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quarta-feira, 4 de agosto de 2010

:: Sobre fechar ciclos e danças bobas


Ontem acabou meu hidratante de grávida, e eu não vou comprar outro.

Ontem eu acabei de ler um livro, e não vou começar outro.

Ontem terminei de ver a 6a. temporada de House, e não vou me apegar à série nenhuma até a vida voltar ao normal, em um mês ou dois.

Então, falando sério, estou prontíssima pra chegada do meu filho. Ciclos fechados, pendências resolvidas. Ok, ainda falta o nome (e vai ver ele está só esperando essa decisão antes de dar as caras no mundo...), então vou explicar: ele tem sim um nome quase certo, mas a gente quer ver a carinha dele pra ver se orna. Vai que ele nasce com cara de outra coisa, né? Por isso não podemos dizer que está decidido, mas a verdade é que se nenhum milagre acontecer ele ganhará esse nome que eu e Carlos estamos cultivando e amadurecendo há alguns meses (não vou contar aqui porque sou MUITO influenciável e se os comentários não forem favoráveis eu vou mudar de idéia de novo, ha!).

Então é isso. Vem que vem, filhote, porque tá cheio de gente aqui fora doida pra te conhecer!

***


Aí a gente estava fuçando uns vídeos no youtube, e eu encontrei algo que não tem a menor relação com esse assunto mas precisa muito ser dividido.

Vocês sabem que eu sou obcecada pelo Chico Buarque, certo? Então fui ouvir a Bethânia cantando Baioque, uma música dele que eu adoro, e achei essa pérola:



Trata-se de uma cena de "Quando o carnaval chegar", filme do Cacá Diegues de 1972.

Eu ia acompanhando a cena e já achava tudo bastante pitoresco, até que apareceram umas figuras lááá no fundo do quadro. E aí, Bethânia que me perdoe, eu não consegui ver mais nada. Só conseguia olhar para aqueles três homens bailando, e foi ficando cada vez melhor, e então reconheci um deles e aí foi a glória absoluta no meu coração. Juro que não sei como não pari ali, naquele instante.

Acompanhem comigo:

Tem a Bethânia fazendo air guitar (e se a coisa parasse por aí já seria suficientemente engraçado).

Aí tem o Antônio Pitanga, possivelmente o homem mais simpático da história da humanidade, exibindo seu sorriso de um milhão de dólares.

E tem o Hugo Carvana de terno rosa, IGUAL o Benito di Paula, dançando cheio de malemolência sensual, num estilo John Travolta meets Clóvis Bornay.

E tem o Chico, gente. Tem o Chico fazendo a melhor dança boba do século, sem medo de ser feliz! Vejam bem: é o Chico Buarque, um homem desse quilate, com esse cérebro, esse talento e esses olhos verdes. Pois este homem desce do pedestal, se coloca diante de uma câmera e dança uma dança boba como se não houvesse amanhã, ao lado de dois outros homens igualmente bobos e felizes com figurinos de gosto duvido. Chico beija a mão do Pitanga e dá uma piruleta marota! Chico faz cavalinho pro Carvana! CHICO É UM FOLIÃO, GENTE!!! Eu já pensei muitas coisas sobre ele, mas nunca achei que ele pudesse ser um folião. Cacete, como o Chico é legal! Merece até ganhar um marcador aqui nesse blog, de tanto que eu falo dele.

(A diversão começa em 1:04. O Chico tá de calça preta. E a mocinha blasé encostada no ônibus lá no final é a Nara Leão. Gosto da Nara, mas essa nunca me enganou: eu sempre soube que no meio de um monte de gente dançando bobamente ela seria a reprimida olhando de longe cheia de pudores. Pena, eu ia amar ver a Nara se jogando com o Chico numa dança boba...)

Cacá Diegues, meu amor eterno a você por essa cena!

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

:: Sobre pré-parto, um marido piadista e quantos cabem num coração de mãe


Quem aí sabe quanto tempo pode durar um pré-parto?

Eu comecei a ter contrações na madrugada de sexta pra sábado. Foram 3 horas de contrações com uma coliquinha leve e vindo com frequência, mas sem muita regularidade (intervalos entre 7 e 13 minutos, mais ou menos). E aí acabou-se. O dia correu normalmente, com umas contrações fracas aqui e ali e uma certa diarréia. Domingo as contrações se repetiram por mais umas 3 horas, com intervalos de uns 9 minutos, ou mais, ou menos. Como vieram, se foram. Nessa última madrugada, idem - um pouco mais fortes, mas por menos tempo. E agora eu estou assim, de sobreaviso, sem conseguir planejar a próxima hora do meu dia. Dá tempo de lavar e secar os cabelos? Levar Alice na escola? Devo almoçar pra valer, ou fazer uma refeição leve? Maridão segue pro trabalho (longe pra cacete) ou fica por aqui? Dúvidas, dúvidas...

