quinta-feira, 8 de abril de 2010

:: Divagando sobre parto


Quando eu era criança não queria ter filhos. Ou melhor: não queria PARIR filhos. Eu tinha um cagaço inenarrável de parto. Olhava uma mulher, olhava um bebê, e simplesmente não dava. Não era possível que um bebê pudesse sair de qualquer orifício da anatomia feminina. Então eu pensava assim: “quando eu ficar adulta com certeza já vão ter desenvolvido um jeito de a gente botar ovos ou algo do tipo, porque assim como eu deve ter um monte de mulheres que não querem passar por um parto nem a pau! Se até lá ninguem tiver dado um jeito nisso, eu não vou parir e prontocabou-se.” Simples assim.

Um cadinho de anos depois eu soube que tinha uma anestesia que tornava o parto coisa tranquila. Era uma baita de uma agulhada no meio das costas da gente, mas até lá, eu pensava, já vão ter desenvolvido uma anestesia oral sabor tutti-frutti, e se não tiverem eu não vou tomar injeção nas costas, e nem vou parir, e prontocabou-se. (Ah, a juventude, faz tudo parecer tão simples...)

Bom, aí eu cresci, e ninguém inventou de a gente botar ovo (graças a deus!), e nem uma anestesia oral. Popularizou-se, e muito, um tal corte na barriga pra tirar o nenê, mas isso sempre me soou como uma alternativa horrenda - melhor escangalhar as partes como a natureza quis ou meter faca na barriga? Fico de longe com a primeira opção, faca na barriga é coisa de cangaceiro. Uma vez crescida, conheci um cara absurdamente legal e soube que ele ia ser o pai dos meus filhos, filhos estes que eu nunca quis ter, ói que coisa. E a gente falou sobre o assunto, e eu, pasmem!, quis engravidar, apesar do medo. Porque medo era algo muito pequeno pra influenciar uma decisão dessas. Então eu engravidei, fui uma grávida toda serelepe e me preparei aos pouquinhos pra fatídica hora de encarar um parto. 

Grávida é aquela coisa: a gente lê descontroladamente, e conversa, e pesquisa. E começa a definir o parto dos sonhos.

O meu era assim: normal, hospitalar, numa sala de parto humanizado, com musiquinha, luz baixa, e cama inclinada que deixava a gente mais na vertical. Natural pero no mucho, sabe? Porque eu não abri mão da anestesia, nem a pau! E não entendia como alguém podia OPTAR por não tomar. Porque era assim: você, mulher, está em trabalho de parto e seu filho vai nascer. Pode doer ou não, você escolhe. OI??? Por que CAZZO alguem escolheria o caminho da dor, me explica? Pra mim era uma escolha absolutamente sem sentido. 

Bom, aí eu eu tive quase o meu parto dos sonhos (quase por causa da episiotomia, que eu queria ter evitado). Mas aconteceu o impossível: eu comecei a entender a opção das sem-anestesia. E invejar a experiência de um parto 100% natural.

Pra mim a diferença é a forma de vivenciar o parto. Porque a anestesia dá uma desconectada na gente. Mesmo conseguindo fazer força e sentindo um pouco as contrações, eu perdi a noção do que estava acontecendo lá embaixo. Quando Alice saiu eu não me dei conta, por exemplo. Só percebi quando olhei pra baixo e vi uma uva-passa gigante onde antes era a minha barrigona grávida. E eu perdi as pernas completamente, não conseguia mexê-las nem parar em pé. Minha impressão foi que a experiência do parto perdeu um pouco da intensidade. Li um monte de relatos em que as mães contam que existe uma espécie de transe durante o trabalho de parto, e isso pra mim é um mistério. Eu estava o tempo todo tranquilona, falante, fazendo piada, mas não fiquei completamente absorvida pelo parto. Não me conectei totalmente com o momento, meu corpo, o nascimento, o instinto de bicho que a gente tem escondido em algum lugar dentro da gente. E quando leio um relato de parto natural, me dá um baita orgulho. Eita mulherada porreta!

Pra mim ainda teria um outro lado, o da superação. Essa sensação boa que dá quando a gente tem um medo paralisante mas vai lá e enfrenta. Acho que se eu conseguir um parto sem anestesia vou virar uma satisfação ambulante, com um sorrisão eterno e aquela cara de missão cumprida por essa vida e mais umas três. Pensando assim, me dá vontade de tentar encarar o próximo parto ao natural, na raça, confiando na fêmea selvagem que existe em mim. Mas aí vem o diabinho na minha orelha e pergunta: Mariana, minha querida, quer enganar quem? Porque o fato é que eu sou medrosa. E, cara, tenho tantas outras virtudes mais relevantes, e tantos outros defeitos bem piores, que me deixa ser medrosa, pô! Sei lá se faz sentido eu me cobrar mais isso agora - porque a gente já se cobra tanto nessa vida, né? Então eu me concedo o direito de ser medrosa e fico pensando se realmente preciso (ou quero), como terapia de choque de autoafirmação, encarar um parto natural. De verdade, isso vai fazer de mim uma mãe melhor, uma pessoa melhor, uma mulher mais completa? Meu filho vai ter uma vida mais feliz porque eu não tomei anestesia quando ele nasceu? Provavelmente não. O parto me deixaria orgulhosa, sem dúvida, mas eu já me orgulho de um monte de coisas em mim, então talvez essa eu passe. Talvez. Quem sabe?


***


Hoje, o meu parto dos sonhos seria assim: normal, hospitalar, sem ocitocina, sem episiotomia, anestesia a decidir na hora, a posição que eu escolher, meu filho vindo pro meu colo imediatamente e o cordão sendo cortado só depois de parar de pulsar. 

Falar é fácil, mas na prática eu sei que esse "anestesia a decidir na hora" significa que eu vou pedir, ÓBVIO que vou. Porque é preciso preparo para um parto sem anestesia, e uma tolerância à dor que eu não tenho, e uma provável troca de equipe para uma mais "natureba" que saiba conduzir o parto e tranquilizar a parturiente histérica que eu hei de ser. Acontece que não tô nem um pouco a fim de trocar de equipe, adoro meu obstetra e confio nele horrores. A questão é: sem o apoio de gente especializada em parto natural, eu vou dar conta de encarar? Sei lá, acho que não. Provavelmente vou pedir anestesia, com a anestesia não vou conseguir ficar de pé, e aí não vai rolar a posição que eu escolher, e talvez até as contrações diminuam e eu tome ocitocina, e aí as contrações vão doer mais, e dá-lhe mais anestesia... pronto, lá se vai o meu parto dos sonhos, estão vendo? Tchau, parto dos sonhos!

De alguma estranha maneira, eu não ligo. Porque no fundo - e eu fui me dando conta disso agora, à medida que pensava e escrevia o post - o parto dos sonhos nem é tanto dos MEUS sonhos. Sabe? Eu realmente me comovo com partos naturais e admiro quem faça, mas acho que não é pra mim. Não faz parte do meu repertório, dos meus valores, do modo como eu vivo. Eu não sou natureba. Eu não lido bem com dor. Eu não sou corajosa. E eu me adoro mesmo assim (rá!), e não me cobro algo que acho que seria muito custoso - apesar de compensador, sem dúvida. 

Mais compensador pra mim é a chegada de um filho e o que vem depois. Não me apego tanto ao "parto dos sonhos", e sim a criar o "filho dos sonhos", ser a "mãe dos sonhos",  construir a "família dos sonhos". Pra mim, esses são os investimentos que valem a pena. E, como todos os sonhos, esses já vão me trazer preocupação, frustração e culpa o suficiente, de modo que se eu puder me aliviar de mais uma expectativa, melhor. Um pequeno ato de autoindulgência. Eu mereço. E acho que toda mãe merece.


***


Uma coisa que me tranquiliza quanto a qualquer decisão que eu tome é que eu não tenho o parto como CAUSA (aliás, sou um pouco desconfiada com "causas" em geral, porque daí pra cegueira seletiva é um pulinho. Levar uma causa a sério demais pode fazer a gente parar de ouvir o outro lado e descartar tudo o que não confirme a nossa posição. Impressão minha ou é exatamente o que está acontecendo nessa polêmica toda das vacinas, hein?). 

Deixa eu explicar melhor: acho a "causa do parto normal" importantíssima num país que tem uma das maiores taxas de cesárea do mundo. É ótimo que se discuta as diferenças dos partos, que haja informação e estímulo ao parto normal. Então os grupos envolvidos nessa "causa" fazem um trabalho importantíssimo e que ajuda muitas mulheres. Até aí, incrível. Pra mim a coisa desanda se a mulher começar a achar que TEM QUE ter um parto assim ou assado. Em vez de usar a informação de forma libertadora, ela vira escrava de tudo o que aprendeu. Se o parto não for normal (ou natural, domiciliar, na água, etc.) ela acha que fracassou. E isso é cruel demais. Então esse é o meu limite de envolvimento com a "causa" (essa e qualquer outra): eu fico com o pé atrás quando percebo que ela me escraviza mais do que liberta.

