela ajuda no orçamento e na vida - porque a falta de variedade na parte de baixo é uma grande dificuldade nessa fase. CUIDADO: resista ao impulso de levantar a camiseta pra mostrar o barrigão para os transeuntes, porque você vai acabar mostrando mais do que gostaria - lembre-se que o zíper não estará completamente fechado e sua calçola bege estará à mostra, logo ali abaixo do fatídico alfinetão.

*Ok, eu fui ridiculamente amadora com essa história de alfinete. Esqueçam o alfinete e usem um elástico de cabelos para fechar as calças - muito mais confortável, hein? É só dar uma laçada com o elástico na casa do botão e fazer uma "casa falsa"- e flexível! - com o lado que sobrar. Aí abotoa-se normalmente. Muito obrigada às meninas que deram a dica!


Lição 2: use a moda a seu favor. A tal moda "boyfriend", de se usar roupas larguinhas como se você tivesse assaltado o guarda roupa do namorado, por exemplo. Tem coisa mais oportuna? Se a dica do alfinete não funcionar e você tiver que comprar uma calça um número maior, pelo menos pode usá-la depois da gravidez e ainda pagar de moderninha! (E neste momento alguém mais atualizado que eu vem aqui dizer que moda boyfriend é sooo last week e o negócio agora é usar calças justíssimas marcando o pandeirão, ou coisa que o valha. Mas olha: quem liga pra moda, afinal? Enquanto houver grávidas haverá adeptas da moda boyfriend, gente! Tem coisa mais conveniente pra uma ex-grávida que usar uma calça um número maior e ainda assim estar bem vestida?? Vida longa aos boyfriend jeans!)

Lição 3: salve os sapatões! Não sei quanto a vocês, mas eu ganho pés maiores quando estou grávida. Tive que comprar sapatos novos pra acomodar meus pés de bisnaguinha com mais conforto. Mas aí vai-se a gravidez, vão-se as bisnaguinhas e sobram você e seus sapatos grandes. Solução profissional: palmilhas. Solução pobrinha e honesta: modess ou carefree dentro dos sapatos. É prático, baratinho e ainda dá pra trocar antes de ficarem encardidos e acumularem chulé, olha que sucesso! (E carefree também é ótimo pra usar naqueles sapatos que ficam sambando nos pezinhos dos seus filhos, fica a dica!)

Liç ão 4: busque a flexibilidade. Grávidas não precisam necessariamente de "roupas de grávida". Eu prefiro comprar roupas multiuso, que possam ser usadas na gravidez e depois dela - batas com um bom corte, por exemplo. Gosto também daquelas barrigas bem marcadinha e seguras de si, então acho que nem só de peças largas se faz um guarda roupa grávido. Uso as camisetas de sempre, mesmo que fiquem bem justinhas na barriga (só evito as mais curtas, que deixam uma faixa de pele pra fora, e as mais queridas ou delicadas, porque elas podem esgarçar). Vestidos marcados abaixo do peito são lindos e vestem bem grávidas e não-grávidas. Saias de elástico, é só puxar bem pra baixo da cintura. Mesmo as calças de grávida podem ter um elástico secreto, ajustável na cintura, então dá pra usar tranquilamente passada a gravidez. E por aí vai. No fundo a gente tem que experimentar e ver o que funciona e o que não - algumas peças ficam deformadas se a gente tentar adaptar, aí não compensa. Mas em muitos casos dá sim pra passar a gravidez improvisando com o que se tem, e fazendo compras de modo inteligente.

Lição 5: desapego. Roupas de grávidas, assim como as de bebê, estão aí pra serem emprestadas pras amigas, gente! Não faz sentido investir tanto em roupas que serão usada por tão pouco tempo. Então, se a roupa é indiscutivelmente gestacional e eu não vou usar mais, passo adiante sem dó (situação hipotética, já que as minhas amigas ainda não se animaram muito pra engravidar e eu acabei usando todas as minhas roupas de grávida pela vida afora...). Lei do eterno retorno: quando você embarrigar de novo vai ter um monte de roupas diferentes à sua disposição, pode apostar!