Isso pra mim é uma tremenda novidade, porque o parto da Alice aconteceu de uma vez: foram 18 horas de contrações, dilatação, hospital e pluft, lá veio ela. Eu não sabia que a coisa podia se arrastar por dias desse jeito, e essa indefinição dá uma gastura tremenda. Acho que vou ali subir e descer escadas pra ver se alguma coisa acontece...

***

:: Mais da série: Me casei com um piadista

Ando pela casa arrastando chinelinhos e com as mãos nas cadeiras: ai minhas costas, ai minha bunda, ai que dor na perna, ai essas pontadas nas partes!

E ele: ah vai, você tá reclamando DE BARRIGA CHEIA!

Ou

Eu toda megera, dedinho em riste no nariz dele, no meio de um ataque de agressividade gratuita (nós grávidas somos boas nisso).

Ele: Olha esse tonzinho, hein?, que VOCÊ É DOIS MAS NÃO É GRANDE!


Rará, dá pra não amar?

***

:: Sempre cabe mais um

Eu sou a segunda filha. E passei a vida inteira sendo nojentinha e usando isso a meu favor nas brigas com o meu irmão: eu sou a caçulinha, sou protegida, sou mais querida, não encosta em mim que eu chamo a minha mãe e ela vai me proteger, trá-lá-lá!

Agora, prestes a ter o segundo filho, fico me perguntando DAONDE que eu tirei essa idéia estapafúrdia de que os caçulas são os queridinhos. Porque só consigo pensar em como será possível que outro serzinho conquiste o mesmo amor estupidamente infinito que eu sinto pela minha filha - que por hora ainda é única, ou quase.

Horrível, né? Só faço essa confissão porque já li sobre esse mesmo sentimento em um bocado de blogs por aí e isso me deixou mais tranquila. Pelo jeito não sou só eu que sofro com essa dúvida: será que serei capaz de amar outra criaturinha como eu amo a Alice? Racionalmente, eu sei que sim, óbvio. Mas hoje é muito difícil conceber que eu consiga reviver esse sentimento com a mesma intensidade. Eu só vou ter noção da minha capacidade de dividir (ou melhor, multiplicar) o amor quando meu segundinho nascer (hoje? amanhã? depois?). E até lá, apenas PENSAR que é impossível já me faz sentir uma culpa enorme.

Pra completar, desde que engravidei de novo, eu me peguei pensando nisso e fiquei toda dodoizinha por ser a segunda. Pela primeira vez me caiu a ficha de que antes de eu existir meu irmão era o centro do universo dos meus pais. E de que o segundo filho já entra na família dividindo tudo e sem o luxo da atenção exclusiva que o primogênito teve.

Ao segundinho cabem álbuns de fotos mais magrinhos e brinquedos usados. Um colchão manchado de xixi alheio. Um quarto dividido com decoração improvisada, um carrinho cor de rosa e uma irmã mais velha que até aprender a amá-lo vai olhar torto, fazer comentários enciumados e talvez mordê-lo com força, como meu irmão fez comigo quando eu era pequetita. Que tristeza ser o segundinho, gente! E eu com delírios de ser a mais mimada, pobre de mim...

O que me salva - e vai salvar o meu segundinho também - é que no minuto em que ele nascer esse post vai perder completamente o sentido, e eu vou me achar uma maluca por ter sequer considerado que não seria capaz de amar o mesmo tanto. Afinal, por trás desses óculos bate um coração de mãe, e coração de mãe a gente já sabe, né?

segunda-feira, 12 de julho de 2010

:: La Pancetta


Gravidez número 1:

Fotos semanais e na mesma posição, pra acompanhar o crescimento da pança, durante toda a gravidez.
Fotos apontando uma pança ainda inexistente.
Fotos de viagem mostrando a pança.
Fotos da pança seguindo por email pra meio mundo.
Fotos da pança no nono mês, com uma produçãozinha mais caprichada, pra ser meu "ensaio de gravidez" (fotografadas pelo marido em casa mesmo).