Em outras palavras: sou da turma do parto normal, e vou lutar por ele até o ponto que me parecer razoável. Mas não vou me corroer de culpa e frustração se eventualmente precisar de cesárea ou alguma intervenção que preferia evitar. Porque o parto não é um fim, é um meio (ou ainda, com o perdão do trocadilho: é um começo). Não precisa carregar uma carga pesadíssima de expectativas e cobranças. E afinal, faz alguma diferença significativa na vida do seu filho a forma como ela veio ao mundo? Ali, no comecinho, nos primeiros dias, existem sim dados indicando que há formas mais seguras e saudáveis de parir, mas na qualidade de vida geral de um ser humano, a longo prazo, o parto é realmente determinante? Nunca vi dados concretos sobre isso, então eu diria que não (me corrijam se eu estiver desinformada, please!). E se a felicidade do meu filho não está condicionada ao parto, por que a minha estaria? Não, esse peso eu passo. Eu quero é ver meu filho nascer saudável, o resto é resto. Vê lá se eu vou ficar frustrada por cada coisa que não saiu como planejada, gente? Tá doido! 

E outra: eu não me julgo competente pra questionar as opiniões de um médico que estudou anos pra fazer o que faz. Um médico de confiança, atenção. Escolhido com cuidado, e com quem me identifico. Pesquisei, conversamos bastante, fechei com ele? Então se ele fala eu acredito, e se não fosse assim estaria louca a essa altura.

Então, na hora do parto, o que ele disser eu acato. E o que EU quiser, o que sentir ali na hora, eu também acato. Não quero ficar me agarrando desesperadamente ao que considero o parto ideal, não quero ser escrava dele. Arreguei na hora H e pedi anestesia? Ok. Tive um parto cheio de intervenções? Ok. Precisei de cesárea? Ok também, fazer o quê? Agora, meu filho correu riscos, ou teve qualquer tipo de sofrimento desnecessário porque eu fiquei batendo cabeça e dizendo eu quero assim, eu quero assim, eu quero assim!? Não, aí não tá ok. Aí o foco passou da criança pra mãe, e o tão sonhado "parto ideal" perdeu o sentido.

Meu humilde conselho? Se informem, barrigudas. Leiam, pesquisem, conversem com mães e médicos, e criem sim o parto dos sonhos de vocês. Façam junto com o médico um plano de parto, deixem muito clara a sua vontade. E, feito isso, relaxem. Não se pode controlar tudo e, no fim das contas, parto bem sucedido é aquele em que filho e mãe estão bem no final. Ponto. Buscar nele a afirmação da nossa qualidade de mãe é autorreferente demais, justo no momento em que a gente mais deveria se doar. Vamos nos preocupar mais com o exercício da maternidade e menos com o parto. Até porque o que realmente define a mãe que vamos ser é o que começa logo depois dele. 

63 comentários:

  1. Mari, maravilhoso seu post. Penso igualim. Digo que a pior coisa da gravidez(e logo atrás vem a gastrite) é esse stress de estar sempre se defendendo dos açougueiros, sempre tendo de mudar de medico, contratar aquela doula ou fazer aquela ioga pra rolar o parto natureba. E o pior de tudo é passar o pós-parto achando que seu parto podia ter sido melhor (quando na verdade não podia).
    Eu li um relato de parto maravilhoso, domiciliar e tals, a criança quase nasceu no carro de tão rápido que foi. E a mãe ainda disse que não foi como nos sonhos, porque teve de ir esbaforida pra casa, cruzar as pernas pro neném não nascer na escada... enfim, nunca tá bom o suficiente.
    Falei demais, mas pra continuar a verborragia, vai a única dica útil deste comentário:
    Veja com o seu médico a opção de um anestesista especializado em parto, que te dê o grogue na medida certa pra você não perder a sensibilidade e não desandar a maionese. Anestesista de plantão é anestesista cirúrgico, totalmente diferente. E no parto normal a anestesia tem de ser muito precisa pra não atrapalhar o TP.
    Eu se fosse você ia por esse caminho, em vez de lutar por um parto que não é o seu (eu detesto anestesia, viu? pra mim. Mas pra outras pessoas, é tudibom).

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  2. Mari, se te contentar um pouco o meu parto do Tomas foi MARAVILHOSO em compracao com o Andre. Ambos normal (aqui nos EUA cesarea soh em ULTIMO caso e as gravidas vao pra sala de operacao chorando) e anestesia, maaaaas com o Andre depois de 19 horas em trabalho de parto, 2 empurrando, eu senti a mesma coisa que vc, nao me senti conectada e no fundo eu soh queria que acabasse logo, estava podre, ansiosa, etc, etc. Saca o papo de que com o primiero filho tem que nascer a mae tambem? Exato.
    Parto do Tomas foi super rapido (bolsa estourou), daqueles que eu pisquei e a medica disse que tava na hora de empurar (mesmo que a ocitocina foi um total de 4 horas), e eu ri da cara dela, depois senti aquela pressao, ouvi um "puuuuuush!" (dessa vez eu sabia como empurrar! porque eh incrivel como a memoria do nosso corpo lembra!!!) e ele nasceu, tipo assim, um empurrao. Nada de pontos. Nada.
    O que quero dizer eh o seguinte: talvez, o parto do #2 seja muuuuito parecido com o dos seus sonhos, jah que agora a mae jah tah aih e anestesia ou nao anestesia voce vai estar muito mais presente. I promise.
    Beijos.

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  3. Mari,
    Amei seu post! Penso exatamente como vc!!
    Eu tenho meu parto dos sonhos! Gostaria mto de um parto natural, na água.. etc, etc.. massssss Aqui em Curitiba ainda não tem hospitais preparados para isso.. e eu, na minha pessoinha, não faria um parto em casa por medo (olha ele aí) de complicações!! Portanto, vou fazer o mais perto disso que conseguir.. Vou para a maternidade, tentar o normal e pensar na anestesia na hora, como vc!!! rsrsrs
    Ainda não to grávida, mas estou no caminho!!
    Beijos

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  4. Mari,
    Sou, como sabe, defensora do parto humanizado e acho legal seu posicionamento, mas temos tantos paradigmas e nuances e tantos etcéteras aí nessa história que meu comentário ia virar um post...hahaha
    Acho que essa é sua opinião e é válida pq está na sua realidade.
    Só discordo, fraternalmente, de uma coisa: médicos podem ser parceiros das decisões e não "mandantes" e o nascimento é uma baita parte importante da vida de um pequeno ser. Pensa só: a anestesia chega sim nele, e o "esforço" do bebê, a maturidade fisiológica diferem e muito num parto normal e numa cesárea por exemplo. O ambiente que recebe esse pequeno ser aqui fora da barriga tb interefere no início de sua vidinha: luz forte na cara, picadas desncessárias no corpinho, afastamento da mãe, aspirações e etc. Será mesmo que isso não faz diferença.
    O parto nunca dirá se é melhor mãe. Isso é bobagem. O contexto todo da coisa deve ser observado e considerado.
    Acho que toda e qualquer causa, veja bem: causa, não seita...hahaha, tem o potencial de transformar e de romper paradigmas e foi assim com as grandes transformações de nossa história.
    Eu defendo o direito da mulher parir e nutrir seu filho, com dignidade, respeito e não como linha de produção das empresas ditas maternidades e da indústria farmacêutica...
    ai, ai...Sou apaixonada por esse tema.
    Desculpe me alongar!
    vou continuar te adorando com ou sem anestesia! hehehe
    =o)
    Beijão!

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  5. Gata, eu sou cagona que nem você. Não suporto dor e acho que a anestesia é a invenção das invenções. Quando fui fazer a videolaparoscopia pra retirada da trompa fui pro centro cirúrgico sofrendo horrores achando que viriam com aquela mega agulha... daí que a anestesia foi pelo soro, mas era geral, coisa que não rola no parto, né? E me diz, dói muito a tal da agulhada nas costas? Morro de medo só de pensar! Ui! Quero ter parto normal, quando a minha hora chegar, mas no hospital e que seja o que os deuses e o médico de confiança quiser, né? Concordo! E ó, sempre, desde pequena neguei que quisesse filhos. Até os primeiros anos de namoro tbm. A ideia foi vindo de uns tempos pra cá. 1 ou 2 anos talvez. E seeempre tive medo de parir. Tipo que nem vc... até hoje olho pras barrigudas e penso: meu deus, será que sai mesmo? rs Claro que sai né dona Patrícia... hahaha Ficava com aflição de imaginar algo dentro de mim... sou meio bobona pra essas coisas... daí quando engravidei tudo mudou e não sentia mais a tal aflição... pena que as coisas foram pelo caminho inverso e tive que interromper a prenhez... logo depois do episódio até cheguei a culpa a minha "não vontade de engravidar"por tudo que aconteceu... mas foi momentâneo e logo caiu a ficha de que não era pra ser mesmo. Hj, depois de ler seu post, fiquei um tantico mais aliviada de saber que eu não sou a única louca!!! beijo

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  6. Mari, pra começar, adoro divagações! A frase que sempre esteve em minha mente é: “Por que CAZZO alguém escolheria o caminho da dor, me explica?” E por isso, e somente por isso, fiz cesárea! Não tenho um pingo de arrependimento! Nunca pensei em um parto dos sonhos, apenas na forma como criaria meu filho! É claro que meu pensamento sobre parto foi totalmente influenciado por anos de inúmeras recomendações feitas por minha mãe para que eu NUNCA fizesse parto normal, pois ela sofreu muito na experiência que teve, etc, etc. E olha que vivi de forma natureba por muitos anos (alimentação macrobiótica, yoga, incenso e outras cositas mais...), influenciada por minha mãe também. Nunca escondi que tinha medo da dor na hora do parto, e simplesmente quis evitá-la. Também não lido bem com a bendita. É claro que, no fundo, acho que toda mulher tem o desejo de dizer: Meu parto foi 100% natural. E as palavras saem com orgulho e com um certo status de mulher super-poderosa. Não tenho culpa alguma por ter feito essa opção.

