sexta-feira, 31 de outubro de 2008

:: Medinho universal (e não-confesso) do parto


Mulher nenhuma fala disso abertamente, mas se você juntar duas grávidas num cantinho discreto a questão surge, certeza. 


Eu, grávida, tive que perguntar.

 

Respirei fundo e mandei, na lata:

 

- Mas doutor... a mulher tá lá, fazendo força... ("A Mulher". Assim, bem genérico. Não tive o despudor de me colocar na cena. Você também não teria, aposto.) ...a mulher tá lá, fazendo força, pernão aberto... me diz: ela não faz cocô, não?

 

- Faz (CÉUS! HORROR, HORROR!). E xixi também.

 

 

Por que ninguém nunca mostrou isso nos filmes, por quê???

 

 

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

:: Extreme Makeover


Que percepção louca é essa que faz a gente achar nossa cria LINDA DE MORRER assim que ela nasce? Porque hoje eu olho fotos da Alice petitica e só consigo ver a filha do Costinha com a Catifunda. E, juro por deus, eu achava que ela era o bebê mais lindo do século, sério mesmo! O que é o amor de mãe, não é mesmo, minha gente?


eu era assim...


...fiquei assim!

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

:: Funchicomo? III - a missão


Mais lenha na fogueira da Funchicórea! 

Recebi um email da , me encaminhando algo que ela leu em uma lista de discussão. Copio na íntegra (como foi escrito por uma outra mãe, não tenho como creditar o trecho):

"Maleficios da funchicoria:
O pózinho parece ser tão mágico, mas olha só: o açúcar exacerbado de sua fórmula 'queima' as papilas gustativas sensíveis dos bebês e pode prejudicar a amamentação, pois o leite materno não é tão doce assim. 
A funchicórea contém a sacarina (ainda mais deletéria do que a sacarose, visto que é um produto 100% ARTIFICIAL, sintético) extraído do petróleo e que deixa resíduo amargo ao paladar, chega a ser 550 vezes mais doce que o açúcar!
Imagino isso na boca do bebê e depois como ele pode estranhar ao mamar porque o LM não é tão doce assim.
Além disso, é oferecido na chupeta, é isso que entendi? Isso pode prejudicar o sucesso da amamentação se for oferecido muito no início (sim, existem controvérsias e muitas de vocês vão até discordar)
Outro fator angustiante é que ele NÃO É eliminado do organismo em associação ao ciclamato e existem evidências científicas de serem cancerígenos em ratos.
A sacarina está proibida em mais de 70 países, inclusive os EUA. Por quê será?
Até as empresas de refrigerantes estão trocando a sacarina pela sucralose, mesmo sendo mais cara." 



Bom, temos a polêmica da chupeta e a polêmica do "docinho", que são pessoais e intransferíveis, e a tal sacarina, que de novo acho que é o grande problema aqui. Quanto às duas primeiras, MINHA humilde opinião: eu sou da turma da chupeta, não nego. Mas ela não é fundamental - quem quiser pode dar a funchicórea no peito, no dedo, em forma de chazinho, etc (QUEM QUISER, atenção!). Quanto ao docinho, realmente faz sentido esse receio do bebê estranhar o leite depois de provar algo mais doce. Felizmente, no nosso caso não aconteceu, a Alice continuou mamando numa boa. Alguém teve esse problema?

Enfim, a sacarina. Por ser um texto sem fonte, fui conferir as informações mais objetivas. Não consegui checar todas, mas achei o seguinte:
 
- Na funchicórea, não há associação de ciclamato com sacarina. Pelo que entendi, a informação sobre eliminação refere-se apenas às duas substâncias juntas, e portanto não se aplica. 
-  A sacarina não é proibida nos EUA. Não achei nada sobre "os mais de 70 países", e sim que é proibida no Canadá. Quanto a ser cancerígena, parece que está sendo absolvida pela comunidade científica nos últimos anos (ah, a medicina, sempre tão volúvel...) - links aqui e aqui. Mas vai saber, né?