Gravidez número 2:

Fotos da Alice na viagem; fotos de Alice em casa com uma fita engraçada na cabeça; fotos de Alice no parque, fotos de Alice na festa Junina; etc.
Fotos da mamãe barriguda em segundo plano e meio desfocada.
Uma foto da barriga aqui e outra ali, quando acontecia de a gente lembrar e ter uma câmera por perto.
A frase "precisamos fotografar a barriga antes que seja tarde!" dita umas 20 vezes.
Enfim, um "ensaio de gravidez" (no mesmo esquema caseiro do outro) feito com 36 semanas, ufa!

(e pra mostrar que Deus é um velhinho cheio de senso de humor: contrações e cólicas no dia seguinte das fotos, repouso master, remedinho pra relaxar o útero e consulta de emergência com o obstetra pra ver se o guri tá querendo chegar antes da hora - consulta esta que será hoje, daqui a pouco, então logo mais dou notícias...)

OK, ainda não foi dessa vez. As contrações não foram produtivas (quer dizer, não causaram afinamento de colo, dilatação nem nada que leve a um parto prematuro), então tá tudo certo. Vamos seguir com a medicação segura-criança, só pra garantir, até o embutido ficar pronto - o que inclui receber um nome, tá filhote?


Bom, ei-la, a pança:


Autoretrato à moda de Carolinda - amei a idéia!)

E como fiz essas fotos mais ou menos na mesma época das fotos da primeira gravidez, em 2007, resolvi aproveitar pra fazer uma comparação de barrigas. Coloquei a mesma roupa e fotografei na mesma posição. Olhando as barrigas eu vejo que a comparação nem teve tanta graça, mas é divertido notar três coisas: meu delírio de magreza gravídica nessa gravidez é realmente é uma ilusão, haja visto o tamanho do braço e ancas na segunda foto; meu vestido desbotou horrores em 3 anos; e aos 27 eu tinha coragem de fotografar de cara limpa, coisa que não me atrevi aos 30 e recorri a uma maquiagenzinha amiga que criou toda uma falsa pele de pêssego.


2007 x 2010


quinta-feira, 24 de junho de 2010

:: Sobre mistérios metabólicos e o velho golpe do "vou ali e já volto"...


Ainda sobre essa segunda gravidez, tem uma coisa ótima que não mudou: eu posso comer feito uma maluca que não engordo. Impressionante! Tô fazendo aquela linha grávida-gostosinha, sabe?, toda fininha e com um barrigão bacana - e digo "fininha" porque tem uma ilusão de ótica incrível que faz a gente parecer mais magra na gravidez: na comparação com pança-peitos-bunda, que crescem, parece que todo o resto murcha. Então minhas coxas e culotes, que sempre foram mais gordinhos, agora são magrinhos. Ainda não inchei nadica. E olha, eu tô comendo a ponto de escandalizar os colegas de mesa, sério mesmo. Se houvesse justiça divina, estaria com uns bons 10 quilos a mais do que estou. Mistérios metabólicos que me fazem feliz...

***

Escrevi essa parte de cima há alguns dias. Aí fui no médico essa semana. Na balança, o saldo do mês: +3,850kg. CÉUS!

Quer dizer, "como e não engordo" o cacete, né? Como e engordo pencas, isso sim. A questão é: PRA ONDE foram esses quilos??? Juro por deus que não sei, não vi e nego até a morte. Eu podia alegremente dizer que foram pro bebê, mas agora entra a parte chata: quem não engorda, mesmo, é ele. Já era pequetito, mas nesse último mês caiu do percentil 13 para o 6 e saiu totalmente da faixa de normalidade, o que indica que tem alguma coisa desandando na nutrição dele. O tal mistério metabólico que tanto me fazia feliz pelo jeito é anemia da mamma aqui (ainda faltam alguns resultados de exames, mas já conseguimos identificar uma carência de ferro). Pode ainda ser uma tal trombofilia*, que não sei direito o que é mas explicaria o baixo peso. A saber nos próximos dias...

(*todo mundo já sabe mas não custa repetir: FUJAM DO GOOGLE NUMA HORA DESSAS! Grata.)

A indicação imediata é: complemento de ferro, muito repouso e uma dieta bem generosa. Equilibrada, saudável e beeem calórica. Posso confessar? Eu fico dividida entre ficar tensa ou dar pulinhos (ops, olha o repouso, Mariana!) de quase-alegria, porque veja bem, não é sempre que um médico te dá carta branca pra ser 100% sedentária e comer muito, né não? Então meu lado Pollyanna Moça consegue não se deprimir com a situação e reconhecer que, bom, se é pro bem do bebê, vamos lá sentar essa bundinha no sofá com um monte de dvds e potes de sucrilhos com banana e iogurte (a-m-o!) e só levantar em agosto. Né?