    Bjs!

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  7. Sabe quando a gente lê um texto que queria ter escrito? Ta aí, tirou todas as palavras de minha boca..
    Tive um PN com intervenções, mas nem por isso deixou de ser o momento mais especial da minha vida. E sobre a anestesia, tenta pedir no começo uma analgesia(pra mim foi dipirona e deu uma aliviada ótima)que eles fazem no soro. Se não adiantar, agulha djá! Por que sentir dor até faz parte, mas demais é exagero.
    Uma coisa que eu acredito é que os filhos devem nascer na hora que quiserem, então pode ser tanto no hospital depois de 12h de internação quanto na escada de casa mesmo.

    Por isso, 'relax, take it easy'!!!

    beijos

    P.S. outra coisa, não seria melhor que as mulheres se engajassem mais em criar os filhos do que só darem um parto melhor a eles. Prontofalei

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  8. Uou. Sou mais uma que acaba de ler um texto que gostaria de ter escrito.
    Estou grávida da minha primeira filha e tenho lido muuuuito sobre parto (e sou médica). Vejo muita bobagem por aí, e muito drama por... peanuts!
    Concordo uns 95% com as suas opiniões... (acho que depois que a Helena nascer, talvez eu concorde com 100%...)

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  9. Meu parto dos sonhos era assim: salinha humanizada, médico por perto (meu médico é daqueles que só faz cesárea se não tiver outro jeito), maridinho segurando minha mão e meus vários palavrões uivados nas horas das contrações, anestesia peri na hora do vamos ver, força força força e PIMBA, filha no colo, mamando segundos depois de sair do ninho...
    Na hora H achei que a contração era pum... um pum que não saia. Quando me dei conta de que não era pum, percebi que a contração não cedia. Uma única contração foi durando, durando, durando e quando fui me dar conta o que devia ser intervalo era preenchido por uma única contração, UMA ÚNICA!!! Foram 30 minutos disso até decidir que talvez fosse o caso de correr para a maternidade e, no caminho, quem sabe, ligar para o médico.
    Chegando lá, eu ainda achando que "puxa vida, com uma contração assim essa criança vai escorregar como sabonete!", me deparei com o triste fato: PRESSÃO ARTERIAL NO ESPAÇO!
    Foi um tal de corre para cá e para lá. Entre eu passar pela porta da maternidade e minha filha sair da minha barriga foram exatos 35 minutos!
    Logo em seguida fomos as duas para o quarto. Menos de 30 minutos depois de nascer, ela estava no meu colo, mamando!
    E, percebi que tinha sido o parto dos meus sonhos porque no final dele, e era isso que era o meu sonho, eu tinha minha filha LINDA no meu peito!
    Zero culpa, zero cobrança...
    Adorei o teu ponto de vista!

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  10. Cacilda, tava inspirada, hein!!! Muito bom o seu post, Mari. Concordo plenamente com voce. Tivemos um parto muito parecido em nossas primeiras filhas, mas eu confesso que continuo preferindo o segundo parto com anestesia. E uma coisa eu te digo: a minha anestesia no primeiro parto nao me impediu de sentir a Luisa nascer e de participar do processo. Acho que tem a ver com o que a Lia falou, de ter a dosagem minima necessaria da anestesia. Como eu estava aguentando bem as contracoes, o anestesista da equipe do meu medico ia dosando a anestesia conforme a minha necessidade. E acho que ele realmente conseguiu achar a medida certa.
    De repente vc pode conseguir isso tambem agora no seu segundo parto se achar que nao aguenta um natural. Eu sei que nao aguento e pronto.
    E acho que, ao mesmo tempo em que nos informarmos eh importante, acho que quanto mais eu leio com mais cobrancas e caraminholas eu fico na cabeca. Resolvi relaxar um pouco.
    Beijos nas criancas...
    Falando em criancas, o mocinho ai na sua barriga ja tem nome?

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  11. Conheço umas naturebas que dão tudo a entender que se o seu parto não for natural, domiciliar, sem nenhuma intervenção você não será mãe de verdade e seu filho será infeliz pelo resto da vida.....Mamiferas.....

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  12. Mari, texto ótimo, concordo com tudo. Acho que parto é mesmo só o começo e me preocupo muito mais em dar uma boa criação, em ser competente e amorosa como mãe no dia a dia e não só naquele momento. Buscar o parto dos sonhos é bonito, dá orgulho e tal, mas, como vc disse, tem que ser o parto dos nossos sonhos (e não aquela ideia escravizadora do 'tem que ser assim ou assado'). E, se não der certo, abaixo a culpa! O mais importante SEMPRE é o bebê e a relação que se estabelece a partir daí. O parto é mesmo só o começo. E ser uma boa mãe dá muito mais orgulho. M
    e enfada gente que fica se gabando do seu parto perfeito/natureba e cria os filhos de qualquer jeito (sem limites, sem respeito, sem outras coisas que considero fundamentais). Saio de perto, não tenho paciência, porque não vejo coerência ou continuidade neste discurso, sabe?
    Enfim, gostei muito do seu texto. Eu não me meto no parto de ninguém e adoraria que as outras pessoas adotassem esta postura, mas, infelizmente, não é o que acontece. Claro que uma vez que a gente fala disso num blog, as pessoas podem comentar, mas falo de quando vc não toca no assunto e as pessoas vêm te cobrar. Tenho minhas posições claras, adoro me informar e debatê-las, mas detesto tudo o que é escravizador.
    Beijos

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  13. Eu sou cagona. Jamais conseguiria parir uma criança. É sério. Tenho pânico desde criança. Por isso opto pela cesareana. E defendo o meu parto. Detesto esse papinho de parto humanizado e seus blá blá blás. Acho que vc está super certa em ir em busca do que quer, do que acha ser melhor pra vc. Sem bitola, sem bandeira, sem preconceitos. Beijossss.

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  14. Assino em baixo, o meu normal, porém com anestesia, por favor, rs Só fico p. com mulheres tipos G. Bundchen que disse q foi na banheira, sem anestesia e que nao doeu NADA. kkk, faz me rir. NADA? eu quero o q ela tomou, por favor

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  15. Valentina Rech = tirou palavras da minha boca...
    ODEIO as xiitas da maternidade...
    sem nenhuma modestia, sou uma mae MARAVILHOSA, e fiz uma cesaria... por opçao. #prontofalei.
    detalhe: moro nos EUA e TODAS enfermeiras e funcionarios do hospital vinham me perguntar qual era o "problema" que meu filho tinha e porque quiz cesaria...
    nao quiz dar explicaçoes, alias, nao quiz dar explicaçoes nem para mim...
    foi maravilhoso, me recuperei rápido blá blá blá.
    ok, TALVEZ, MUITO TALVEZ la no fundinho penso no segundo em parto normal, pra "ver qual é"... mas, for sure com anestesia...

    xiitas da maternidade, se pendurem numa árvore pra ter filho, afinal, o objetivo nao é o "instinto de bicho"???? aaaaaarghhhhh!!!!!

    Mari, desculpa o desabafo.

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  16. Gostei da forma como tu expôs tua opinião.
    E sabe, penso que o parto é uma etapa (importante) do caminho mas a maternidade/maternagem é muito mais do que parir, não parir, anestesiar, não anestesiar, episiotomia, laceração natural...
    Ser mãe é algo que se constrói no dia a dia, é algo que se aprende todos os dias para o resto da vida.

    Bjão

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  17. Pra variar é aquele clap clap clap todo, né?

    Pior que sou tão influenciável e romântica que agora quero um parto desse também, empresta?

    Pois eu tenho a impressão que vc terá um parto lindo lindo, que vc é informada e é pessoa do bem. E gente assim tende a ser feliz.

    E se quiser tomar anestesia, so what?