É aquela coisa: ninguém nunca provou que é cancerígeno, nem que não é. Eu sou bem desconfiada com essas coisas e tendo a achar que na dúvida, é melhor evitar. Por outro lado, é uma concentração tão pequena e dada em doses tão minúsculas que, sei lá, me parece muuuuito improvável que possa causar algum mal. Os tais testes que causaram câncer em ratos, por exemplo, entupiam os bichos de sacarina. 


Eu ainda não consegui formar uma opinião sobre o assunto. Não condeno a funchi, mas também estou mais reticente em sair fazendo propaganda, como eu costumava fazer, porque tenho medo de adoçantes em geral e saber que há sacarina na composição me deixou cabrera. Prefiro evitar, mas não posso jurar que não recorreria a ela em um dia de fúria do meu próximo filho. Na dúvida, opto pela moderação, pra ambos os lados: nem vou correr da funchicórea como o diabo da cruz e nem vou usar como se fosse pó de pirlimpimpim. Caminho do meio, sempre. 


Anyway, fica aí mais um ponto de vista, pra ajudar as mãe a se decidirem (ou não, como é o meu caso) sobre esse assunto tão polêmico!


(Valeu pelo email, Fê!)
 

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

:: O dia do teste


Me lembro perfeitamente. Foi dia 6 de janeiro de 2007, às 6 da manhã - um desses plot-points que viram a vida do avesso. Acordei pra um xixi básico, peguei o teste de farmácia e rumei pro banheiro. Sonada e sem óculos, míope de tudo.

 

O teste era um capricho, quase uma brincadeira, que o Carlos sugeriu um dia antes: “faz o teste que no dia seguinte você fica menstruada, aposto.” Isso porque minha TPM vinha se arrastando há mais de uma semana, com peitos inchados e coliquinhas e tudo mais. A menstruação estava atrasada, como sempre – intervalos de 3 ou 4 meses sempre foram normais pra mim por conta de ovários policísticos. Nada de mais. Eu achei a idéia de fazer um teste de gravidez divertida, nunca tinha feito um na vida. Mas eu não estava grávida, tinha certeza. “Eu saberia”, eu disse pro Carlos. “Mulher sente essas coisas, eu vou saber no instante que engravidar, quer apostar?” - ainda bem que não apostamos, eu ia perder dinheiro.

 

Então eu estava lá, tranqüilona, xixizinho rolando. Molhei o palitinho do teste e olhei. A bula dizia pra esperar 3 minutos, mas no que eu olhei o palito já estava coloridão. Rosa-choque. CHOQUE! Fiquei ali olhando abobalhada, tentando entender o que aqueles dois risquinhos significavam. Tá, eu sabia perfeitamente o que significavam, mas na hora é tão surreal que a gente não acredita, e então eu li a bula, e li de novo, e me amaldiçoei por estar sem óculos numa hora dessas, tendo que quase colar o nariz no teste todo xixizado pra enxergar direitinho e ver bem os dois risquinhos e finalmente entender que sim, eu estava grávida, cacilda!

 

Passei uns 2 minutos (que pareceram 20) ensaiando uma cara pra sair do banheiro e comunicar o Carlos que ele ia ser papai. Mas não consegui. Apenas saí do banheiro com uma cara besta e disse, melhor comprar outro teste, acho que fiz xixi no lugar errado, deu xabu, enquanto mostrava pra ele os dois riscos e ele me olhava aparvalhado. Silêncio sepulcral. E aí ele disse, BZ, você tá grávida. E só nessa hora eu acreditei, porque até então ainda achava que tinha alguma coisa errada com o teste. E a gente ficou ali, na cama, os olhos arregalados de susto, sem saber se era pra rir ou pra chorar. 

 

Aí foi aquela novela de ligar pra médico, fazer exame de sangue e esperar horas pela confirmação. Eu lembro de cada detalhe desse dia com precisão absoluta. O resultado do exame de sangue sairia às 16h, e o Carlos iria ver na internet e me ligar – na época eu era barista numa cafeteria, trabalhava nos fins de semana. Às 16h, toca o celular. Era o meu amigo Daniel, e a conversa seguiu assim:

 

- Béza, tô aqui comendo uma feijoada com o Tom, o Luís e Bel e a gente tá falando de você.

- Ah é? Falando o quê? (vontade de gritar: meeeeu, tô grávida!)

