quinta-feira, 27 de setembro de 2012

:: Culpa boa X Culpa ruim


Essa semana tem sido muito diferente. Fiz uma coisa que não acontecia há tempos: me joguei de cabeça em conversas sobre maternidade. Entre posts, comentários, emails e conversas, produzi mais texto - e mais racíocínio - do que fiz em meses. 

Tenho vontade de reproduzir aqui cada coisa que foi conversada, porque sinto que estou avançando muito. Não vou fazer isso porque muitas dessas conversas aconteceram em off e envolvem pessoas que justamente escolheram não se expor mais em discussões maternas, por conta de todo o mal entendido que elas pode gerar. Gente de "lá" e de "cá", olha que interessante. Parece que o clima tá pesado pra todo mundo.

Me pergunto como foi que a briga mães X sistema opressivo virou mães x mães. Minha impressão é que as mães (todas), na ânsia de se defenderem (seja por se sentirem oprimidas pelo "sistema", seja por verem apontadas as suas fragilidades), atacam enlouquecidamente. E aí, colegas, voa sopapo pra tudo que é lado. E a defesa muda: não brigo mais contra o sistema nem contra minhas próprias questões, e sim contra aquela outra mãe que, distribuindo sopapos, me acertou na boca do estômago. 

"A militância é agressiva", nós dizemos. Mas a antimilitância é tão agressiva quanto. Todo mundo anda muito agressivo, o que é uma pena. No meio da guerra, perde-se uma informação fundamental: estamos todas do mesmo lado.

(Recomendo a leitura dessa carta que está no site do coletivo ILC. Ela diz muito do que eu penso.)


Bom, mas um dos textos que elaborei por aí pode vir pra cá. Foi uma resposta para a Paloma que dialoga com o meu post anterior e com o post da Lia, que gerou toda a conversa. Passo pra cá porque ela completa o meu raciocínio sobre culpa materna.


{"Oi Paloma, bibibi, bobobó" - vou pular essa parte e ir direto ao ponto}

Me parece que, antes de tudo, falta definir "culpa" nessa conversa toda. Isso vai esclarecer porque existe um "culpa não" que eu apoio e outro que eu condeno.

Você falou de uma coisa fundamental: a culpa como motor para questionar e mudar. A culpa boa, que gera inconformismo, te move, te empurra pra frente. Perfeito!

Mas tem outra culpa: a que te tortura e te fragiliza. Essa é a culpa ruim.

Eu tentei substituir "culpa" por outras palavras e acho que isso me ajuda a explicar melhor. vamos trocar "culpa boa" por "consciência" e "culpa ruim" por "arrependimento".

O que eu não quero carregar são os arrependimentos. Eles, por si só, são improdutivos. Um arrependimento é uma ferida que não sara. Se eu entendo o que me levou a tomar aquela decisão pela qual eu me arrependi, consigo me perdoar - e me fortaleço para mudar. Me libertei da culpa-arrependimento, curei a ferida. Esse é o "culpa não" que eu apoio!

Agora, se eu quero me livrar da culpa-consciência para seguir tomando decisões sem assumir responsabilidades, é porque algo está errado. Esse "culpa não", que valida qualquer ação minha e me deixa parada no mesmo lugar, eu condeno.

Portanto, a minha ideia do "culpa não" seria melhor expressa assim: "consciência sim, arrependimento não."

Agora, decidir qual versão do "culpa não" se está abraçando é algo pessoal e intransferível. Porque aí entra exatamente o que você falou: a INTERPRETAÇÃO. Cada um lê as coisas como lhe convém. Tanto o "culpa não" quanto a "maternidade ativa", mal interpretados, podem virar muletas emocionais bem complicadas. 


{sobre isso: teve gente que viu no meu comentário no post da Lia um certo desserviço, pois eu posso ter aliviado a culpa "errada" (a consciência) de muitas mães.}

Tem aquela frase mais ou menos assim: "eu sou responsável pelo que escrevo e não pelo que você entende", não tem? Acho que é por aí. O problema, Palô, não são as teorias, e sim o que as pessoas fazem delas. 

Assunto para outro looongo post... ;)




Por hora é isso. Acho que ainda volto nesse assunto, tô atacada, o bichinho da teorização materna louca me picou! Uma hora o efeito passa? Eis a questão.


terça-feira, 25 de setembro de 2012

:: Me baixou a teórica louca da maternidade, alguém me segura!