Hora de aproveitar pra dar uma descansadinha do blog também. A mente burraldinha de grávida já não está me ajudando muito a escrever e as insônias blogueiras têm me deixado mais cansada, de modo que vou tentar incluir nesse repouso uma desligada geral de assuntos internéticos - que amo mas que sei que consomem um bocado de tempo e energia. Então, se eu conseguir resistir, não devo estar muito participativa nos próximos dias. Vou fazer a Carol (a Carol na teoria, porque na prática ela não se aguenta que eu sei!): sigo lendo, mas sem escrever nem comentar porque digitar dá um trabalho...

Então é isso. Vou ali e já volto!

See you, girls!

quarta-feira, 23 de junho de 2010

:: Minha segunda vez


Não sei se amnésia gestacional bateu forte ou se está tudo diferente mesmo. O fato é que essa segunda gravidez tem sido bem pouco familiar, pra minha surpresa. Engravidei dessa vez achando que quem pariu um pariu todos, mas não: cada pança é uma pança, eis uma nova lição que a vida me ensinou.

Enjoei bem mais dessa vez. Era uma náusea eterna, gorda, pegajosa e que não dava trégua. Se na primeira gravidez o enjôo vinha em ondas, na segunda foi um tsunami constante que durou exatos 3 meses e foi-se como se nunca houvesse existido. Junto com a náusea veio um faro de cão de caça, e cheiros que antes eu gostava ficaram intoleráveis. Enjoava com perfumes, pasta de dente, comida no fogão. Farejava coisas que estavam em outro cômodo da casa. E, sobretudo, queria morrer com o cheiro dos cremes para gestantes - que idéia infeliz foi essa de botar perfume em cremes pra grávida, meu jesus??? Eu não conseguia nem abrir a tampa. Foi uma fase horrível, ainda bem que não durou muito - sei de moças que ficaram a gravidez inteira nessa gastura, imagina só que terror.

A pancinha apareceu antes. As contrações de Braxton-Hicks também, e bem mais fortes. E o embutido se mexe de um jeito totalmente diferente: tremiliques que fazem a barriga chacoalhar feito uma montanha de gelatina. Alice dava chutinhos e passava o pé, mas não se sacudia tanto. Veio calminha, calminha. Já essa gravidez tá uma loucura, parece que engoli uma ninhada inteira de doninhas hiperativas. O garotão promete...

Sabe aquele clichezão de propaganda de carro, "compacto por fora, gigante por dentro"? Aposto que foi criado por uma mulher, e grávida, e de 7 meses. A barriga me parece bem maior do que é de fato. Por fora ninguém diz, não é uma barriga grande pra 33 semanas. Mas "por dentro" - se é que vocês me entendem - ela parece descomunal. Sinto esticada, pesada, tombando, quase no limite (e ainda falta crescer tanto, god!). Parece que, se eu respirar fundo, a pança vai rasgar. Não lembro desse incômodo, tenho a impressão que a primeira vez foi mais confortável, abdominalmente falando.

E por fim, dessa vez eu fiquei cegueta. Sou míope e nunca enxerguei bem de longe, mas agora não consigo focar direito de perto. Achei que estava chegando a temida hora da "vista cansada" e dos fatídicos óculozinhos de farmácia, mas não, parece que esse pode ser um efeito da gravidez (Paloma que me jogou essa luz, ufa!).

Enfim, caiu aquela certeza de que a segunda gestação seria mais tranquila. Estou achando bem mais chatinha, na verdade. Mas pra provar que grávida não bate bem da cabeça, eu ainda toparia passar metade da minha vida embuchada. Mesmo ruim, é bom. E já estou com saudade de estar grávida (mesmo ainda estando), porque essa deve ser a última vez. Então bateu aquela nostalgia: tenho mais 1 mês e meio de gravidez, e fim. Nunca mais hei de ficar grávida. Isso é triste à beça, pô! Dois filhos me parece bom, mas duas gestações é muitíssimo pouco, sou um bocado apegada à esse estado tão interessante...

(Dúvida repentina: Barriga de aluguel é carreira? Respeitável? Com carteira assinada, FGTS e o escambau? Se sim, amigas, acabei de descobrir minha vocação nessa vida!)