No fim de tudo, você pode pegar essa porção de reais que economizou na gravidez e se dar uma roupa bem bonita de presente! Ou um corte de cabelo, uma massagem, um trato tipo barba-cabelo-e-bigode. Porque se na gravidez o cenário já parecia preocupante, é nos pós-parto que a baranguice bate de verdade, e agora sim um mimo se faz necessário. A lista de material escolar pode esperar...



(Mais economiquês, dessa vez sobre o enxoval do bebê, aqui.)


quarta-feira, 2 de junho de 2010

:: O nome da filha (que não mais terei)


Já estou com 30 semanas e a dificuldade em nomear o embutido continua. Porque eu, pessoa outrora tão caretinha e pouco ousada, ando tendo delírios de exotismo nominal. Quanto pior, melhor. Não sei onde isso vai parar, mas corro o sério risco de parir um filho que me odeie desde o primeiro minuto de vida por causa de um nome embaraçoso que nesse momento grávida-e-louca me pareça lindjo. Sorte que o pai, esse ser sensato, participa da decisão.

Mulheres, sigam o conselho da Ju e escolham os nomes dos seus futuros rebentos ANTES de engravidar. Porque mulher grávida, sério, n-ã-o d-á. Mulher grávida passa 40 semanas sob efeito de drogas hormonísticas enlouquecedoras. Escolher um nome estando grávida é o equivalente maternal do casar bêbado em Las Vegas: na hora parece uma ótima idéia, mas todo mundo sabe que vai dar merda cedo ou tarde.

Então agora eu cogito nomes que nunca na vida tinha sequer considerado. Meu grande erro foi ter certeza absoluta (sabe-se lá por que) que eu só teria mulheres. Então tenho, desde sempre, uma cacetada de nomes lindos de meninas, e ZERO de meninos. E como pretendo fechar a fabriquinha com dois filhos, hei de jogar ao vento todos os nomes de menina que cultivei com tanto carinho.

Pra não perdê-los de vez no limbo dos nomes vou dividir minha listinha com vocês - até porque o post com nomes de meninos foi recorde absoluto de comentários deste blog, o que prova que se tem uma coisa que a gente ama é pensar em nome de filho, nosso ou alheio!

Com vocês, minhas ex-futuras-filhas:


LARA e CECÍLIA eram os tops da lista. Se o embutido fosse embutida muito provavelmente carregaria um desses dois. Lara é lindo e ponto, sem grandes explicações. Cecília é lindo, tem as mesmas letras de Alice e vem com uma música lindíssima do Chico Buarque de brinde - música esta que exalta o nome e diz que Cecília não é um nome pra ser dito, e sim sussurado. E ainda termina assim: "te olho, te guardo, te sigo, te vejo dormir" - tem coisa mais linda pra se cantar pra um filho? Então eu estava entre esse dois, mas pendendo um pouco pra Cecília, até porque Lara andava disputado na família. (E ela, a Lara, vem vindo! Teremos uma priminha Lara no fim do ano! Parabéns Tatá, minha pançudinha querida, que além de tudo tem muito bom gosto pra nomes, haha!)

Ainda da séries "nomes inspirados por músicas", amo BEATRIZ e LUIZA. Luiza caiu por já existir na família, mas Beatriz ainda era forte concorrente. Ponto a se pensar: Beatriz me lembra uma princesa na torre, toda perfeitinha, pura e cândida, e não consigo imaginar filha minha sendo assim. Filha minha debocha, fala besteira e futuca o nariz (taí Alice que não me deixa mentir...). Não sei se Beatriz combinaria. Mas que é um nome lindo, é. Estaria na lista com certeza.