Uma vez li um post sobre como transformar a sua casa em um ambiente lúdico e estimulante para os pequenos. A mãe fazia circuito pela sala, tranformava o sofá em escorregador, desmontou a varanda para transformá-la em playground - tudo pensado para o desenvolvimento psicomotor dos filhos e como alternativa para uma casa onde havia pouco espaço para esse tipo de atividade. Achei aquilo a coisa mais legal do mundo! Chamei o maridão toda empolgada, mostrei o post, fiquei pensando em como tornar a nossa casa mais estimulante para as crianças. Detalhe: ao contrário da autora do post, temos um bocado de espaço para as correrias dos pequenos. Ainda assim, fiquei me perguntando: como seguir vivendo sem uma sala lúdica, como? Que espécie de mãe eu seria se negasse isso para os meus filhos??? 

Pois bem, disse o marido: 

- É, muito legal. Mas aqui em casa, sei não... acho importante as crianças saberem que esse ou aquele cômodo não estão à disposição delas. Alguns espaços têm regras diferentes. Elas têm bastante espaço para brincar no quarto delas, ou no quarto de brinquedos, ou lá fora. Aqui, a sala não precisa ser lugar de brincar, ué!

TÓIM na minha cabeça. Fiquei surpresa por alguns segundo com a resposta dele, depois senti alguma coisa se reelaborando aqui dentro. Um minuto antes eu estava animadíssima com a ideia de transformar a minha casa inteira em um parquinho em nome da felicidade dos meus filhos, e agora essa ideia me soava absurda. A casa não é só das crianças, é de todos nós - então por que dar tudo para elas?

"Por que dar tudo para elas?" - guardem bem essa pergunta.

Corta.


Da coluna do Calligaris em 30 de agosto de 2012: 

(...)

Uma pesquisa famosa de Daniel Kahneman, em 2004, constatou que criar filhos não é uma fonte de bem-estar. No melhor dos casos, criar filhos deixa uma lembrança boa (idealizada), mas é uma experiência dura e, às vezes, ruim. Na mesma linha, para Daniel Gilbert ("O Que nos Faz Felizes", Campus), os filhos e o dinheiro são as coisas das quais pensamos erroneamente que nos fariam felizes.

(...)

Seja como for, a criação dos filhos é uma experiência menos satisfatória do que todos queremos acreditar que seja.

O que foi? Será que, de repente, na modernidade, perdemos a mão, e ninguém sabe mais ser pai direito? Por que, na hora de educar, nossos avós pareciam se sair melhor do que a gente --com menos questionamentos e menos dramas?

É uma questão de expectativas: eles não esperavam nem um pouco que criar filhos lhes trouxesse a felicidade. E é uma questão de lugar: para eles, as crianças não eram o centro da vida dos adultos.


Outro TÓIM! Calligaris disse uma coisas que, imagino, não pode sequer ser pensada por uma mãe, quanto mais dita (ou escrita): criar filhos é pior do que a gente pensa. Também disse uma coisa que me pega fundo desde o tal dia da conversa sobre a casa: crianças não precisam (ou devem?) ser o centro da vida dos pais. 


Corta.


Recebi essa semana um texto da Lia para publicar no Minha Mãe que Disse. No texto ela fala da responsabilidade dos pais para com os filhos. Passa pela questão da culpa ou não-culpa materna (e da campanha anticulpa promovida por uma revista e que tem gerado muita discussão nas redes sociais afora); das "teorias" de maternidade que ela identifica e da eterna treta "menos mãe X maternidade ativa", que quem frequenta a blogosfera tá cansado de acompanhar.

O texto da Lia me fez vários TÓINS. Aliás, isso acontece muito. Lia é aquele tipo de pessoa que sempre traz um elemento novo na discussão. Um contraponto, um questionamento. Gosto disso, todo mundo sai ganhando quando diferenças são confrontadas. Isso sempre me ajuda muito a elaborar as minhas próprias opiniões.


Pois bem. Cito essas três leituras, com as conversas e insights que se seguiram, para tentar dar mais um passo em direção ao que considero a minha "teoria de maternidade". Ela virá em mais alguns posts, porque amigos, eu falo pra cacete. Digamos que essa é a primeira segunda parte da trilogia "Mariana tentando se achar no mundo da maternidade", ok?