    A "maturidade fisiológica" (como disse a colega acima) de sua prole está garantida, darling, até oitava geração.

    Porque gente precisa é de amor e de senso de humor.

    "Faça-me engolir instrumentos cirúrgicos, coloque-me em uma sala de luz fria e ilumiada, me dê uma raquidiana na jugular se quiser! Mas não me dê, ó céus, uma mãe que não sabe nem rir de si própria"
    (pensou o bebê filósofo, ao nascer.)

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  18. Essa tal Rafaela realmente não tem noção mínima do que está falando. Primeiro que nem sabe escrever direito né querida. Agora saiba que você tb está sendo bem radical ao falar que odeia as mães xiitas da maternidade. Cabecinha de ovo que tem, sabe pq? Parece ser dessas pessoinhas fechadas no seu próprio mundinho e que não conseguem enxergar um palmo a diante do nariz!
    Mariana sim é um exemplo! Eu me envergonho de pessoas como vc, Rafaela. É tão feio sair odiando por aí minha cara!! Quer saber mais do que? vou divulgar este seu comentário ridículo para as tais mães xiitas que vc tanto odeia e abrir pra discussão!

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  19. Acompanho esse blog há tempos quietinha do lado de cá. Me divirto horrores com vc! Hj não pude deixar de escrever pq seu post foi libertador para mim. Minha filha, Isadora, acabou de completar um ano e nasceu de uma cesárea depois de 15 horas em trabalho de parto. Por meses fiquei remoendo essa frustração por não ter podido ter um parto normal, mas hj me senti mais leve e mais tranquila por causa do que vc escreveu. vc está coberta de razão. Obrigada!

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  20. Mostre sua cara anonimo!

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  21. mari querida, como sempre, pra variar, eu adoro seus textos. esse, em especial, não pela sua opinião em si (que eu discordo em uma coisa ou outra), mas por mostrar como é importante ter a própria opinião e ficar segura disso. achei muito inspirador, parabéns querida!!

    (ah só pra constar a minha opinião: eu ainda sonho com a coisa totalmente natureba sim... queria muito um parto domiciliar, bem leoa, bem conectada com a Pacha Mama, hihihih - mas é aquilo: eu não sou natureba, não estou grávida e ainda não encontrei me médico ideal, então ainda tenho um certo caminho pela frente antes de estar segura dessa opinião)

    beijão e parabéns pelo lindo texto!

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  22. Mariana! Amei seu texto e concordo com vc em quase tudo.
    Acabo de passar pela experiencia do parto normal, em sala humanizada, bebe saiu de mim e foi direto para o meu peito, o cordao só foi cortado qdo parou de pulsar, os testes no bebe só foram feitos depois que ele sugou muito meus peitoes e eu voltei para casa no mesmo dia do nascimento, o bebe nao saiu de perto de mim um minuto. Tomei sim anestesia, pois já estava há 24 horas em trabalho de parto, só 2cm de dilatação, bolsa já tinha estourado. fiquei em casa tendo as contrações durante estas 24 horas qdo disse para as doulas marcarem a anestesia, pois estava distruida de cansada e ainda faltavam muitas horas de dilatação. A anestesia foi fraca, eu continuava sentindo minhas pernas e inclusive as contrações, mas em intensidade muito muito suportável. precisei de oxitocina e no final das contrações eles tiraram a anestesia, entao as ultimas contrações eu senti TOTALMENTE e agradeci a deus novamente ter tomado a anestesia, qdo me lembrei da porrada que eram as contrações e na hora da expulsão eu estava totalmente sem anestesia, senti a dor da expulsão e que foi tranquila se comparada as contrações, mas foi forte tb, e foi maravilhoso!
    Eu admiro quem faz sem anestesia, mas agradeço ter feito a escolha da anestesia.
    Agora existe uma grande chance de vc conseguir sem anestesia pois dizem que segundo filho o parto é bem mais facil e rapido e as vezes vc chega no hospital já avançada na dilatação e NEM PODE mais tomar anestesia!!
    E que vc tenha um parto saudável, e que seu bebe venha saudável, é isto que importa!
    bjs

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  23. querida anonima,
    em primeiro lugar, PLEASE, sem barracos no blog da nossa amiga Mariana, que se abriu e flou bonito,
    em segundo lugar, como disse a Marcia, mostra sua "cara", querida!
    quer divulgar meu post? será um prazer! alias, se quiser dou entrevistas, ok? muaaaah!!!!! (barulhinho de beijo estalado!)
    tenho essa posiçao exatamente por ter PAVOR de pessoas radicais como voce... tanto que no meu post falo que ate penso em um parto normal para o segundo filho...
    se voce quiser, meu email é: rangelrafaela@hotmail.com
    quer meu telefone? endereço? no problem!
    um bj!
    Rafaela a contra xiitas

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  24. Querida, acho que cada parto é uma história uma situação. Eu vim de uma família de mulheres parideiras e que todas tiveram filhos com paro normal. Mesmo quando mamãe e as tias contavam como haviam parido, detalhes da dor, das contrações, das atrapalhadas dos maridos, o "tom" de normalidade sobressaia a qualquer trauma.
    Tive Alice com 38 anos. Primeira gestação, absolutamente traquila. Tudo bem, fiz yoga para gestantes, continuei a trabalhar, equilibrei minha alimentação. Enfim, vivi a gestação.
    Optei por parto normal, mas não tinha dilatação, foi marcada cesárea. Fiquei frustrada. Contudo, lembrei dos "causos" das velhas mãe dizendo que mulher que faz faxina, tem o filho no dia. E não é que foi assim? um dia antes do parto marcado, com barrigão, passei pano na casa, estendi roupa e em 3 horas cheguei na maternidade com 6 de dilatação. Bolso rompeu na hora que pedi para ir ao banheiro e em 18 minutos Alice nasceu: livre, leve e solta. Eu não pretendo mais ter filhos, mas acho que a mulher "muderna" deve se libertar dos modismos: natural, normal, costurada e sim, pensar no bem-estar dela e do bebê!
    Bjs,

    Ronise & Alice

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  25. Mari, vim te dar parabéns, primeiro pq sou sua fã, além de achar o máximo suas historias, adoro o jeito que vc escreve, e vim dizer que simplesmente ADORO gente moderna, gente que acredita que se é bom pra vc e não for bom pro outro: tudo bem! alias, ainda bem! que pensamos diferente e agimos diferente. Senão tudo seria sem graça. Ah e tem mais, gente que muda de opinião, só pq pensou melhor e viu que aquilo não era do jeito que imaginava ou esperava ou gostaria ou...

    bj querida

    e seja um bom parto!

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  26. Só pra começar vou reforçar a tropa dizendo que amei o texto.
    Sou psicologa de formação (não de profissão) e na faculdade, lá se vão uuns 15 anos, participei como pesquisadora de uma tese sobre doulas. Na época não se falava muito nisso por aqui. O objetivo era saber se mulheres acompanhadas durante o período de trabalho de parto teriam alguma diferença das sem acompanhamento, pois pelo SUS a mãe não pode ter acompanhante.
    Pois bem, ficava 24h no hospital esperando parturientes do 1ºfilho que fossem pelo SUS. Tive oportunidade de ver todo tipo de parto, rápido, demorado, fácil, difícil, com dor, sem dor, cesárias...Algumas mães passavam
    18h esperando e outras quase não chegavam a tempo no hospital.
    Minha conclusão pessoal? O amor que você tem pela pessoinha que está chegando é a única coisa que importa (claro que estou falando apenas de coração e não de preparo médico). Seu filho não será mais ou menos feliz pelo tipo de parto que teve.
    Depois de tudo isso eu fiz uma cesária e foi ótimo. Se fosse parto normal tbm teria sido, como anestesia é claro.

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  27. Ai, essa minha amiga me enche de orgulho :D

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  28. Ai, essa minha amiga me enche de orgulho :D

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  29. Hahahahah, deixei o meu comentário de madrugada, com insônia, depois de ter sido acordada pelo filhote, (que teve um pesadelo, tadinho.)
    Resolvi reler meu comentário e estou pasma com a "raquidiana na jugular".
    gizãs, what was I thinking???
    bjs!
    ps: por que, meu deus, porque que o assunto "parto" sempre gera tanto barraco? Eu fui praticamente ameaçada de morte lá no blog, te lo juro.

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  30. Mari,
    Que bom que você conseguiu colocar em palavras o que sente e pensa sobre o parto. Foi um trabalho de elaboração que certamente vai te ajudar muito quando o pequeno nascer, da forma que for. Vai te ajudar a ficar leve e deixar a vida fluir por si. Porque algumas coisas não dependem só da nossa vontade, e acho que aceitar isso é o maior passo em direção ao parto dos sonhos - dos sonhos de cada mãe. O mais triste é ver mães que de tão frustradas por não terem conseguido o parto normal perdem aqueles momentos maravilhosos, que como os primeiros raios de sol iluminando o dia, brindam a chegada de um filho. Minha doula dizia que o melhor parto é o parto possível. Desejo que as possibilidades que vão se apresentar no momento do seu próximo parto sejam as melhores pra você e pra ele. Tenho certeza que você vai estar preparada para mais este parto. Beijão da sua fã de carteirinha!