- Filha, vem aqui tirar uma foto com a barriga!
- Com a barriga? TÓ!!!



quarta-feira, 2 de junho de 2010

:: O nome da filha (que não mais terei)


Já estou com 30 semanas e a dificuldade em nomear o embutido continua. Porque eu, pessoa outrora tão caretinha e pouco ousada, ando tendo delírios de exotismo nominal. Quanto pior, melhor. Não sei onde isso vai parar, mas corro o sério risco de parir um filho que me odeie desde o primeiro minuto de vida por causa de um nome embaraçoso que nesse momento grávida-e-louca me pareça lindjo. Sorte que o pai, esse ser sensato, participa da decisão.

Mulheres, sigam o conselho da Ju e escolham os nomes dos seus futuros rebentos ANTES de engravidar. Porque mulher grávida, sério, n-ã-o d-á. Mulher grávida passa 40 semanas sob efeito de drogas hormonísticas enlouquecedoras. Escolher um nome estando grávida é o equivalente maternal do casar bêbado em Las Vegas: na hora parece uma ótima idéia, mas todo mundo sabe que vai dar merda cedo ou tarde.

Então agora eu cogito nomes que nunca na vida tinha sequer considerado. Meu grande erro foi ter certeza absoluta (sabe-se lá por que) que eu só teria mulheres. Então tenho, desde sempre, uma cacetada de nomes lindos de meninas, e ZERO de meninos. E como pretendo fechar a fabriquinha com dois filhos, hei de jogar ao vento todos os nomes de menina que cultivei com tanto carinho.

Pra não perdê-los de vez no limbo dos nomes vou dividir minha listinha com vocês - até porque o post com nomes de meninos foi recorde absoluto de comentários deste blog, o que prova que se tem uma coisa que a gente ama é pensar em nome de filho, nosso ou alheio!

Com vocês, minhas ex-futuras-filhas:


LARA e CECÍLIA eram os tops da lista. Se o embutido fosse embutida muito provavelmente carregaria um desses dois. Lara é lindo e ponto, sem grandes explicações. Cecília é lindo, tem as mesmas letras de Alice e vem com uma música lindíssima do Chico Buarque de brinde - música esta que exalta o nome e diz que Cecília não é um nome pra ser dito, e sim sussurado. E ainda termina assim: "te olho, te guardo, te sigo, te vejo dormir" - tem coisa mais linda pra se cantar pra um filho? Então eu estava entre esse dois, mas pendendo um pouco pra Cecília, até porque Lara andava disputado na família. (E ela, a Lara, vem vindo! Teremos uma priminha Lara no fim do ano! Parabéns Tatá, minha pançudinha querida, que além de tudo tem muito bom gosto pra nomes, haha!)

Ainda da séries "nomes inspirados por músicas", amo BEATRIZ e LUIZA. Luiza caiu por já existir na família, mas Beatriz ainda era forte concorrente. Ponto a se pensar: Beatriz me lembra uma princesa na torre, toda perfeitinha, pura e cândida, e não consigo imaginar filha minha sendo assim. Filha minha debocha, fala besteira e futuca o nariz (taí Alice que não me deixa mentir...). Não sei se Beatriz combinaria. Mas que é um nome lindo, é. Estaria na lista com certeza.

Na primeira gravidez eu tinha encasquetado com ELENA - assim mesmo, sem H. Esse era um ponto de discórdia com o pai, que é grande apreciador de nomes gregos. Pra que pegar um nome lindo, grego e clássico, e fazer essa releitura, me explica? - e eu nunca soube explicar. Mas TINHA QUE ser sem H - pirações de grávida, tão vendo?

Eu também tinha uma lista de nomes mais exóticos, mas nunca soube se teria coragem de usá-los. Um deles é VERENA. Acho lindo, classudo e original. Eu realmente teria uma filha com esse nome, mas para a minha surpresa as pessoas torciam o nariz - dos mistérios que nunca entenderei.

O outro é CLIO, que gosto desde jovenzinha, quando aprendi que Clio era a musa grega da história e criatividade, e segundo a wikipédia, é a inventora da guitarra (quão cool é isso, hein?). Conheci certa vez uma menininha chamada Clio que, do alto dos seus 5 anos, era uma musa absoluta, e me apaixonei mais ainda pelo nome. Mas aí Clio virou nome de carro, e fim da história. Melhor assim, era polêmico demais, e provavelmente ela me odiaria por um bocado de anos até entender a lindeza do nome.