- A gente fez uma aposta.

- Sério? (tô grávida, Santi, acredita?? – não falei, mas pensei.)

- Sério. Mas não posso contar o que é...

 

Como se precisasse, Santi bobinho. Eu já sabia. Tinha certeza absoluta. A aposta era: quando a BZ vai aparecer grávida? Porque eu tinha anunciado que ia parar com a pílula e rolou um frisson coletivo, ninguém nunca achou que eu fazia o gênero moça casadoira e família. O Daniel ainda fez um suspensezinho, eu fingi que fiquei curiosa e segurei a vontande louca de sair contando. Até porque faltava a ligação definitiva – o Carlos com o resultado do exame de sangue. Desliguei o telefone achando tudo muito surreal, como assim o povo estava falando de mim, e de gravidez, e eu estava ali completamente grávida sem ninguém saber??? Coisa doida.

 

Pois bem: Carlos ligou depois de 10 minutos e confirmou o que nós já sabíamos, eu estava grávida de 6 semanas, oh god!

 

Foi assim. Um susto colossal. Porque era parte dos planos, mas não achei que aconteceria tão rápido – engravidei exatamente 1 mês depois de parar a pílula. Então os primeiros dias foram assim meio esquisitos, bateu aquela coisa de “estou velha e nada será como antes”, saca? Deu medo, deu tristeza, foi um pouco a marca definitiva de que a minha adolescência-tardia se fora de vez.  Um certo luto pela passagem (tão rápida!) do tempo, um questionamento existencial, por quê?, pra quê? pra onde? e etc. Enfim, essa frescura durou uns 3 dias e então eu virei uma grávida serelepe feliz da vida com a idéia de carregar um feijãozinho na barriga. E dali pra frente, só alegria. E enjôos - porque óbvio que eu precisei saber que estava grávida pra começar a sentir os sintomas todos ("eu saberia", eu disse pro Carlos naquela manhã... HAHAHAHA!)



*Alice doesn't live here anymore*

(agosto/07 - uns 20 dias antes da Alice nascer)



quarta-feira, 22 de outubro de 2008

:: A filha da Alice


O nome dela é Nenê, e a coisa mais fofa é ver Alice reproduzindo com ela as minhas ações. 



(Fora que eu não dou pra ela comida catada do chão, lógico. Essa ela se encarrega de pegar sozinha...)

:: Ah, o auto-amor!


Essa daí nunca vai ter problema de auto-estima...


:: Virginiana


Alice anda com mania de arrumação. Então ela pega tudo daqui e coloca ali. Quando acaba, pega tudo dali e coloca aqui. E tira tudo da caixa. E guarda tudo na caixa. E abre carteira, tira tudo, põe de volta, fecha carteira. Abre caixa, tira óculos, guarda óculos, fecha caixa. Assim ela vai, o dia inteiro. E super concentrada, com um bico de quem está se levando muito a sério. 

Daí que eu não encontrava o meu celular. Liguei para tentar ouvir o toque: tão longe, tão perto. Aquela coisa abafada, mas que parecia estar ali do lado. E de fato estava, ali pertinho, num canto da sala. Devidamente guardado no fundo do meu tênis. 

 

:: Bebêsta 3


Novidades da garota:

 
- Cruzar o dedo indicador sobre o médio e aperta com força até as pontas ficarem brancas.

- Enfiar os dedos na goela até dar ânsia de vomito e os olhos lacrimejarem. Aí ela tira o dedo, toma fôlego e começa de novo. Infinitamente.

- Deprimir. Assim: alguém faz algo que ela não gosta, e ela chora. Aí, com a boca inteirinha virada pra baixo, num biquinho magoado, ela se dobra pra frente, encosta a testa no chão e fica ali, em silêncio, curtindo uma fossa. Só levanta quando a gente vai lá resgatar.

- Jogar brinquedos pra trás, tipo: ai, enjoei - e vupt! por cima da cabeça. Só que volta e meia os menores acabam caindo no capuz do casaco, ou entrando pela gola do body. E ela, bobinha,  passa o resto do dia carregando o tal brinquedo rejeitado nas costas. 

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