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  31. Ah, sim! Não podia deixar de dizer que admiro muito a responsabilidade com que você trata de temas tão relevantes neste blog. Você assume sua posição com toda a franqueza e respeito às posições diferentes, permitindo que outras mulheres (mesmo as que não comentam os posts) pensem sobre o assunto e também assumam suas posições, ainda que internamente. E, mais bonito de tudo, possibilitando que várias mulheres se libertem dos seus próprios fantasmas. Acho importante te dizer isso porque imagino que às vezes deva ser difícil decidir se você escreve ou não sobre algo... putz! tanta gente te lê, tantas podem ser as interpretações que vão dar ao seu post... que responsa! mas, olha, continue escrevendo. é muito importante que você assuma suas posições, independente de quais sejam elas. não só porque ajuda muita gente a dar uma clareada nas ideias, mas principalmente porque estimula o debate de bom nível, aquele de quem tem e busca argumento, e não o de quem só vomita cagação de regra (com o perdão das palavras feias que acabo de usar...). Ai, que comentário mais pagação de pau, né? mas tinha que fazer... não resisti... a gente tem que dar valor ao que merece!

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  32. Tá postado anônimo por problemas apresentados entre o micro e a cadeira, mas me chamo Regina oK? (rlg.t@hotmail.com) - então depois de ler todos os comentários quero desabafar: "Vige mãe do céu"! Meu parto foi cesárea, médico intervencionista total + mãe cagona de medo do parto normal. Hoje olho pra trás e penso que poderia até ter cogitado a via natural, é que na hora nem pensei, o médico não incentivou e eu de primeira viagem fui na onda dele... (talvez faltou-me um pouco de informação/incentivo e sei lá mais o que, e que talvez eu tenha no segundo filho, sobretudo depois de descobrir que existe 'faixa de gaza' nesse mundo perinatal). Mas enfim, o que quero dizer é que isso não me tornou menos mãe, não me proibiu de amamentar bem muitão minha bebê (e sofrer até de mastite e abcesso mamário, que creio doer bem mais que parto sem anestesia) e ainda assim recuperar a mama nocauteada pra filhota continuar mamando, não me privou de passar madrugadas ninando bebê e nem travou meu coração para o maior amor que já experimentei na vida. Aposto que a Rafaela (posto acima) sabe do que estou falando Ai céus!!! Pra que esse drama todo? Um viva pra Mariana e suas divagações sobre o parto, que entendo como acrescentantes e não excludentes de nós 'cesareanadas' (ou "anormais", hehehehehe). Um beijo beijo da mãe 'bucho-costurado' ou "barriga de-fecheclair" como queiram para ss Xiitas de plantão (e o mais legal da anestesia é que quando ela tá passando a bunda da gente fica parecendo uma gangorra.) Maior astral. Bjs

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  33. Tá postado anônimo por problemas apresentados entre o micro e a cadeira, mas me chamo Regina oK? (rlg.t@hotmail.com) - então depois de ler todos os comentários quero desabafar: "Vige mãe do céu"! Meu parto foi cesárea, médico intervencionista total + mãe cagona de medo do parto normal. Hoje olho pra trás e penso que poderia até ter cogitado a via natural, é que na hora nem pensei, o médico não incentivou e eu de primeira viagem fui na onda dele... (talvez faltou-me um pouco de informação/incentivo e sei lá mais o que, e que talvez eu tenha no segundo filho, sobretudo depois de descobrir que existe 'faixa de gaza' nesse mundo perinatal). Mas enfim, o que quero dizer é que isso não me tornou menos mãe, não me proibiu de amamentar bem muitão minha bebê (e sofrer até de mastite e abcesso mamário, que creio doer bem mais que parto sem anestesia) e ainda assim recuperar a mama nocauteada pra filhota continuar mamando, não me privou de passar madrugadas ninando bebê e nem travou meu coração para o maior amor que já experimentei na vida. Aposto que a Rafaela (posto acima) sabe do que estou falando Ai céus!!! Pra que esse drama todo? Um viva pra Mariana e suas divagações sobre o parto, que entendo como acrescentantes e não excludentes de nós 'cesareanadas' (ou "anormais", hehehehehe). Um beijo beijo da mãe 'bucho-costurado' ou "barriga de-fecheclair" como queiram para ss Xiitas de plantão (e o mais legal da anestesia é que quando ela tá passando a bunda da gente fica parecendo uma gangorra.) Maior astral. Bjs

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  34. maria querida! sucesso total esse post, não? parto sempre gera mil polêmicas mesmo! gostei de ver sua colocação assim inteira, pq desde a nossa (eu, vc e fê) última troca de e-mail estava no vácuo, sem saber como que as coisas estavam reverberando na sua cabeça! bom, saber que tudo se acomodou no turbilhão de pensamentos e vc chegou a uma conclusão! Bom, três coisas que eu queria te indicar pq acho que vc está bem perto do parto dos seus sonhos!
    A primeira: doula, ajuda, é bacana, é mulher e cumpre totalmente a função de ser aquela pessoa que te guia com uma lanterna por um caminho diferente. A segunda: anestesista bacana na equipe, especialista em trabalho de parto (sei de algumas mulheres que podiam, inclusive, se movimentar, portanto escolher a posição melhor para parir e sentir o bb nascendo, mas com muito pouca dor, posso descolar uns contatos se vc quiser) e a terceira, mas não menos importante é um neonatologista humanizado, que vai evitar que seu bb seja, furado, aspirado, separado de vc, mexido e remexido!
    Com esses três profissionais, mais o seu médico de confiança, sabendo dos seus planos e com tudo claro sobre quais procedimentos seguir, vc vai ter o parto dos seus sonhos, ou ao menos o mais próximo dele que der!
    outra coisa: tenta brigar para não ter episio! se vc tiver bons argumentos e se responsabilizar pelas partes baixas, é capaz do dr topar!

    PS: Pede a sala do delivery, se joga na banheira e não vai dar nem tempo do anestesista trabalhar!!!

    PS2: Vc já está de qtas semanas? é menino mesmo? tem nome? conta vai?

    bj Carol do Tom e do Leon (24semanas já!!!)

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  35. Palmas em pé!!!! Bravo!!!!

    Disse tudo e mais um pouco!!!

    Um otimo parto para vcs!!!

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  36. Oi, Mariana!
    Também jogo no time das que sempre te acompanham (desde a sua "aparição" no happy hour do gnt), mas sem se pronunciar. Hoje, tinha que ser diferente. Em primeiro lugar porque amei o texto (isso não é novidade, sempre amo seus textos) em segundo, porque meu parto foi daqueles de novela. Resumidamente, sempre tive medo de operação. Muito mais do que de sentir dor. Então me preparei bastante para tentar um parto normal. Fiz ginástica, acompanhamento com a Doula e pilates (que eu já praticava antes e continuei durante a gravidez). Para ser resumido mesmo, só posso dizer que, enquanto meu marido estacionava o carro, o médico me levava para a sala de parto na cadeira de rodas gritando: "fecha as pernas! Não faz força!". Quando meu marido voltou, a enfermeira me "passava" minha filhota (hoje, com 1 ano) já limpa... eu até pensei que uma anestesia cairia bem, mas não houve tempo para isso. Uma dica que eu dou para acelerar muuuuito o trabalho de parto: senta naquelas bolonas de pilates e solta a Carla Perez que existe dentro de você!
    Continuarei te acompanhando, como sempre!
    Beijos,
    Leila.

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  37. Caraca! A mulherada fala pra caramba!
    Ja li seu post... não vou ler tdo isso de comentários não!

    Mari,
    Só queria fazer um comentário sobre o medo.
    Eu tive medo durante a vida inteira de fazer exame de sangue. Desmaiava só de alguém me falar que foi fazer exame. (sério).
    Contudo, tive meu parto natural domiciliar...
    Aliás, a melhor maneira de evitar agulhadas! rsrsrs.

    Quem quiser ler meu relato, está postado no meu blog.

    http://mamae-moderna.blogspot.com/

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  38. Parto é uma coisa que eu nunca tive medo. sempre soube que queria parir normal, não natural (não dá pra mim, embora ache lindo). Claro que na manhã de 7 de outubro de 2007, qdo minha bolsa rompeu, deu um baita friona barriga, mas eu tava cheia de coragem. Aí as coisas começaram a degringolar e eu simplesmente não dilatei. E chorei rios qdo minha obstreta falou que não dava mais pra esperar (tava na indução e com bolsa rota há 12 horas). E nessa hora, apesar da frustração pelo preparo por um parto normal, eu confiei plenamente naquela médica que já tinha me provado seu valor algumas vezes. E foram parir por mim. E eu não deixo de agradecer por parir em uma época que a cesária exista e fico pensando: e se fosse com minha avó? Alguém ia ser prejudicado: eu, o bebê ou nós dois. E é por isso que eu tento esquecer que eu não pari. E continuo sonhando acordada com o parto dos sonhos de um nenê que ainda nem existe.