Ainda entre os polêmicos, recentemente descobri um nome que amei e ganhou potencial pra brigar pau a pau com Cecília: CALU. Tem uma Calu na escola da Alice, não sei se é nome ou apelido, mas gamei. Daria esse nome fácil. E, vejam vocês, também é uma música, Kalu, do Humberto Teixeira, que eu conheço justamente na voz do Chico: "Kalu, Kalu, tira o verde desses óio de riba d'eu...". Fofo, né? Enfim, não sei se é efeito da gravidez, mas ando louca por esse nome. A filha não vai rolar, mas vou arranjar uma Calu, nem que seja uma peixa, uma iguana ou uma jabuti. Pre-ci-so de uma Calu pra chamar de minha.

Outros nomes que eu adoro: Letícia, Catarina, Dora, Isabel, Irene (outro musical! Não sei se eu banco, mas acho fofo toda vida), Laura. E devo ter esquecido outros tantos que já apareceram na minha lista.

Enfim, se eu fosse uma Nadya Suleman da vida e tivesse óctuplas, provavelmente elas se chamariam: Cecília, Beatriz, Elena, Verena, Calu, Letícia, Dora e Catarina. E ainda sobraram nomes, viram?


Agora, UM mísero nome de menino, nada. Acho vários nomes lindos, mas de alguma maneira não me vejo mãe de nenhum deles. Estranho, não?

Será que estou em algum tipo de negação? Será que ainda não assimilei que terei um menino? Será que intuição de mãe tem poder e no fundo ELE é ELA, contrariando todos os ultras que fiz até agora? Dúvidas, dúvidas.

Por hora, continuo esperando uma revelação divina.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

:: O embutido tem companhia.


E não é um irmão gêmeo, nem um alien, nem uma lombriga desalojada.

Fui fazer uma USG pra checar as medidas do meninão e saí com as medidas do meu mais novo inquilino, um mioma no útero. 

Quando ouvi a palavra "mioma", olhei de cara pra minha mãe, que estava comigo no exame e é a criatura mais ansiosa e preocupada com questões de saúde que eu conheço. Eu esperava dela olhos arregalados, queda de pressão ou lágrimas, mas ela apenas deu de ombros e disse, é bem filha da sua mãe mesmo, sou a rainha dos miomas.

Ok, essa reação foi um tanto inesperada. Mas se A MINHA MÃE, justo ela, fez pouco caso, é porque eu realmente não preciso ganhar meia ruga por causa disso. Então ela continuou neutra, o médico não demonstrou a menor preocupação e eu fiquei lá deitadona na mesa de exame, toda blasé: já vi o mioma, que gracinha, agora me mostra os pezinhos?

(E a propósito, os pezinhos são respeitáveis, de modo que temos um machinho com um mioma-bolinha ao alcance de seus pés. Alguém aí pensou em embaixadinhas? Pois é...)

Na consulta com o obstetra, falamos mais sobre o mioma e suas implicações. Ele é pequeno e está localizado na parte de cima do útero, então não tem o perigo de atrapalhar o parto. O que ele pode causar, por ser tecido muscular, são contrações antes da hora. Nada que um relaxante muscular não resolva - devo ter um sempre à mão para o caso de começar a ter contrações mais fortes. Os exames não preocupam: estou com o colo bem grosso e fechado, sem nenhum sinal de que eu possa estar me encaminhando pra um parto prematuro. Mas é preciso acompanhar com frequência, ainda estou com 24 semanas e a tendência é o mioma crescer junto com o útero, amplificando seus possíveis efeitos.

Bom, então por hora tá tudo bem, realmente não estou muito preocupada com essa questão. O chato é que, por causa disso, eu estou especialmente consciente das contrações que ando tendo. Que são as boas e velhas Braxton-Hicks, mas sentidas bem antes - lembro delas a partir de uns 7 meses, e não desde os 4. Meu médico disse que é normal, na segunda gestação a gente tende a sentir antes mesmo. Minha maior preocupação é não saber diferenciá-las de contrações "de verdade", não saber até que ponto a coisa segue normal ou quando é hora de tomar o remédio.

Ele me orientou, claro, mas não resisto e jogo pra vocês: e aí, barrigudas de segunda viagem? Vocês já estão sentindo as Braxton-Hicks? O útero endurece e vira uma bolota saliente pra vocês também? Desde quando, e com que frequência? 

E alguém tem/teve mioma durante a gravidez? Como foi? 

Momento "fala que eu te escuto!", valendo, já!

terça-feira, 13 de abril de 2010

:: O nome do filho


Ok, o papo tá bom mas vocês querem é notícias do menino, certo? Ele tá ótimo, se mexendo horrores. Alice beija o emãozinho o dia inteiro, enquanto ele está aqui dentro ela o ama loucamente. Estamos com 23 semanas, a barriga tá bonitinha e os peitões estão divinos (os meus, não os dele. E "peitão" é modo de dizer, of course.)