Na primeira gravidez eu tinha encasquetado com ELENA - assim mesmo, sem H. Esse era um ponto de discórdia com o pai, que é grande apreciador de nomes gregos. Pra que pegar um nome lindo, grego e clássico, e fazer essa releitura, me explica? - e eu nunca soube explicar. Mas TINHA QUE ser sem H - pirações de grávida, tão vendo?

Eu também tinha uma lista de nomes mais exóticos, mas nunca soube se teria coragem de usá-los. Um deles é VERENA. Acho lindo, classudo e original. Eu realmente teria uma filha com esse nome, mas para a minha surpresa as pessoas torciam o nariz - dos mistérios que nunca entenderei.

O outro é CLIO, que gosto desde jovenzinha, quando aprendi que Clio era a musa grega da história e criatividade, e segundo a wikipédia, é a inventora da guitarra (quão cool é isso, hein?). Conheci certa vez uma menininha chamada Clio que, do alto dos seus 5 anos, era uma musa absoluta, e me apaixonei mais ainda pelo nome. Mas aí Clio virou nome de carro, e fim da história. Melhor assim, era polêmico demais, e provavelmente ela me odiaria por um bocado de anos até entender a lindeza do nome.

Ainda entre os polêmicos, recentemente descobri um nome que amei e ganhou potencial pra brigar pau a pau com Cecília: CALU. Tem uma Calu na escola da Alice, não sei se é nome ou apelido, mas gamei. Daria esse nome fácil. E, vejam vocês, também é uma música, Kalu, do Humberto Teixeira, que eu conheço justamente na voz do Chico: "Kalu, Kalu, tira o verde desses óio de riba d'eu...". Fofo, né? Enfim, não sei se é efeito da gravidez, mas ando louca por esse nome. A filha não vai rolar, mas vou arranjar uma Calu, nem que seja uma peixa, uma iguana ou uma jabuti. Pre-ci-so de uma Calu pra chamar de minha.

Outros nomes que eu adoro: Letícia, Catarina, Dora, Isabel, Irene (outro musical! Não sei se eu banco, mas acho fofo toda vida), Laura. E devo ter esquecido outros tantos que já apareceram na minha lista.

Enfim, se eu fosse uma Nadya Suleman da vida e tivesse óctuplas, provavelmente elas se chamariam: Cecília, Beatriz, Elena, Verena, Calu, Letícia, Dora e Catarina. E ainda sobraram nomes, viram?


Agora, UM mísero nome de menino, nada. Acho vários nomes lindos, mas de alguma maneira não me vejo mãe de nenhum deles. Estranho, não?

Será que estou em algum tipo de negação? Será que ainda não assimilei que terei um menino? Será que intuição de mãe tem poder e no fundo ELE é ELA, contrariando todos os ultras que fiz até agora? Dúvidas, dúvidas.

Por hora, continuo esperando uma revelação divina.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

:: Ando meio descomputadorizada


Gentes, estou excluída digitalmente desde a semana passada - esqueci meu computadorzinho amigo numa residência alheia e de lá pra cá aconteceram internações hospitalares, indigestões por excesso de café vienense (eventos não relacionados), festinhas e Sex and the City 2, de modo que não consegui buscar o fofo. Hoje sentei num computador jurássico que BUFA e ROSNA só pra avisar que hei de voltar logo logo, mas já vou desligar porque ele está me assustando com esses barulhos todos.


Até!

terça-feira, 25 de maio de 2010

:: Uh, desfraldô, demorô mas abalô!



Esqueci de contar que, aos 2 anos e 9 meses, Alice finalmente se livrou das fraldas! E a culpa da demora, adivinhem, foi da mãe (claro, que culpa não é da mãe?).

