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terça-feira, 20 de maio de 2008

:: Aliás...

...eu tinha jurado que jamais, em hipótese alguma, usaria o clichê “país das maravilhas” pra falar da Alice. Durou 1 semana. Donde se conclui mais isso sobre a minha pessoa: nem sempre eu cumpro o que prometo.

(Mas vou tentar melhorar. Prometo.)

:: Sobre esta que vos fala

Já que vou desfraldar a intimidade da minha filha nesse blog, nada mais justo que eu me exponha um pouco também.

 

As pessoas costumam se definir pela profissão, mas comigo isso não dá certo. Primeiro porque no momento não sei qual é a minha profissão (blogueira conta? E mãe?), segundo porque existem coisas mais reveladoras pra gente levar em conta quando quer se apresentar.

 

Então eu sou a Mariana, tenho 28 anos, sou mãe da Alice e mulher do Carlos (faço a apresentação dos dois porque vocês vão ouvir muito sobre eles pelo caminho). 

 

Tenho uma tendência a não levar as coisas a sério, sou um pouco irresponsável e imatura mas compenso com bom-humor e um certo charminho pueril. Que, diga-se de passagem, é uma estratégia apelativa e lamentável que precisa ser revista urgentemente, porque já estou beirando os 30 e com uma filha nas costas, então passa da hora de virar gente grande.

 

Não decidi ainda o que quero ser da vida. Não consigo tomar decisões, mas não é culpa minha, é do meu signo. Não acredito em signos, mas adoro a desculpa. Sou libriana pacas. 

 

Também sou tímida pacas, apesar de ter um blog, que é o cúmulo do exibicionismo. Acho bem mais fácil ser exibicionista por escrito.

 

Gosto de cozinhar, gosto mais ainda de comer, gosto mais ainda de dormir. Tenho uma preguiça colossal de fazer exercícios, mas depois do nascimento da Alice senti que a coisa deu (literalmente) uma balançada, de modo que comecei a fazer dança do ventre pra tentar firmar a pancinha. Me requebro, me divirto e ainda entro em contato cósmico com meus antepassados das arábias, bem melhor que academia!

 

Nunca tive certeza de que queria ter filhos, mas aos 10 anos de idade já tinha tinha decidido os nomes das minhas futuras filhas. Nunca me achei maternal, nunca quis casar, meus namorados foram em sua maioria bons amigos. Aí me apaixonei, e casei, e engravidei rapidíssimo, feliz da vida.

 

Aos trancos e barrancos, tô aprendendo a ser mãe. E amando. E descobrindo que tenho sim talento pra coisa, quem diria?

 

É isso. Chega de falar de mim. Daqui em diante, overdose de Alice. Bem-vindos ao meu país das maravilhas!

 

(Ah é: e a minha filha não tem nenhum dos nomes que eu escolhi aos 10 anos de idade.) 

sexta-feira, 9 de maio de 2008

:: Confesso que menti

Já comecei esse blog faltando com a verdade, que coisa feia. 

 

É que isso aqui não é um manual. Longe disso. Achei o nome sonoro e simpático, mas chamar isso aqui de manual foi uma picaretice enorme da minha parte pra tentar ganhar alguma credibilidade com as leitoras. A verdade verdadeira é que estou há apenas 8 meses na função de mãe e me falta muito arroz-com-feijão pra poder ser guia de alguém nessa complicada e deliciosa tarefa de criar uma mini-pessoa.

 

O que vou fazer aqui é contar como a maternidade tem sido pra mim. Foi só descobrir que estava grávida e me bateu essa vontade enorme de escrever, contar, registrar. E, principalmente, dividir. Porque na hora do aperto, quando eu me descabelo e me sinto a última das mães da face da terra, nada é mais tranqüilizador do que saber que outras mães descabelam-se tanto quanto eu. E nas horas boas, que são tantas, quero poder dividir com o mundo como a minha filha é incrível – e se o mundo parece não ligar muito, as outras mães sempre ligam, numa espécie de consciência de classe que conecta todas as mães e faz com que possamos falar sobre mamadas, ou passinhos, ou cocô, sempre com a mesma alegria maternal.

 

Então, definitivamente, não estou aqui pra guiar ninguém. Posso até dar umas dicas aqui e ali, comentar truques que funcionaram, citar coisas que li por aí, mas não tenho a pretensão de ensinar nada a ninguém. Pelo contrário: tenho a pretensão de aprender.

 

O blog está abertíssimo para comentários, sugestões, críticas ou mesmo pra quem quiser contar suas próprias experiência com seus filhotes. Minha experiência é pequena mas a vontade de assuntar é grande, então vamos construindo isso aqui juntas, ok? No fundo, esse espaço é pra isso. Pra juntar um punhado de mães e fazer aquilo o que nós fazemos melhor: falar, e muito, dos nossos filhos.

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