Mas o embutido, coitado, ainda não tem nome. Coisa difícil que é escolher nome de homem, gente! Eu podia ter 15 filhas que teria nomes deslumbrantes pras 15, mas um único nome de menino virou uma novela aqui em casa.

Eu sou partidária de nomes diferentinhos, o que me limita muito. Gosto da idéia de um nome que seja único, de modo que meu filho não vá ter 6 xarás na turma da escola, como aconteceu comigo. Lembro que eram tantas Marianas na minha série que nenhuma era Mariana, no fim das contas. Todas eram chamadas por apelidos ou sobrenome. Sou BZ desde os 8 anos de idade, e BZ virou Béza, Zezé, Zé. Então de que adianta você escolher o nome com carinho e chamar a sua princesinha de Mariana se ela vai terminar a vida escolar sendo chamada de ZÉ, me explica?

Carlos, por outro lado, gosta dos clássicos. Diz que nome de homem é outra coisa e é melhor evitar grandes invencionices. Meninos são piadistas e tosquinhos (com todo respeito), e um menino ter um nome alternativo é bem diferente de uma menina ter um nome alternativo. Menina pode, ele diz, mas menino não perdoa, você não imagina como é ser menino, ter 10 anos e um nome que permite chacotas. Então não pode ter rima, não pode ter mais de um significado, não pode fazer cacofonia, não pode, não pode, não pode.

Agora vejam a minha lista e me digam se vai prestar...

Meus 3 favoritos são variações do mesmo tema.

Eu adoro BEN. Acho bonito, simples, do bem (haha!) e me lembra o Jorge Ben, o que é válido.
Mas Ben é apelido! Ben não é um nome brasileiro! Vão dizer que o nome é BEM estranho, etc.

Ok, então malandramente sugiro BENTO ou BENJAMIN.

Bento é esse papa horroroso, não dá, ele queimou o nome! E o primo vai ser Chico, imagina que ridículo, Chico e Bento?

Benjamin? Benjamin é aquilo que vai na tomada! Gisele Bündchen acabou de bombar o nome Benjamin pelos próximos 5 anos, se você quer ser original esquece (oh god! eu tinha falado em Benjamin uma semana antes dela anunciar o nome, fiquei péssima! Haha)

Tá, esqueçamos Ben e cia.

Gosto também de MARTIN, MATIAS, THALES, THEO. O Carlos gosta dos dois últimos, gregos (ah, esse povo do teatro, não pode com um grego...). Mas Theo também anda meio comum e será o nome de futuros bebês bem próximos, então até segunda ordem deixamos pra lá. Thales divide opiniões na família, e tem um problema: como se pronuncia em outras línguas? Porque a gente queria um nome mais ou menos universal, pro nosso filho ser um "cidadão do mundo" sem passar constrangimentos. Não é o critério mais importante, mas a gente pensa um pouco nisso - porque afinal de contas, pra que facilitar a vida se a gente pode complicar, não é mesmo? (E, só pra dar um exemplo rápido: muitas vezes o Carlos me chamava de "Bezê" em Paris e o povo olhava com cara de susto. Depois descobrimos que "baiser", com a mesmíssima pronúncia, pode ser o "fuck" dos franceses. Era como se o Carlos olhasse pra mim e dissesse "trepar!" ali, em pleno Champs-Elysées. Sacaram de onde vem a preocupação?)

Ok, então vamos partir pra algo mais clássico e universal.

LUCAS. Desde sempre digo que meu filho vai ser Lucas. Amo. Mas o nome anda meio batido, o que me incomoda um pouco. Eu fico de olho na escola da Alice e vejo que tem um bocado de Lucas por lá. Hum. Sei não.

DANIEL. É o favorito do Carlos. Na verdade não é só o favorito, é o ÚNICO que ele sugeriu até hoje, o que acho uma grande sacanagem, tô me desdobrando em sugestões aqui, pô! Eu gosto muito, mas Daniel na minha época era quase que nem Mariana, tinha um em cada esquina. Acho que hoje em dia nem é tão comum, mas sei lá, essa impressão em mim ainda é forte.

Por fim, temos vários nomes legais que a família já usou e não dá pra repetir. Temos um monte de primos e sobrinhos com nomes lindos que eu adoraria roubar, mas não rola.

Sinuca, viu?

