Ontem acabou meu hidratante de grávida, e eu não vou comprar outro.
Ontem eu acabei de ler um livro, e não vou começar outro.
Ontem terminei de ver a 6a. temporada de House, e não vou me apegar à série nenhuma até a vida voltar ao normal, em um mês ou dois.
Então, falando sério, estou prontíssima pra chegada do meu filho. Ciclos fechados, pendências resolvidas. Ok, ainda falta o nome (e vai ver ele está só esperando essa decisão antes de dar as caras no mundo...), então vou explicar: ele tem sim um nome quase certo, mas a gente quer ver a carinha dele pra ver se orna. Vai que ele nasce com cara de outra coisa, né? Por isso não podemos dizer que está decidido, mas a verdade é que se nenhum milagre acontecer ele ganhará esse nome que eu e Carlos estamos cultivando e amadurecendo há alguns meses (não vou contar aqui porque sou MUITO influenciável e se os comentários não forem favoráveis eu vou mudar de idéia de novo, ha!).
Então é isso. Vem que vem, filhote, porque tá cheio de gente aqui fora doida pra te conhecer!
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Aí a gente estava fuçando uns vídeos no youtube, e eu encontrei algo que não tem a menor relação com esse assunto mas precisa muito ser dividido.
Vocês sabem que eu sou obcecada pelo Chico Buarque, certo? Então fui ouvir a Bethânia cantando Baioque, uma música dele que eu adoro, e achei essa pérola:
Trata-se de uma cena de "Quando o carnaval chegar", filme do Cacá Diegues de 1972.
Eu ia acompanhando a cena e já achava tudo bastante pitoresco, até que apareceram umas figuras lááá no fundo do quadro. E aí, Bethânia que me perdoe, eu não consegui ver mais nada. Só conseguia olhar para aqueles três homens bailando, e foi ficando cada vez melhor, e então reconheci um deles e aí foi a glória absoluta no meu coração. Juro que não sei como não pari ali, naquele instante.
Acompanhem comigo:
Tem a Bethânia fazendo air guitar (e se a coisa parasse por aí já seria suficientemente engraçado).
Aí tem o Antônio Pitanga, possivelmente o homem mais simpático da história da humanidade, exibindo seu sorriso de um milhão de dólares.
E tem o Hugo Carvana de terno rosa, IGUAL o Benito di Paula, dançando cheio de malemolência sensual, num estilo John Travolta meets Clóvis Bornay.
E tem o Chico, gente. Tem o Chico fazendo a melhor dança boba do século, sem medo de ser feliz! Vejam bem: é o Chico Buarque, um homem desse quilate, com esse cérebro, esse talento e esses olhos verdes. Pois este homem desce do pedestal, se coloca diante de uma câmera e dança uma dança boba como se não houvesse amanhã, ao lado de dois outros homens igualmente bobos e felizes com figurinos de gosto duvido. Chico beija a mão do Pitanga e dá uma piruleta marota! Chico faz cavalinho pro Carvana! CHICO É UM FOLIÃO, GENTE!!! Eu já pensei muitas coisas sobre ele, mas nunca achei que ele pudesse ser um folião. Cacete, como o Chico é legal! Merece até ganhar um marcador aqui nesse blog, de tanto que eu falo dele.
(A diversão começa em 1:04. O Chico tá de calça preta. E a mocinha blasé encostada no ônibus lá no final é a Nara Leão. Gosto da Nara, mas essa nunca me enganou: eu sempre soube que no meio de um monte de gente dançando bobamente ela seria a reprimida olhando de longe cheia de pudores. Pena, eu ia amar ver a Nara se jogando com o Chico numa dança boba...)
Cacá Diegues, meu amor eterno a você por essa cena!






