
quarta-feira, 6 de abril de 2011
:: Lucas e o peito

terça-feira, 14 de dezembro de 2010
:: Hola, soy Larissa!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010
:: Algumas respostas sobre amamentação - ATUALIZADO

quinta-feira, 21 de outubro de 2010
:: A cruzada láctea - dicas para aumentar o leite e engordar bebês magrelos
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
:: Dossiê "Salvem as mamas das mammas", parte 4 - O problema hidráulico peitoral

quarta-feira, 22 de setembro de 2010
:: Dossiê "Salvem as mamas das mammas", parte 3 - O peito inchado
Eu era assim...
...fiquei assim! (mas a cinturinha, quanta diferença...)quinta-feira, 2 de setembro de 2010
:: Confissão desnaturada
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
:: Dossiê "Salvem as mamas das mammas", parte 2 - O peito esfolado



segunda-feira, 23 de agosto de 2010
:: Dossiê "Salvem as mamas das mammas" - introdução ao tema
segunda-feira, 11 de maio de 2009
:: Pra relembrar
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
:: Big Boobs?
(texto de novembro de 2007 - Alice tinha 2 meses e pouquinho)
Estou me sentindo um pouco enganada.
Pô, cadê o peitão???
Ninguém me avisou que o visual voluptuoso tinha uma validade tão curta. Eu tinha certeza que ostentaria air-bags durante toda a amamentação, mas a alegria durou pouco.
É assim: primeiro os peitos ficam enormes e descontrolados, o que é ruim (leite esguichando sem aviso prévio) mas é bom (peitões de atriz pornô). Com um mês e pouco, vem a ordem e vão-se os peitos: o corpo aprende a produzir a quantidade exata para o apetite do bebê e a produção diminui, levando junto toda aquela opulência maternal. O que é bom (você se livra dos desmoralizantes absorventes de seios e pára de manchar de leite blusas queridas) mas é ruim (adeus decotes abusados). Como tudo na vida, é apenas uma questão de perspectiva.
Então meus dias de moça peituda foram poucos, mas bons. Porque quem me conhece sabe que me faltam certos predicados. Se juntar duas de mim não dá meia Pamela Anderson, peitoralmente falando.
Não que isso seja um problema. Já foi, mas está superado há muito tempo. Porque trauma de peito, convenhamos, é coisa de adolescente. À medida que a gente cresce cresce também a bunda, a barriga, o culote a sabedoria, e aí o peito se torna, literamente, o menor dos problemas. E depois, Carolina Ferraz fez por mim o que anos de análise não fariam, de forma que eu e meus dois pequenos peitos nos gostamos muito e somos felizes juntos.
Mas que eu estava gostando da idéia de ter peitões, isso eu estava. Pra variar um pouco, sabe? Fazer o gênero boazuda uma vez na vida. Foi divertido e deu pra ter idéia de como seria a vida com silicone.
Caso silicone vazasse de hora em hora, claro.
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
:: Eu sou uma índia, sou filha da lua, sou filha do sol
Todo mundo sabe que peito de mãe não tem dono.
A gente passa a vida guardando os peitos dos olhares alheios (a.k.a. regulando mixaria) pra descobrir que, uma vez mãe, o peito cai na roda e se mostra para quem estiver por perto, sem respeitar raça, cor ou credo. Acontece que o peito fica à total disposição nossos filhos, na hora e local em que eles bem entenderem. Azar de quem não gostar - no caso, a proprietária do par em questão.
Comigo começou no pré-parto. A camisolinha semi-transparente do hospital não cobria nada, e dá-lhe visitas de boa sorte. Em vias de parir, a última coisa na minha cabeça era o fato de estar expondo os peitos pras visitas, até porque eu estava prestes a expor coisas bem mais íntimas para pessoas bem menos íntimas.
Quando Alice, com minutos de nascida, veio para o meu colo, veio junto a mão da enfermeira, sem a menor cerimônia (e se tem uma coisa que enfermeiras de hospital não podem ter é cerimônia), pra pegar meu mamilo enfiar na boca da pobre criança. Pronto, perdi os peitos, pensei.
De fato, eles viraram domínio público dali em diante. Precisando, saco a peitarola e faço o serviço onde for preciso. Alice nem sempre coopera e, bobinha, dá de não encontrar o mamilo nas horas mais embaraçosas, adiando por longos minutos a conveniente cobertura mamária proporcionada pelo cabeção.
Some-se isso ao fato de mamilos rachados precisarem de ar pra cicatrizar e inviabilizarem qualquer tentativa de se colocar uma blusa, e voilá: eu agora ando semi-desnuda pela casa, tal qual uma índia tupinambá. Na frente das visitas, inclusive. De vizinhos a amigos de infância, não escapou ninguém. Paguei peitinho na frente de amiga. Namorado de amiga. Pai de amiga. Amigo de irmão. E por aí vai.
É tipo calcinha da Britney Spears: só não viu quem não quis.
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
:: Semana Mundial da Amamentação
Vou complementar com algumas outras coisinhas e depois contar uma pequena historinha sobre o assunto, ok?
1 – Lansinoh é uma pomada milagrosa à base de lanolina. É ótima para tratar bicos rachados, mas também pode ser usada para preparar os seios nos últimos meses da gravidez. Eu usei diariamente desde os 6 meses e o peito não rachou. É cara e não muito fácil de achar (Ju, vc sabe onde vende?), pois não é fabricada no Brasil. Uma busca na internet deve dar a dica de onde comprar na sua cidade. Ou aproveite aquele amigo viajando e peça pra trazer de fora – é fácil de encontrar e sai bem mais barato.
2 – Posições de mamada - Vale conhecer, aprender e dominar pelo menos duas, pelo seguinte: cada posição resulta em uma pegada diferente da boca do bebê no peito, então os machucados no bico, comuns na primeira semana, não se agravam tanto. Uma hora a boca pega mais embaixo, outra mais em cima, ou mais pro lado... trocando de peito e de posição, dá pra dar uma folga para cada machucadinho a cada 3 mamadas, caso seja necessário. Uma que funcionou pra mim foi a posição invertida - aquela pegada "jogador de rugby", na qual vc coloca o filho debaixo do sovaco (pobre!) e ele pega o peito pelo lado de fora, assim:

(Procurando um desenho, li que variar a posição também ajuda a esvaziar a mama, pois o bebê estimula diferentes dutos. Mais um benefício!)
3 - Nas primeiras semanas, faça uma estação de amamentação. Um canto bem confortável com água, livros, revistas, palavras cruzadas, sudoku... porque o tempo que você vai passar ali é quase inacreditável. É assim: no primeiro dia você estará amamentando e olhando para seu filho embasbacada. No segundo parece que vai morrer de tanto amor. No terceiro vai admirar cada dobrinha do rosto perfeito dele. No quinto, um pouco entediada, vai arrancar casquinhas da cabeça dele. No décimo você vai gritar por uma Marie Claire, pelamordedeus! (Eu tentei livros, mas é difícil se concentrar. Uma revista bobinha qualquer já ajuda a arejar um pouco...)
4 – Preparação dos peitos na gravidez - Como a Ju falou, sol e bucha. No meu caso, esfolar os peitos com a buchinha não era uma opção. Difícil contar isso aqui sem adentrar em detalhes íntimos, mas basicamente é o seguinte: na gravidez os mamilos pulam pra fora como minidedinhos e a impressão é que vão descolar e cair no chão a qualquer momento. Tenho uma aflição enorme de mamilos, e esfregá-los diariamente não era de forma alguma uma possibilidade. Então me sobrou o sol. Ok, parecia fácil e até divertido.
Segue então uma breve historinha da minha primeira e única tentativa de bronzeamento peitoral:
O Carlos viajou e eu fui ficar uns dias na casa dos meus pais (e minha casinha da vida inteira) pra matar a saudade, ser mimada e tomar horrores de sol – o quintal lá é mais reservado do que o de casa.
Eram umas 11 da manhã. Sentei-me na grama, levantei a blusa e puxei a calça de moletom até cobrir a barriga – a preguiça de passar protetor solar exigia tais cuidados, de modo que me encapotei toda deixando apenas a linha dos mamilos de fora. Até um chapéu de palha estilo Verão de 78 em Ibiza eu arranjei. Então eu estava ali sentadona, de chapelão, óculos de sol, peitolas de fora, muito digna, tomando meu solzinho. E aí vejo passar por mim um par de pés desconhecidos.
Acontece o seguinte: meu irmão é professor de yoga e dá aulas em casa, num salão no fundo do quintal. Óbvio que isso foi considerado por mim quando decidi fazer um embaraçoso topless no quintal, mas a aula tinha terminado às 10h30, portanto não haveria mais aluno nenhum pra testemunhar aquele triste espetáculo.
Isso era o que eu pensava, mas o fato é que passaram os tais pés, carregando uma moça com cara de assustada. Era uma aluna que tomava banho ali mesmo pra ir direto pro trabalho, o que explicava sua presença naquela hora. Cumprimentamo-nos cordialmente como se nada fosse, me cobri discretamente como se nada houvera e ficamos ali, 15 segundo de silêncio mortal, as duas tentando fazer crer que tomar sol de chapéu de palha, moletom até os peitos e mamilos de fora é algo absolutamente normal. Aí ela seguiu andando e, antes de chegar no portão, se virou e disse: Faz muito bem. Eu tomei bastante sol no peito e consegui amamentar até os 11 meses.
Oh God! Ela ainda foi fofa! Se eu não estivesse quase chorando de vergonha, teria perguntado se ela me emprestava a casa dela para as próximas sessões.
PS: Valeu meninas! Nani pelo toque e Ju por facilitar o trabalho ;)