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  39. Daniella Meggiolaro9 de abril de 2010 17:39

    Mariana,
    Antes de mais nada, também sou fã dos seus textos: inteligentes, bem escritos, ponderados e engraçados na medida certa. Parabéns!
    Agora vamos ao assunto parto: como a Leilah, sempre tive muito mais medo de operar do que de parir. Por isso, meu sonho sempre foi dar à luz aos meus filhos através de parto normal. Com anestesia! Não curto muito essa ideia de parto natural, humanizado, acompanhamento por parteiras e blablabla por pelo menos duas razões: 1) acho que não existe nada mais seguro do que um bom e equipado hospital em casos de emergência e 2) não gostaria de sofrer com dores absurdas desnecessariamente. Mas respeito quem pensa diferente, ok? Bem, voltando ao assunto parto dos sonhos, quando fiquei grávida da minha filhinha, não me imaginei em hipótese alguma fazendo uma cesárea. Além disso, minha obstetra é bem natureba e bastante favorável ao parto normal. Acontece que no meio das 37 semanas de gestação tive a notícia de que o bebê estava com o cordão enrolado no pescoço. A simples existência da circular não impediria o parto normal, mas o problema é que, durante aqueles exames quase diários que tive que passar a fazer, constatou-se que o cordão estava tão comprimido que impedia a passagem de oxigênio para o bebê, diminuindo seus batimentos cardíacos, especialmente durante as contrações. Além disso, eu estava com pouco líquido amniótico. Ou seja, fui encaminhada às pressas para fazer a tal cesárea. Frustrada, em pânico, aos prantos, cagando de medo... E em menos de meia hora minha pequena nasceu e estava linda e saudável nos meus braços. Mas aí começou a parte chata: o nenem foi embora, os médicos me costuraram, fui levada para uma salinha horrenda de recuperação, sozinha, com uma sonda pendurada, sem sentir as pernas e tendo que esperar lá até o efeito da anestesia passar. No dia seguinte, dor, muuuuuuita dor. Morfina que já havia perdido o efeito, analgésicos que não adiantavam de nada, gases que comprimiam minha barriga e aquela situação extremamente humilhante de ter que dar voltas e voltas pelos corredores do hospital, de mãos dadas com o marido, para fazer PUM! Ou seja, roça total, que perdurou em menor intensidade por pelo menos mais uma semana. Minha recuperação, como vocês podem ter notado, foi bem chata e por isso pretendo e insistirei no parto normal do meu segundo filho, que virá em outubro deste ano. Ainda que a cesárea tivesse sido o procedimento indicado no caso da minha filha, que estava em sofrimento fetal, confesso que até hoje tenho uma pontinha de frustração por não ter nem mesmo entrado em trabalho de parto. Sou do partido que, ainda que por n razões não dê certo o parto normal, quem decide qual a hora certa de vir ao mundo é o bebê e não o médico ou a mãe. Tenho horrores da ideia de marcar a data do parto. Não concordo e ponto. Mas, respeito quem faz. Por outro lado, como bem disse você, Mariana, o parto não é um fim, mas um meio (ou o começo). Se eu não conseguir um parto normal desta vez, vou lamentar um pouco, mas nunca me culpar nem achar o fim do mundo, como não achei da primeira vez. A cesárea era, no caso da minha filha, o único meio seguro de ela vir ao mundo. E ela veio. E o tornou muito mais bonito.

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  40. Adorei o post, Mari! Parabéns!
    beijão

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  41. Regina!!!
    muahh muaahh muaah! (beijos carinhosos para voce!)
    nao posso ficar achando que a vida do meu filho vai depender do meu parto... nao tenho direito de fazer isso com ele...
    a bunda fica gelada com a anestesia! AH!!

    RSRSRS!

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  42. Bravo! Belo post, D. Maricota!
    Bjs.

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  43. esse papo de frustração pos parto é sério. minha primeira gravidez foi ótima, linda, tranquila e feliz, fiz yoga até o dia anterior do parto e estava saindo da hidroginastica quando comecei a sentir as contracoes. segurei em casa umas 15h e fui pro hospital quando a dor estava demais, tinha certeza que ia rolar parto normal. 24horas depois de comecarem as contrações, a bolsa ja tinha estourado, só 2cm de dilatacao, morrendo de dor, entrei na ocitocina, sem anestesia (dói muuuuuito). nem 5 min depois alguem fala alguma coisa soobre os batimentos da bebe estarem fraquinhos, corre para cirurgia, eu já estava uivando de dor (porque sentir a dor com um proposito vá lá, sentir dor e terminar fazendo uma cesárea faz doer bem mais), ainda tive que esperar um tempao na sala sem anestesia nenhuma porque o assistente da medica estava correndo para chegar no hospital a tempo, ja que estavamos esperando um parto normal um pouco mais tarde. enfim ela nasceu e foi tudo lindo e emocionante,
    segunda gravidez totalmente atribulada, fora uma filha de um ano e pouco que nao me deixava parar um minuto, uma super briga com o marido que resultou numa separacao temporaria... sangramento aos 3 meses, repouso. gripe suina aos 4 meses. aos 5 e meio, cheguei a entrar em trabalho de parto, repouso absoluto, remedios, bebe pelvica até a 39 semana. achei que ia ficar sem saber como era o parto normal (dessa vez ia tentar com anestesia, já tinha certeza). marquei cesarea, fui pro hospital, pronta para cirurgia, de touquinha e avental descobrimos que a bebe tinha virado. minha medica me mandou me vestir e voltar para casa.
    para mim o "meu" parto foi esse, saber que ia poder deixar a minha filha escolher a hora de nascer.
    24 de dezembro, bolsa rompeu a meia noite, as 6 cheguei no hospital, 2 cm de dilatacao, a medica disse que nao ia dar anestesia ate dilatar mais. revivi o pesadelo, achei que ia terminar como da primeira vez. meia hora depois, a medica resolve entrar com anestesia de qualquer jeito, ai relaxei, com uma dose minina de ocitocina dilatei total em 1hora, 2 puxadas e a bebe nasceu. e quer saber qual foi a grande emocao? nao foi a cesarea, nao foi o parto normal, foi eu me apaixonar perdidamente de novo.
    boa sorte no parto que acontecer, o que importa é o amor demais.

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  44. Que tema polêmico.
    Mari, sou a favor do parto humanizado, acredito ser um avanço incrível. Minha filha nasceu de parto normal, ainda sem muitas dessas evoluções, por pura falta de estrutura do local. Queria e busquei, bem, não consegui tudo... Mas posso dizer que fui feliz nesse momento!
    Respeito seu jeito de encarar o parto, hoje temos opção, podemos fazer escolhas. Somos todos tão diferentes, nossas escolhas idem.
    Tem um Cara lá em cima, que vai continuar nos amando, após um parto normal, natural ou de uma cesariana... rs
    Seu post é muito divertido, consegui ler todo.
    Vou seguir vc lá no verdadesdemae.blogspot.com

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  45. Mari, acredite: meu parto - o primeiro - foi sem anestesia. O fato é que a anestesia pode retardar muito o TP e eu não queria isso. Então, meu TP foi normal, sem qualquer intervenção química - a não ser a ebulição natural dos hormônios. Acredite: parto sem intervenções faz muito bem a mãe, ao filho, e ao pai. Dor vc vai sentir de qualquer jeito! Melhor que seja por menos tempo, e sentindo as pernas, não?

    Meu relato está lá: http://enquanto-esperamos.blogspot.com/2010/01/um-sonho-e-o-meu-parto.html

    Não sou natureba, nem radical, mas concordo com vc que toda grávida precisa se informar muito antes de tomar essa decisão e não deixá-la nas mãos do médico apenas!

    Boa discussão! Parabéns!

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  46. Mari, nem sei se vc vai chegar aqui... mas, vou te contar umas historias... Essa coisa de parto natural, cesarea, xiita de maternidade e tudo mais é coisa mesmo da nossa "civilização" Minha familia é do sertão da Bahia, mas sertão assim ó 2010: não tem energia elétrica, não tem água encanada, não tem telefone, a cidade mais perto fica há uns 30 km. então lá a mulherada praticamente não sabe o que são aquelas palavras lá em cima (humanizado, natural...), elas engravidam, continuam indo pra roça cuidam da casa e na hora que "o muninu tá pra chegá" manda chamar a parteira/curandeira/benzedeira e pronto. E ninguém tem esses grilos de ser mais ou menos mãe ou qq coisa que temos mania de rotular por aqui.
    Elas tem o bebê, ficam de resguardo, depois voltam pra roça e são felizes da vida.
    Não to dizendo que vc ou qq outra pessoa tem que ser assim, to dizendo que a natureza do corpo TAMBÉM pode dizer como vai ser, tenho amiga que marco a cesárea e o bebe nasceu em casa porque não deu tempo, e ai? alguém pode mesmo com a natureza?, nem sempre. Relaxa, fique com suas cartas na manga e resolve na hora.
    Eu não tenho filhos, não tenho intenção, mas acho que se um dia engravidasse ia fazer isso ficar com todas as cartas na mão e avisar o "bacuri" escolhe ai o que vc acha melhor, porque eu já vi de tudo, dar certo e dar errado. Mas confesso lá no fundinho que queria fazer meu parto lá no sertão, porque eles são muito mais felizes sem nossas encanações, simplesmente deixam a vida acontecer.
    Bisou!