Olha, se eu não tivesse comido a bola com o visitante 200.000 que apareceu ontem (alô, Line!), tinha lançado uma promoção, "seja o 200.000 e escolha o nome do nenê embutido!". Hã, hã? Se a gente chegar até os 250.000 antes de agosto e ainda sem nome, de repente rola. Vão pensando aí!


(Ah, e 200 mil, hein? Tá certo que umas 100 mil visitas foram minhas mesmo, mas pô, fiquei felizona! Muitíssimo obrigada a todos que frequentam o pequenoguia!)

(Hoje é aniversário da minha querida Gugui, que por alguma razão desconhecida sempre aparece como "romer" quando comentar por aqui, mistérios da tecnologia. Guguita, parabéns públicos pra você, minha flor! E pra Rossana, a voz mais sexy do Brasil, que fez aniversário domingo e tem um embutido na barriga também! Fim do momento "declarações pras minhas amigas de infância", pela atenção obrigada.)

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

:: E a barriga?


Vem antes mesmo, é verdade verdadeira o que se diz por aí.

Minha barriga, por exemplo, começou a crescer uns bons meses antes de eu engravidar. Negócio é poderoso, gente!

Diz que na segunda gestação a pança faz POP! bem rápido porque os músculos já se afastaram e espicharam uma vez, e quem espicha uma vez espicha duas, três ou quatro sem a menor resistência ou cerimônia. É um pouco triste se colocado dessa maneira, mas pelo menos dá o gostinho inédito da gente entrar em fila preferencial aos 3 meses sem tomar guardachuvada de idosas furiosas e descrentes do nosso dom reprodutivo.

Pancinha pride, aê!!! \o/ \o/ \o/

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

:: Tudo novo de novo


Sabe o que eu devia fazer? Eu devia pegar toda a minha falastranice, as certezas, as afirmações absolutas, o "conhecimento de causa" e a cagação de regra da primeira gravidez, amassar bem amassadinho e jogar na primeira lata de lixo não-reciclável que me aparecer pelo caminho.

Mudou tudo, jesuis amado.

Até agora eu: enjoei mais, vomitei menos, embaranguei mais, comi menos, reclamei mais e escrevi menos.

Mas vamos por partes.


1 - A gravidez enquanto tratamento de beleza.

Tudo mentira. Na primeira vez, é verdade, eu virei uma
diva reluzente. Lembro de pensar que era chocante como a gravidez fazia bem pra pele da gente. Oh!, que viço, que brilho radiante, que belo tom rosado colorindo a fronte! Pois a pele aveludada de outrora tornou-se lar de espinhas, muitas espinhas. Tenho 14 anos de novo, com a diferença que a bunda tá piorzinha.


2 - A gravidez enquanto "nossa, como sou especial!"

Ponha-se no seu lugar, mulher, especial é a sua filha de 2 anos! Na segunda gravidez você é um filme que já foi assistido, comentado e celebrado, mas agora virou reprise na sessão da tarde. Contente-se com um ibope de acordo.


3 - A gravidez enquanto palco de nojices, bizarrices corporais e problemas gastrointestinais.

Ok, essa parte até que não muda tanto. Sigo meio burra, com enjôos, gases, prisão de ventre e mamilos se comportando de forma estranha, com cores e texturas que definitivamente não deveriam estar ali. Mas as intensidades são outras e isso é surpreendente pra uma grávida que jurava que já tinha passado por t-u-d-o nessa vida em matéria de, hum, gravidez, considerando a sua única experiência prévia no assunto.


4 - A gravidez enquanto tempo para a grávida mimar-se a si própria, e banhar-se em águas tórridas de relaxamento e cuidados e prazer, e NÃO CARREGAR PESO!

HAHAHAHAHAHAHAHAHA!!! Faltou explicar essa parte pro filho pré-existente, alguém, alguém???



5 - A gravidez enquanto monotema

(essa me ocorreu pós postagem, depois de ler o comentário da Fê)

A primeira gravidez é o umbigo do universo. Nem é que você queira ficar comentando, mas a humanidade inteira quer saber como você está se sentindo, qual o sexo do bebê e quanto o marceneiro cobrou pela cômoda. A galáxia faz questão de assistir a todos os vídeos dos ultrassons. O Cosmo se desespera para saber o nome da criança vindoura. Então tá, vai. E você fala, fala, fala.

Aí vem a segunda gravidez e você continua falando, falando, falando, só que ainda é do primeiro filho - porque se a proposta é o monotema a gente segue monotemando fielmente até onde dá!

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