Então confesso: eu estava com preguiça. Preguiça mortal do perrengue desfraldatório (ai, xixi no chão... ai, cocô na calcinha... ai, visitas a banheiros públicos infectos a qualquer hora ou local...). Então fui adiando, recorrendo aos autoenganos que tanto me são convenientes:

agora não dá porque ela começou a escola,

nem agora porque ela trocou de escola,

nem agora porque ela vai ganhar um irmão,

nem agora porque ela tá com gripe,

nem agora porque a gente vai viajar e voar por 14 horas e imagina se eu vou entrar num avião com uma menina sem fraldas que não controla os próprios esfíncters (mentira, ela controla fácil fácil, mas eu não sabia).


Tanto adiei que Alice se encheu e decidiu se desfraldar sozinha. Ela simplesmente passou a arrancar as fraldas por conta própria e ficar peladona pela casa quando lhe desse na telha. Assim, aos pouquinhos, foi treinando os avisos e xixis na privada (pra cocô ela costumava pedir as fraldas de volta, pois acostumou com a acocoradinha - se agachava pelos cantos e voilá!). Então há meses estávamos assim: em casa Alice treinava um pouco a vida de desfraldada, e na hora de sair colocava a fralda.

Há umas 3 semanas decidi tirar de vez de vez as fraldas do dia. Tivemos 3 acidentes xixizísticos no primeiro dia, uns acidentes isolados nos dois seguintes e fim: operação completada com sucesso. O cocô não escapuliu nenhuma vez, mas ela precisou de uns dias pra se descondicionar da acocorada. Resolveu a questão agachadinha na privada, os pés no assento, pra manter a posição de costume. Lá pro terceiro dia percebeu que dava pra fazer cocô sentada, e pronto, assunto resolvido.

Estou mantendo as fraldas da noite, até porque ainda tenho meio pacotão em casa e hei de usá-los até o último centavo gasto. Mas notei que a fralda tem amanhecido sequinha, e Alice sempre acorda pedindo pra fazer xixi. Calculo que em umas duas semanas a fralda da noite será aposentada também.

Apesar da demora (e do dinheiro gasto com fraldas talvez desnecessariamente), não me arrependo de ter esperado tanto. Uma vez começado pra valer, o processo foi bem rápido - e claro que a maturidade dela conta. Ela fez tudo no seu tempo, sem ansiedade. Foi bem mais tranquilo e menos traumático do que eu imaginava. E não tivemos nenhuma calcinha lambrecada de cocô, o que pra mim não tem preço!


Sei que contrariei a lei fundamental do desfralde ("tirarás a fralda de uma vez para não confundir a cachola de seu filho!"), e realmente notei que ela se atrapalhava no começo, fazendo umas caras de Ops! e me perguntando: eu tô de fralda? Mas as confusões nunca foram muito graves e sempre deu tempo de correr pro banheiro, então acho que essa pequena contravenção valeu a pena. As regras tão aí pra serem quebradas mesmo, certo? De qualquer maneira, vale mencionar a dica que ouvi milhões de vezes (faça o que eu digo, não faça o que eu faço...):

Na hora do desfralde, mantenha a decisão e resista à tentação de colocar a fralda em ocasiões especiais, pois isso só confunde a criança. Tirou, tá tirado!

Viu, gente? ;)


Outra dica que foi valiosa (valeu Tatá!): comprei cartelinhas de adesivos, e a cada xixi ou cocô feitos no banheiro Alice podia colar um na tampa da privada. Foi o estímulo que ela precisava pra querer usar o troninho o tempo todo. Tenho hoje, além de uma menininha desfraldada, privadas altamente decorativas (ainda que um tanto infantis...). Saldo positivíssimo!


E aí, colegas? Quem mais tem dicas pra iluminar as mamães nesse momento tão difícil (ou não)?



* as calcinhas da foto são Small Paul, linha infantil da Paul Frank. Visitamos a loja em Berlim e é de gritar de tão fofa (e depois gritar mais alto de tão cara!). Parece que acabou de abrir uma loja no Shopping Iguatemi, em São Paulo. Alguém tem dinheiro coragem?


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