Começo me referindo ao post da Lia. 

O post da Lia me rendeu dois dias de "insônia elaborativa". Mudei a perspectiva, repensei algumas certezas, tentei reformular alguns conceitos. O motivo principal foi: como o tal movimento "anticulpa" das mães passou de mocinho a bandido em poucos meses? Poxa, já vi tantas mães bacanas da blogosfera tentando lidar com a culpa e endossando essa postura de aliviar o peso excessivo que a gente carrega... mas parece que o entendimento geral desse "movimento" mudou. E agora? Como eu, que tanto defendi a bandeira do "culpa não", me sinto quanto a isso?

Pois eu sigo carregando a bandeira. Eu nem sabia que tal campanha tinha sido institucionalizada por uma revista, pra falar a verdade. Endosso o "culpa não" baseada apenas na minha experiência - que nada tem a ver com revistas, consumo, papinhas ou leite artificial. E que acho bem mais amplo do que o "Culpa não" citado pela Lia - que existe sim e é preocupante.


É preciso ler o post (e os outros que originaram a discussão) para entender como essa campanha pode ser maliciosa. Concordo completamente com ela e não vou me estender no assunto (fiz um comentário no post dela que complementa o que tô falando aqui). Mas sinto que, como mãe que abraça a "causa", também preciso fazer o contraponto e expor como eu vejo a campanha anticulpa.

Voltando ao começo do post: não quero que meus filhos sejam o centro da minha vida. Não vivo por eles nem para eles - vivo com eles. Talvez soe frio colocado dessa maneira, mas acho essa postura positiva. Ela não joga neles a responsabilidade pela minha felicidade, e nem em mim a responsabilidade pela felicidade deles. Minha responsabilidade é permitir que eles cresçam saudáveis e seguros, e se tornem adultos com autonomia e ferramentas para buscarem  a própria felicidade. Somos uma família, um time, vamos juntos. É uma relação cheia de amor, de afeto e de cuidado, mas que entende que cada indivíduo tem o seu espaço. 

Por essa postura, eu não me culpo mais. Nadinha, nem uma gota. "Não sou menos mãe por isso", saca o discurso? 

Pois é, mas aí veio a grande revelação que o texto da Lia me trouxe: na verdade eu sou menos mãe sim. Não por essa postura, mas pelo modo como eu a coloco em prática. Sou menos mãe porque materno menos. Porque delego alguns cuidados com os meus filhos para a babá. Assumo menos funções do que uma mãe da maternidade ativa, a que tenta assumir tudo, certo? (vou chamá-la de mais mãe, na falta de termo melhor). Quantitativamente, sou menos mãe do que essa mãe "ativa". Já em qualidade, não sei. Depende. Quem é essa mãe? Já sei que ela materna muito, mas como? Talvez ela curta a função e seja uma mãe super animada. Talvez ela faça tudo de saco cheio e mau humor. O fato é que essa mais mãe genérica não existe - existem essa, aquela e aquela outra mãe, cada uma praticando a maternidade ativa à sua maneira. Não posso comparar a qualidade da minha maternagem com quem não conheço. Mas sei me autoavaliar: eu tenho meus momentos de supermãe e meus momentos de mãe de merda. Acho que na média eu levaria uma nota 7. 

(Detalhe importantíssimo: sou menos mãe agora, com uma filha de cinco anos e um filho de dois. Fui mais mãe quando eles eram pequetitos, com certeza a minha disposição era maior naquela época. Mesmo agora, me sinto mais disponível e mais mãe para o meu caçula do que para a mais velha (com o devido cuidado de não demostrar, claro). As demandas são completamente diferentes e acho que a idade dos filhos é absolutamente fundamental quando se fala sobre maternidade ativa e "menosmãezice"...)

E a culpa, onde fica no caso de uma mãe que se assume "menas main"? Pois é, segundo TÓIM do dia: a culpa, eu sigo descartando. Ser "menas" não é tão grave assim.

Sou menos em relação a quê, afinal? Menos do que aquela outra mãe? Menos do que 100% dedicada à maternidade? É, sou. Mas posso viver com isso. Entre ser uma mãe 100% ou ser uma mãe 70%, eu sou a que leva um 7 nos exames finais. Sabe por que? Porque ser uma mãe nota 10 (ou quase isso) estava me fazendo infeliz. Ser 7 é suficiente para os meus filhos? Então pronto, passei de ano - e nem fiz tão feio assim, vai?