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  47. Oi, Mari!!! Esse rendeu mais do que a vacina, né? rs
    Vim aqui te perguntar duas coisas, onde é o posto da Vila Madalena que vc tomou a vacina? Pq vou tomar essa semana (pessoas de 20 a 29 anos)... rs
    E não esquece de me dizer se a tal anestesia dói? rs

    beijo!!

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  48. Caraca, Mariana, parece que vc tirou todas as idéias da minha cabeça!
    Penso exatamente isso!
    Eu fiz tudo pra ter PN e não consegui... Até hj não escrevi meu relato de parto por causa disso... Tô me "libertando" da frustração ainda! hahahaha
    Mas não me acho menos nada por isso e não me arrependo! A decisão foi tomada em conjunto por mim, meu marido e meu médico! Eu poderia fazer PN, mas teria que arcar com riscos que não teria estrutura pra assumir, caso algo acontecesse!

    Amei o post! Ameeeeei!

    beijocas

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  49. Tudo depende do médico de confiança. Se vc CONIA num me´dico cesarista ou intervencionista, que acha que mulher não sabe parir, aí é estar tentando se enganar.

    Se vc teve um parto "frank", certamente suporta um natural.

    E cesária necessária, intervenções necessárias, são bem diferentes de cesárea desnecessária e intervenções "de rotina", sabe?

    Se o seu médico é intervencionista e é de confiança, vc terá um próximo parto igual ou "pior" (partindo do ponto que vc não ficou 100% satisfeita com o primeiro).

    Simples assim.

    É como a mulher que confia plenamente no médico, que diz assim: "mãzinha, seu bb está sogrendo, vamos marcar a cesárea pra amanhã" e a mulher dá graças a Deus pelo médico ter tirado o peso da responsabilidade das costas dela!

    Não, ninguém é mais mãe ou menos mãe pelo parto que escolheu (pelamordedeus!), mas é o final de um ciclo e o começo de outro. Cada um dá o valor que quer.
    Mas acho que informação é importante, e a maioria das mulheres não busca ou não liga pra isso.
    Acho ótimo qdo a mulher admite que escolheu a cesárea, não foge da responsabilidade,mas é a minoria; a maioria se esconde atrás do jaleco.

    Ah, sim, eu sou medrosa e tive minha filha em casa. Se eu aguentei acho que a maioria aguenta! Se achar que não aguenta, um bom anestesista é tão importante quanto um obstetra "humanizado" e defensor da causa!

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  50. olha, queria te deixar a minha experiencia. meu parto foi totalmente diferente do que eu esperava pq minha filha nasceu de 26 semanas e pesava 830 gramas. mas ao contrario do que as pessoas pensam apesar de ser um bebê pequeno eu tive contraçoes como todas as outras mães então pedi anestesia, coisa que eu ainda estava pensando se queria ou não. pois bem o caso era que a criança não podia fazer força (pois o parto é uma açao conjunta da mãe e do bebê), porque ela era muuito fragil e podia quebrar!! e não podia ser cesárea pq a criança já estava encaixada qdo o medico chegou, isso tudo em poucas horas, desde a primeira contração.meu medico é muito bom e nem cogitou fazer cesárea, só se fosse imprescindível. daí entra o segredinho, o anestesista. ele deu uma anestesia em partes, e me perguntava se eu sentia as pernas. não sei como ele conseguiu mas não senti aquelas dores horríveis, apenas contrações totalmente toleráveis e pude sentir minha filha se mexendo e saindo de mim. senti tudo: a emoçao, o extase, a sensação de trabalho cumprido. só nao pude pega-la na hora pq foi direto pro respirador, mas isso é outra história. quem sabe tu não consegue conversar com sua equipe pra que vc possa sentir melhor o momento e menos a droga na hora do parto. desculpe o longo comentario mas acho que não é necessario sofrer todas as dores, tb tenho baixa tolerancia a dor. e ser natureba é lindo e funciona, mas como quase tudo na vida não é pra todo mundo.pra mim nao serve. um abraço e boa hora!

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  51. Oi Mari,

    Ótimo post, acho que você, a partir de suas conclusões pessoais, abriu uma ótima discussão. Seu blog tem cumprido um papel excelente no sentido de colocar em debate temas importantes para as mamas e futuras mamas.
    Ao ler seu texto me surgiu uma dúvida sobre a episio: o que o seu médico diz sobre não fazer a episio? É uma opção definitiva não fazê-la ou o médico decide na hora? Ainda não estou encomendando o baby, mas,já conversei sobre isso com a minha médica. Ela me disse que em muitos partos, se faz a episio para evitar uma laceração que pode ser muito mais agressiva do que a episio...
    bjos,
    Fabiana (faby.rod@bol.com.br)

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  52. Mari, que post inspirado e que inspirou a tantas aqui! Nem consegui ler todos os comments :) Adorei o post, concordo muito com vc. Eu me tornei apaixonada pelo assunto, mas concordo demais contigo. O parto, na minha visão, é importante, mas a questão "ser a melhor mãe e oferecer o melhor para o filho" vai além. O pacote é muito maior.
    beijos!

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  53. Nossa! Deu pano pra manga esse post!
    Adorei lê-lo.
    Tive uma cesárea com 41 semanas e dois dias de gestação e depois de 20 horas de indução. (aqui o relato http://odiariodabarriguinha.blogspot.com/2010/02/o-parto-maria-e-peitos.html )
    Sabe que eu fui a grávida que leu tudo, fez exercícios, teve doula, trocou de médico, esperou até a última hora e que tinha pavor de cortar a barriga (já tinha um corte de uma cirurgia anterior cuja recuperação foi doloridíssima). Pois digo que passar por uma cesárea me fez desmitificá-la. É sim um meio válido e minha recuperação foi estupenda. E minha filha é linda e sou uma mãe segura!
    Beijos

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  54. Meu Deus, q texto maravilhoso, como sempre né... vc. nasceu pra isso!
    Eu adorei os comentários, gostei mais de dois na verdade, e vou concordar tanto contigo como com esses outros dois coments... pq parto tem q ser tipo natureba sempre? Eu prefiro ter um parto bom e filho saudável... pq ser mãe mesmo é somente depois do parto, daí sim, temos que ser amor, carinho, cuidado, enfim... criar filho é pra sempre e parto demora alguns minutos, horas sei lá...
    bj gde e q vc. tenha um ótimo parto com anestesia ou sem!

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  55. Querida, só li hj o post.
    Queria te dizer algumas coisas, vc que me conhece desde pequetita! Vc sabe que eu tbm não sou exatamente uma pessoa que aguenta dor a qualquer custo... e acho que não tem pq aguentar! E natureba sou menos ainda! Não tomo homeopatia e adoro churrasco! Mas me apaixonei pelo parto natural...
    A dor do parto é uma dor diferente, tem um registro diferente no corpo da gente. É uma dor forte demais, mas com registro de vida, de nascimento e não de doença. Isso fez uma diferença incrivel pra mim! E acho sim que a equipe muda todo o quadro... quando eu não aguentava mais (de dor e de cansaço, pq gente, cansa demais hoooooras de trabalho de parto!) meu médico fez um exame de toque e conseguiu sentir a cabeça da Helena... na hora ele pegou minha mãe e me fez senti-la tbm! Pronto! Isso me fez achar que nem doia tanto, que nem faltava tanto e que eu não queria anestesia nem pensar! Helena nasceu, eu na banqueta de cócoras, com um espelho em baixo pra eu poder enxerga-la chegando ao mundo. O Ricardo tava atrás de mim, me abraçando e me amparando. Ele, que não pode ver sangue que desmaia, cortou o cordão. Helena mamou assim que nasceu, ainda com o cordão pulsando. Todas essas coisas fazem desse momento uma magia, fazem a gente estar numa ligação imensa. A verdade é que o parto natural quem faz é você, a equipe está ali pra te encorajar, amparar e, se for preciso, fazer algum tipo de intervenção. Mas sem dúvida é vc e seu filhote que vão fazer ele chegar ao mundo.
    Beijo enorme.
    Riti.

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  56. parabéns!que bom que voce não é dessas mães xiitas,que apedrejam quem faz cesarea ou usa anestesia

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  57. Olá! Adorei seu blog, seus textos são ótimos!!!