Agora, só posso conviver com o fato de ser "menas" porque sei que estou longe de ser uma mãe ruim. Diria Winnicott (que eu nunca li mas sempre amei, hoho) que eu sou uma mãe suficiente (atenção para a palavrinha, que ela faz TODA a diferença). Não sou A mãe, mas também não admito ser uma mãe ruim, negligente, descomprometida. Aceito ser suficiente - mãe bem, filhos bem. Repare que eu não sou menos mãe porque esse é o melhor jeito, porque defendo esse tipo de maternagem, porque "forma caráter". Nem porque fui manipulada e o mercado me empurrou isso goela abaixo isso. Sou menos mãe porque é o que eu consigo ser sem meu saco ir parar na lua. Simples assim.


A minha teoria de maternidade, como muita gente já sabe, é a do equilíbrio. É a que bota a família toda no mesmo patamar e considera que priorizar este ou aquele tem a ver com o momento, contexto, situação. Priorizar, para mim, é uma resposta a uma demanda, e não uma postura ideológica do tipo "mãe que é mãe prioriza os filhos e ponto". Um bebê, claro, tem altíssima prioridade. Uma criança doente também. Um adulto doente - por que não? - também. Demandas, baby. Priorizar é algo reativo. É resposta. Não algo que se faz que se faz a priori, porque as leis-não-escritas da maternidade disseram que é assim. Na minha teoria da maternidade, pelo menos, tem sido assim. 

Mas pode vir outro post de alguém e mudar tudo, claro. Só sei que nada sei... ;)


(O primeiro post em que eu elaboro essa questão tá aqui. Outros virão. Acho.

(Ops, reparem: falei, falei e NÃO falei direito sobre o "culpa não". No fim das contas, tudo sobre isso já foi dito no comentário que deixei lá na Lia, aqui: http://minhamaequedisse.com/2012/09/culpa-zero-menos-mae-e-outras-asneiras/#comment-11744

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

:: Confessionário

Esqueci de contar aqui que tô lá, ó: 

http://bebe.abril.com.br/blogs/confessionario/2012/08/15/a-mae-que-eu-nao-sou-e-a-que-eu-consigo-ser/

 *texto recicladinho, porque eu sou a favor da maternidade sustentável! ;) 

quarta-feira, 18 de julho de 2012

:: A coisa


Havia um objeto não identificado grudado no braço da minha filha. Um ponto marrom escuro, cascudinho e disforme. Visualizem um grão de ovomaltine - era exatamente assim. Tentei tirar: estava preso.


Casquinha de ferida? Carrapato? Uma pinta súbita e malévola?


Alice reclamou, não queria que eu mexesse. Chamei o pai.


- Que é isso?


Cara de dúvida. Não sabemos o que é. Eca.


- Tá grudado?

- Acho que tá, tô com aflição de tirar.


Fomos para a luz, olhei bem de pertinho, não consegui identificar. Era brilhoso, redondinho e encalombado. 


Pulga? Ovo de varejeira? Sangue pisado?  


Tento puxar de novo, não sai, ela dá um gritinho. A aflição aumenta, o nojinho aumenta. Alice vai ficando tensa. Eu não quero mais botar as mãos naquilo, então Carlos assume e eu fico pitacando, que é o que faço melhor nessa vida.


- Cuidado, tem que tirar com a cabeça! 

- Que cabeça?

- Se for carrapato tem que tirar inteiro, com a cabeça, senão infecciona!


Carlos pega um guardanapo ("vai que é cocô, né?"), pinça a coisa e dá um puxão certeiro. Alice faz AI. Pronto, saiu. Inteira, sem deixar cabeça ou outro rastro no bracinho da minha menina. Vou passar álcool, por via das dúvidas.


Sob um foco de luz, fazemos uma análise cuidadosa do material.


Sangue? Carrapato? Cocô? Verruga? Melanoma? Sanguessuga? 


Não, Brasil. 


Era um grão de ovomaltine.




segunda-feira, 2 de julho de 2012

:: Carta aberta ao Conar*


Duas recentes medidas do Conar referentes aos abusos da publicidade voltada para as crianças nos deixaram preocupados e ainda mais descrentes da atuação deste órgão com relação à proteção da infância.

A primeira foi a decisão de sustar a campanha da Telessena de Páscoa por anunciar para o público infanto-juvenil um produto que só pode ser vendido para maiores de 16 anos (de acordo com regulamentação da SUSEP). A segunda foi a advertência dada pelo Conar à Ambev, com relação ao ovo de páscoa de cerveja da Skol.
Ambas atitudes do Conar seriam dignas de aplausos – se tivessem sido tomadas quando as campanhas publicitárias estavam no ar, na Páscoa, em março. Mas o Conar só agiu em junho, quando as campanhas já não eram mais veiculadas.
Com isso, não houve nenhum impedimento para que a mensagem indevida da Telessena atingisse impunemente milhões de brasileirinhos e que a Ambev promovesse bebida alcoólica através de um produto de forte apelo às crianças. A advertência à Skol é ainda mais ineficaz, pois não impede que no próximo ano, produto semelhante seja oferecido.

O Movimento Infância Livre de Consumismo vê nessas decisões a comprovação de que o atual sistema de autorregulamentação praticado pelo mercado publicitário brasileiro é lento, omisso e ineficiente. Fato ainda mais grave quando se trata da defesa do público infantil.
Por isso, exigimos que a publicidade infantil sofra um controle externo como todas as atividades empresariais. Reiteramos nossa postura de que, sem leis e punição, jamais teremos uma publicidade infantil mais ética.
Nós, mães e pais, exigimos respeito à infância dos nossos filhos e solicitamos que estas duas atuações não constem dos autos do Conar como casos de sucesso. Contabilizar pareceres dados depois que as campanhas saíram do ar, como exemplo da firme atuação do Conar, é propaganda enganosa. E isso contraria o tal Código de Autorregulamentação que os publicitários insistem em tentar nos convencer que funciona.
(Este texto faz parte de uma blogagem coletiva proposta pelo Movimento Infância Livre de Consumismo juntamente com blogs parceiros. Este movimento é composto por pais e mães que desejam uma regulamentação séria e eficiente da publicidade voltada para crianças. Para saber mais acesse: http://www.infancialivredeconsumismo.com.br)

#desocupaCONAR, #publicidadeinfantil, #infancialivre
*Este texto faz parte de uma blogagem coletiva proposta pelo Movimento Infância Livre de Consumismo juntamente com blogs parceiros. Este movimento é composto por pais e mães que desejam uma regulamentação séria e eficiente da publicidade voltada para crianças. Para saber mais acesse:http://www.infancialivredeconsumismo.com.br

segunda-feira, 18 de junho de 2012

:: Mamãe mãos de tesoura!



...Porque toda mãe tem uma cabeleireira dentro de si. 


(Ou: no cabelo dos outros é refresco!)







"Puxa, eu adoro cortar o cabelo de cima para baixo", HAHAHAHA, that's my girl!




E voilà! Ela era assim:











Ficou assim:










(Pretty in pink! Toda uma gama de cores no mundo e ela insiste no rosa, fazer o quê?)




Também passei a tesoura no Lucão (mas ainda estou superando o fim dos cachos, não quero falar sobre). Economizei quanto nessa brincadeira, uns 60, 80 reais? Nem faço ideia de quanto custa um corte infantil, sempre cortei o cabelo da minha prole... yes we can! Recomendo, mammas!



terça-feira, 5 de junho de 2012

:: O melhor post do mundo

(...E vai ter muita gente pensando: já li isso em algum lugar... ;) )


Quando nasce uma mãe, nasce uma megalômana.