    Eu tbm tenho meu parto dos sonhos: normal, com anestesia, com ou sem episiotomia (ainda não pensei sobre isso), hehe. Só quero que minha filha chegue bem e saudável, sem traumas, dramas e afins. Não tenho medo da dor do parto normal, o que tenho medo, aliás, morro de medo, é da cesárea. Nem consigo imaginar alguém cortando minha barriga pra tirar o bebê!

    Mas, cada uma sabe o que é melhor pra si mesma e tbm ás vezes temos que mudar os planos na metade do caminho...

    Beijos

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  58. Ei Mari,

    Eu conheci seu blog a partir do seu post sobre Paris com criancas, no astronauta, que eu amei. Desde entao, dou uma espiadinha de vez em quando e adoro, mas eh a primeira vez que deixo um comentario - atrasadérrimo por sinal.

    Mas nao poderia deixar de dizer que eu tambem não penso que a via de parto por si só vá exercer influencia na personalidade e na vida de um ser humano a longo prazo. Mas não posso deixar de acreditar que a escolhas que fazemos desde o momento que os pequeninos veem ao mundo, têm total relacao com a forma como decidimos criá-los. Eu nao acho que da pra desvincular totalmente uma coisa da outra, sabe? Se queremos o melhor pra eles na vida, por logica, vamos querer o melhor pra eles desde que a vida deles se inicia - embora sem radicalismos.

    Um grande abraço!

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  59. adorei os posts dos partos.
    apesar de ler sobre o parto humanizado, não sei se tinha esta opção aqui no sul. realmente somente agora eu sei que tava chapada da anestesia e nao senti o bebe sair de mim, nem emoção, nem coisa nenhuma mesmo....mas ja me acho muito boa de ter tido parto normal, numa classe socio economica cultural onde 90% são cesária por opção. beijo no coração, mariana - maricandi.blogspot.com

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  60. Que palavras foram essas minha fieeelha? Arrepiei! Principalmente com essa parte aqui:

    "Levar uma causa a sério demais pode fazer a gente parar de ouvir o outro lado e descartar tudo o que não confirme a nossa posição."

    O que é a inteligencia em uma mulher? Eh sabedoria, é dissernimento.
    Concordo plenamente com as suas palavras, e adorei os conselhinhos pras barrigudinhas! As palavras entraram e invadiram meu viver. Acho que mais importante que tudo é voce se sentir bem né? Acho que cada um tem seus limites e cada um sabe o que é melhor pra si, desde que tenha iformaçao do que ira acontecer. O triste do Brasil é infelizmente a falta de informaçao das pessoas, o que fazem elas partirem para uma cesarea sem nem ao menos entrar em trabalho de parto. Isso nao sei se é medo, ou é apenas DESINFORMAçAO! Entao, repetindo, concordo com o que voce disse, temos que nos irformar para ter um parto nao "sonhado" mas digno, respeitado e que nao traga maleficios à mae e ào bebe. Como ja disse no outro comentario no outro post, fico por aqui te seguindo, e depois de ler 3 BIG posts seus, ja virei fa do blog! hehehe, beijossssss :) Obrigada por esse blog com informacoes tao preciosas e inteligentes.

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  61. Vixe, já foi escrito faz tempo, mas vou comentar mesmo assim rsrsr
    Adorei o post e acho que o caminho é esse mesmo que vc falou.
    O que considero de maior importância nesta questão toda de parto e polêmica e etc é que falta informação correta e médicos corretos por aí...
    Acho que uma mulher bem informada sobre os contra e prós e cada opção saberá escolher melhor e quando se engravida e se torna mãe não dá pra passar a bola para um "profissional" escolher por vc, afinal é sua vida, a vida de seu filho!
    Acredito em médicos muito mais como orientadores e esclarecedores do que "mandantes" da minha vida, afinal são humanos e erram tb (e muito hoje em dia né?!)
    Mulher bem informada = decisão bem tomada!!!
    Ah para constar, sou a favor do parto natural sem medicamentos, mas nunca passei por ele, portanto, acredito nele como a melhor forma e não a única. Minha filha nasceu de cesárea depois de 24hs de bolsa "meio" rompida, sem trabalho de parto efetivo, sem dilatação, numa tentativa de parto domiciliar frustrado. Cesariada pq o médico NÃO QUIS induzir, nem tentar, mesmo tendo certeza de que estávamos bem. Sim sou frustrada p sei que podia ter tido mais do que tive e o sistema podou esta possibilidade.

    Não entendo a pessoa que AGENDA a cesárea! #prontofalei

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  62. Mariana, que reflexões sensatas! Muito interessante ler esse post e depois o relato do seu parto. Nada como esclarecimento nesta vida para escolher decisões sensatas. Perdoe-me o comentario-post, mas gostaria de salientar alguns pontos de vista.

    Primeiro que a defesa do parto total natureba não é para o filho nascer mais lindo. Oras. É fato que a anestesia chega até o bebê e pode causar taquicardia, alterações de temperatura (tá tudo no google) etc. e havendo a possibilidade, algumas mães preferem poupar seus rebentos dos efeitos colaterais.

    Agora é obvio que nem todas (eu mesma, acredito) suportarão toda a dor do parto tendo uma opção de receber um minimo anestesico. É uma relação custo-benefício.

    Um outro extremo são as mães que elegem a cesarea por simples imaturidade. Sim, porque para mim uma pessoa que prefere que seu filho venha ao mundo antes de estar plenamente constituído, e que por isso poderá o bebê sofrer de problemas respiratórios, males no sistema digestório e outros mais, apenas porque a mãe não quer sentir uma dor natural ou, pior, porque quer preservar a anatomia vaginal (sim, conheço algumas que no fundo pensam é nisso), ah, isso é de doer meu ventre. Esse tipo de opinião, me perdoem, mas não respeito mesmo.

    Obvio que cesáreas e medicações que sem vêem necessárias na hora H para preservar a saude da mãe e do neném são outros quinhentos. O que critico aqui é a escolha de um procedimento (cesárea agendada) quase seguramente nocivo ao seu filho apenas por conforto da mãe. Nesses casos eu torço mesmo para o bebê chorar demais de cólica no inicio da vida porque o intestino não teve tempo de amadurecer. (não para ver o bb sofrer, claro, mas para ver a mãe sofrer com noites). #prontofalei
    Afagos.

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  63. Eu gostaria de dizer para as mulheres que estao grávidas, para ler e se informar sobre os dois tipos de parto. NO MEU CASO, eu esperei ate a semana 41 e eu havia lido e visto muita coisa para o parto normal, mas nao tinha lido quase nada sobre a cesarea. Quando a bolsa estourou, fui para o hospital e nao dilatava nada, a bebe nao descia e eu tinha feito uma oraçao de fé mesmo, que se ela nao nascesse até o dia 09, que era domingo, eu iria entender que deveria ser uma cesarea. Quando foi no dia 10 pela manha, a bolsa estorou, meu medico chegou 3 horas depois no hospital, eu sentia contraçoes bem fracas, doeu mais o exame de toque, esse doeu muito, e eu falei para ele, doutor, vamos fazer a cesarea, porque vi que os batimentos cardiacos estavam diminuindo. Enfim, fiz a cesárea graças a Deus, pois ela estava toda enrolada no cordao umbilical, o que impedia de descer para nascer, e o médico havia me proposto tentar normal até ver aonde ia dar, mas como já tinha entregue nas maos de Deus, sabia que era para ser cesárea, e talvez, se eu estivesse esperado mais, poderia ter acontecido uma tragédia. Enfim, eu nao me preparei para a cesarea, entrei em panico na sala de cirurgia, me deu vontade de vomitar, comecei a tremer feito louca depois da anestesia (nao sabia que causava tremedeira), o medico nao me falou nada dos efeitos da anestesia e muito menos como era o pos operatorio. Senti dores horriveis, quatro meses depois, escrevo sentindo dor e ardencia na cirurgia. Como moro na espanha, a bebe ficou comigo desde o nascimento e mamou, foi uma cesarea meio que humanizada, mas digo que minha recuperaçao nao foi fácil, dói de mais, por isso, tentem o normal, mas nao arrisquem, se der bem, se vcs sentirem que vai colocar o bebe em risco, faça a cesárea, enfim, nunca saberemos como vai ser, mas confiem em Deus, pois ele sabe o que é melhor para nós e para o bebê. Estejam abertas para um dos dois, o importante, é ter o bebe com vcs.

    Uma conhecida amiga mora na frança, o medico esperou demais para fazer uma cesarea, porque o bebe nao descia, e resultado, tirou com forceps, e esmagou uma parte do cranio do bebe, o bebe saiu todo mole, quase morreu, ficou com um por cento de chance de viver e com riscos de ficar paraplegico. Por um milagre divino, no mes passado ele saiu da UTI, esta completamente restaurado, nem os medicos acreditam, esta repercutindo na cidade a recuperaçao dele, e agora esta somente com acompanhamento, mas está perfeito!

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