Temos o melhor filho do mundo, afinal. Todos os outros filhos que me desculpem, mas é verdade. Nosso filho é sempre o mais lindo, o mais inteligente, o mais cheiroso. Mas quando faz birra, é a maior birra do mundo. Quando o cocô explode, é a maior explosão cocozística do mundo. Quando resolve ser insuportável, ele é a criança mais insuportável do mundo. Tudo fica assim, superlativo, do jeito que é esse amor doido que nasce no peito da gente junto com o filho.
Então a gente pega esse filho mais filho do mundo e quer guardar cada carinha, cada passinho, cada palavrinha dita errada. Vontade de guardar tudinho em um baú de memórias que possa ser acessado sempre que a gente quiser.
Antes, quando o mundo era analógico, a gente fazia um Livro do Bebê - aquele caderno de memórias, fotos, datas, anotações.
No mundo digital, a gente se joga nas redes sociais e/ou faz um blog. Privacidade é coisa que não se usa muito nesses meios, é verdade. Mas também, temos o filho mais legal do mundo e isso merece ser gritado para o mundo, certo, certo?
Mais ou menos. Tem coisas altamente gritáveis, mas outras são nossas, particulares, de mãe (e pai) para filho. E aí entra a Limetree, esse site todo adorável que veio de Portugal pra fazer uma parceiragem da boa com o MMqD (nota para leitoras do PeqGuia - MMqD, ou Minha Mãe que Disse, é meu outro filhinho: um portal que reúne toda a blogosfera materna. não conhece? Corre lá!)
Limetree é um aplicativo que permite guardar, na forma de uma linha do tempo, mensagens, fotografias e vídeos que você queira deixar como um legado para os seus filhos. Tudo de forma segura e privada. Um Livro do Bebê com menos purpurina e mais recursos, sabe como? Com um detalhe a mais: ali você pode definir uma data futura para que o seu filho possa acessar toda a informação.
Imagina escrever hoje uma carta que ele lerá aos 18 anos? Ou publicar relato de parto ou posts de aniversário direto na linha do tempo do seu filho, para que ele tenha acesso a tudo em ordem cronológica e com uma visualização fácil e rápida? É por aí. Um baú de memórias em que não há poeira e as fotos não amarelam. E vocês podem se cadastrar djá, o plano básico é grátis - e o plano premium, com mais recursos, vocês podem ganhar fácil fácil, segura aí que eu já conto como...
Mas voltando às mães, a gente queria fazer um convite: megalomania por megalomania, sejamos também blogueiras megalômanas! Vamos escrever o melhor post do mundo, ué. Coisa super básica, quem nunca?


É que a Limetree está fazendo um concurso para encontrar o melhor post do mundo relacionado a maternidade, paternidade, filhos, etc (e escrito em português, pra facilitar a vida). E pode ser o seu, amiga!
Para participar, você deve:
- Ser mãe, pai ou simpatizante, ter no mínimo 18 anos, um blog e uma conta no facebook.
- Escrever um post bacanudo no seu blog (se for o melhor post do mundo, melhor ;) ! Não se acanhe e mostre a blogueira-megalômana que há em você!). Use a frase Este post é candidato ao concurso “O melhor post do mundo da Limetree” (com o link: http://limetr.ee/)  no início do texto. Seu post não precisa ser inédito, mas se for usar um antigo, não esqueça de reblogá-lo com a frase acima. (Nem preciso explicar que os posts devem ser de autoria única e exclusiva  do participante, certo?)
- Colocar o selo do concurso no seu blog (ver aqui as instruções)
- Submeter a candidatura na página da Limetree no Facebook até 6 de julho (atenção: a votação começa dia 15 de junho, portanto quem postar até lá leva vantagem...). Avisar os amigos. Votar, votar, votar!
Os 10 posts mais votados na página da Limetree serão apreciados por um júri que vai determinar os vencedores. (Agora adivinhem quem está no júri? Hihihi)

O legal é que há prêmios para todo mundo: para os 2 primeiros classificados, para os 10 finalistas, para o melhor post que não esteja entre os finalistas e para todos os participantes!

PRÊMIOS:

1º lugar  - Viagem a Nova Iorque para duas pessoas
2º lugar - Novo iPad

Os 10 posts mais votados são publicados no MMqD e ainda recebem:
um exemplar do livro "Os homens precisam de mimo", do escritor Jõao Miguel Tavares
uma beach bag da Box-LX

PRÊMIO LIMETREE (dado ao melhor post que não estiver entre os 10 mais votados)
Redesign completo do blog, feito pela ilustradora e designer Raquel Pinheiro e pelaWonder Design

TODOS OS PARTICIPANTES, independentemente da votação obtida, receberão:
Um ano premium na Limetree
10 vales de um ano premium na Limetree para distribuírem entre seus leitores

As condições detalhadas do concurso podem ser consultadas aqui.
O resultado será divulgado em 15 de julho.

Todo mundo escrevendo (ou fuçando seus arquivos em busca de um post legal) em três, dois, um, já!



*este post é um publieditorial do MMqD, mas botei ele aqui sem cobrar nadinha apenas porque sou muito camarada (de mim mesma, rá!). Tirando esse, não trabalhamos com publieditorias nesse blog, tá gente? Só avisando...

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